DOCUMENTO PARA OS PRESIDENCIÁVEIS DISCUTE MODELO E REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE

O modelo de Atenção Básica adotado no Brasil segue, como consenso, o sentido de atenção à saúde como a expressão das ações assistenciais somadas às ações e serviços de prevenção e promoção. As discussões sobre a necessidade de mudança no modelo assistencial ganharam força com a Reforma Sanitária Brasileira, em 1970, e se arrastaram com o passar das décadas. O marco mais recente na atenção primária foi a aprovação da nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), em agosto do ano passado.

No documento “Diálogo com os candidatos nas eleições em 2018”, escrito pelo Conasems e publicado em julho deste ano durante o 34º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde e 6º Congresso Norte e Nordeste, a entidade destaca a importância de se rediscutir o modelo de atenção e as redes de atenção à saúde. O documento, que foi entregue a todos os candidatos à presidência da República, defende seis pontos primordiais: modelo de atenção e redes de atenção à saúde, governança e regionalização, trabalhadores do SUS, judicialização, financiamento e pacto federativo.  

No que tange ao modelo de atenção e redes de atenção à saúde, alguns aspectos defendidos pelo Conasems incluem que seja eliminada a verticalidade dos programas ministeriais e estaduais; aporte de financiamento compatível para garantir os investimentos e recursos necessários à implementação da regulação da integralidade; atualização da política nacional de assistência hospitalar considerando as necessidades regionais; repactuar uma política de assistência farmacêutica que reflita as condições atuais do pacto federativo, dentre outras colocações.

De acordo com a consultora do Conasems, Carmen Lavras, “nós vivemos hoje um cenário de risco para o SUS. A sociedade como um todo nunca se posicionou em relação à segmentação do sistema de saúde (público e privado) e, atualmente, atravessamos um cenário de instabilidade política e econômica. Melhorar o SUS parte do fortalecimento primordial da Atenção Básica”. No entanto, segundo o aprimoramento do modelo de gestão para o SUS que considera soluções para a sua qualificação e o cumprimento de suas responsabilidades constitucionais, são vitais.

Para ler na íntegra todas as propostas, clique aqui.

Fonte: www.conasems.org.br

MINISTÉRIO ESTUDA MUDAR DISTRIBUIÇÃO DO MAIS MÉDICOS ENTRE MUNICÍPIOS

O Ministério da Saúde estuda alterar as regras de distribuição entre os municípios dos profissionais que atuam no programa Mais Médicos. As mudanças ainda estão em discussão com representantes das secretarias municipais e estaduais de saúde antes de serem publicadas em portaria.

Por meio de nota, o ministério explicou à Agência Brasil que está reavaliando os critérios de distribuição dos profissionais desde agosto, quando lançou edital para municípios ainda não contemplados pelo programa. O ministério recebeu a manifestação de 913 municípios interessados em aderir ao Mais Médicos.

O objetivo na mudança de parâmetros, segundo a pasta, é estabelecer “uma pontuação para distinguir a ordem de prioridade dos municípios a serem atendidos”. Os novos critérios devem considerar o número de habitantes das cidades, de médicos locais, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e indicadores de saúde, como taxas de mortalidade e cobertura vacinal.

O programa tem 18,2 mil vagas, distribuídas em 3,9 mil cidades e 34 distritos indígenas. Segundo o Ministério da Saúde, estão em atividade 16.707 médicos e 1.533 vagas serão repostas nos próximos editais. No entanto, ainda não há data prevista para as novas seleções.

Para o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), a atualização das regras de adesão ao programa é positiva, desde que seja feita depois da reposição dos médicos nas cidades que já integram o programa e estão sem profissionais há muitos meses.

“É uma ideia boa, não é ruim, não vejo problema em aplicar, mas a divergência é na reposição. Enquanto não repor onde não tem [médico], não se pactua expansão. O Conasems não abre mão de discutir primeiro a reposição dos médicos dos municípios que já estão no programa. Não justifica expandir [o número de municípios no programa] sendo que tem várias equipes sem profissional médico”, afirmou à Agência Brasil Mauro Junqueira, presidente do Conasems.

Junqueira disse ainda que na última semana a Comissão Intergestores Tripartite aprovou que os municípios do Mais Médicos possam receber os recursos enquanto aguardam a reposição, pois há a necessidade de manter os outros profissionais que compõem a equipe do programa.

“O município perde duas vezes quando ele fica sem o médico, porque não repôs rapidamente e ainda perde o recurso de transferência voluntária”, acrescentou.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em âmbito estadual, também cobrou do ministério um novo edital para repor as vagas abertas, pois o déficit tem gerado desassistência médica.  “O último edital [de seleção de médicos] que saiu foi no final de 2017 e isso tem levado a muita reclamação por parte dos prefeitos e secretários porque tem aproximadamente 1,5 vaga precisando de médicos”, disse Jurandi Frutuoso, secretário executivo do Conass.

Os gestores locais explicam que há muita mobilidade e rotatividade dos médicos no programa, seja por desistência dos profissionais, mudanças de cidade, término do prazo, entre outros fatores. Eles temem ainda que os novos critérios permitam a realocação de médicos de uma cidade para outra e não a ampliação do número de profissionais.

“Nós só vamos discutir qualquer tipo de assunto relacionado ao Mais Médicos após o preenchimento dessas vagas. A urgência desse momento é preencher as vagas abertas, porque está prejudicando a comunidade, que está desassistida”, completou Jurandi.

O programa Mais Médicos foi criado em 2013 para ampliar a oferta de médicos, incluindo estrangeiros, em locais mais vulneráveis e carentes onde há dificuldade para fixar os profissionais.  Além de médicos, o programa conta com enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais de saúde que atuam na Estratégia Saúde da Família. O atendimento da equipe é feito principalmente nos domicílios.

 

Fonte: www.conasems.org.br

 

CONVOCAÇÃO: 20,6 MILHÕES DE ADOLESCENTES DEVEM SE VACINAR CONTRA O HPV

Ministério da Saúde lança campanha publicitária para vacinar meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos contra o HPV. A cobertura com a segunda dose está em 41,8% para meninas e 13% para meninos. A proteção é completa quando aplicada as duas doses da vacina

Mais de 20 milhões de adolescentes brasileiros devem buscar os postos de saúde para receber a vacina HPV. A convocação é do Ministério da Saúde, que lança nesta terça-feira (4/9) uma Campanha Publicitária de Mobilização e Comunicação para a Vacinação do Adolescente contra a doença. A expectativa é de vacinar 9,7 milhões de meninas de 9 a 14 anos e 10,8 milhões de meninos de 11 a 14 anos. Para garantir a vacinação deste público, o Ministério da Saúde investiu R$ 567 milhões na aquisição de 14 milhões de vacinas. A vacina HPV é eficaz e protege contra vários tipos de cânceres em mulheres e homens.

Desde a incorporação da vacina HPV no Calendário Nacional de Vacinação, 4 milhões de meninas de 9 a 14 anos procuraram as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para completar o esquema com a segunda dose, totalizando 41,8% das crianças a serem vacinadas. Com a primeira dose, foram imunizadas 4 milhões de meninas nesta mesma faixa, o que corresponde a 63,4%. “É importante alertar que cobertura vacinal só está completa com as duas doses, por isso quem tomou a primeira dose deve voltar aos postos após seis meses”, explicou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Entre os meninos, que foram incluídos na vacinação contra HPV no ano passado, 2,6 milhões foram vacinados com a primeira dose, o que representa 35,7% do público alvo. Em relação à segunda dose, foram aplicadas 911 mil vacinas em meninos de 11 a 14 anos, completando, desta forma, o esquema de vacinação.

CAMPANHA HPV 

Com o slogan “Não perca a nova temporada de Vacinação contra o HPV”, a campanha publicitária envolve várias peças e será veiculada no período de 4 a 28 de setembro. O filme mistura imagens reais e animação e traz dois jovens, um menino e uma menina, fugindo de um vírus em um cenário com inspiração nos seriados famosos que são de identificação do público jovem e dos pais. A fuga termina no momento em que os jovens entram em uma unidade de saúde e se vacinam.

Trata-se de uma campanha publicitária para mobilizar a população. A vacina contra o HPV faz parte do calendário de rotina disponível nas unidades do SUS, lembra Carla Domingues. “A campanha é importante para lembrar as pessoas sobre a necessidade da vacinação, esclarecendo o que é mito e boato, e informações verdadeiras, baseadas em estudos científicos”, observou a coordenadora.

HPV NO BRASIL

Segundo estudo realizado pelo projeto POP-Brasil em 2017, a prevalência estimada do HPV no Brasil é de 54,3 %. O estudo entrevistou 7.586 pessoas nas capitais do país. Os dados da pesquisa mostram que 37,6 % dos participantes apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

O estudo indica ainda que 16,1% dos jovens tem uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) prévia ou apresentaram resultado positivo no teste rápido para HIV ou sífilis. Os dados finais deste projeto serão disponibilizados no relatório a ser apresentado ao Ministério da Saúde até o final do ano.

O projeto POP-Brasil é uma parceria do Ministério da Saúde, o Hospital Moinhos de Vento (RS), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade de São Paulo (Faculdade de Medicina (FMUSP) – Centro de Investigação Translacional em Oncologia), Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Secretarias Municipais de Saúde das capitais brasileiras e Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.

Estudos internacionais também apontam o impacto da vacinação na redução do HPV. Nos EUA, dados mostram uma diminuição de 88% nas taxas de infeção oral por HPV. Na Austrália, redução da prevalência de HPV de 22.7% (2005) para 1.5% (2015) entre mulheres de 18–24 anos. Outro estudo internacional mostra que nos EUA, México e Brasil entre homens de 18 a 70 anos: brasileiros (72%) têm mais infecção por HPV que os mexicanos (62%) e norte-americanos (61%).

CÂNCER

A vacina HPV previne vários tipos de cânceres contribuindo com a redução da incidência de cânceres nas mulheres e homens. No mundo, dos 2,2 milhões de tumores provocados por vírus e outros agentes infecciosos, 640 mil são causados pelo HPV. A vacina utilizada no país previne 70% cânceres do colo útero, 90% câncer anal, 63% do câncer de pênis, 70% dos cânceres de vagina, 72% dos cânceres de orofaringe e 90% das verrugas genitais. Além disso, as vacinas HPV protegem contra o pré-câncer cervical em mulheres de 15 a 26 anos, associadas ao HPV16 /18.  As vacinas é segura e não aumenta o risco de eventos adversos graves, aborto ou interrupção da gravidez.

VACINAÇÃO NAS ESCOLAS

O Ministério da Saúde enviou ao Ministério da Educação material informativo sobre as doenças. A ideia é estimular os professores a conversem com os alunos e familiares sobre o tema. O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. “A participação das escolas é imprescindível para reforçar a adesão dos jovens à vacinação e, consequentemente atingir o objetivo de redução futura do câncer de colo de útero, terceiro tipo de câncer mais comum em mulheres e a quarta causa de óbito por câncer no país”, completou Carla Domingues.

Para mais informações, acesse a página especializada sobre HPV no portal do Ministério da Saúde.

Fonte: www.conasems.org.br

Campanha contra pólio e sarampo é prorrogada até dia 14 de setembro.

Dados preliminares indicam que a média nacional de vacinação está em 88%. Sete estados atingiram a meta do Ministério da Saúde de vacinar, pelo menos, 95% do público-alvo

Estados e municípios que ainda estão abaixo da meta de vacinar, pelo menos, 95% das crianças de um a menores de cinco anos contra pólio e sarampo, terão mais 15 dias para ofertar as duas vacinas na rede pública de saúde. O Ministério da Saúde prorrogou até dia 14 de setembro a Campanha Nacional de Vacinação. Até o momento, mais de 1,3 milhão de crianças não recebeu o reforço dessas vacinas. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que o público-alvo da campanha seja vacinado. Até esta segunda-feira (3/9), 88% das crianças receberam as vacinas contra a pólio e o sarampo em todo o país.

Segundo informado no sistema, Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Sergipe e Maranhão atingiram a meta de vacinação do Ministério da Saúde. Mas, doze estados ainda estão abaixo da média nacional de 88% das crianças vacinadas contra as duas doenças. O Rio de Janeiro continua com o menor índice de vacinação, seguido por Roraima, Pará, Piauí, Distrito Federal, Acre, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Norte e Amazonas. Em todo o país, foram aplicadas mais de 19,7 milhões de doses das vacinas (cerca de 9,8 milhões de cada). A Campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças nessa faixa etária devem se vacinar, independente da situação vacinal.

“Estamos dando mais uma oportunidade para que essas crianças sejam vacinadas contra a pólio e o sarampo. Vinte estados ainda não atingiram a meta da campanha. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças. Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, convoca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. No fim de semana passado, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo e Amapá promoveram mais um dia de mobilização para vacinação. As capitais Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES) superaram a meta da campanha. Já Manaus, que iniciou a vacinação antes devido o surto de sarampo na região, já atingiu a meta de vacinação para a doença (103%).

CAMPANHA

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina na vida serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite – VOP). Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, são 19 para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias. Por ano, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos distribuídos em todo o país.

CASOS DE SARAMPO

Até o dia 28 de agosto, foram confirmados 1.553 casos e 6.975 permanecem em investigação. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas que já computa 1.211 casos e 6.905 em investigação, e em Roraima, com o registro de 300 casos da doença, sendo que 70 continuam em investigação. Entre os confirmados em Roraima, 9 casos foram atendidos no Brasil e estão recebendo tratamento, mas residem na Venezuela.

Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.  Alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (2), Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (16); Rondônia (2), Pernambuco (2) e Pará (2). O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos Estados.

Até o momento, no Brasil, foram confirmados 7 óbitos por sarampo, sendo 4 óbitos no estado de Roraima (3 em estrangeiros e 1 em brasileiro) e 3 óbitos no estado do Amazonas (todos brasileiros, sendo 2 do município de Manaus e 1 do município de Autazes).

SARAMPO NO MUNDO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de sarampo chegaram a um número recorde na Europa. Os dados, divulgados pela organização nesta segunda-feira (20/08), apontam que mais de 41 mil crianças e adultos na Região Europeia foram infectados com sarampo nos primeiros seis meses de 2018. O número total de casos para esse período excede os 12 meses reportados em todos os outros anos desta década.

Desde 2010, o ano de 2017 foi o que teve o maior número de casos: 23.927. Em 2016, registrou-se a menor quantidade: 5.273. Além disso, pelo menos 37 pessoas morreram devido à doença neste ano. Sete países da região tiveram mais de uns mil casos neste ano (França, Geórgia, Grécia, Itália, Rússia, Sérvia e Ucrânia). A Ucrânia foi a mais atingida com mais de 23 mil pessoas afetas, o que representa mais da metade da população do país.

Para mais informações, acesse a página especializada sobre vacinação no portal do Ministério da Saúde.

Balanço da Campanha Nacional de Vacinação até o dia 03 de setembro
  PÚBLICO-ALVO POLIOMIELITE SARAMPO
UF TOTAL DOSES APLICADAS % DOSES APLICADAS %
RO 104.978 105.238 100,25 404.553 99,60
AC 63.573 52.977 83,33 53.049 83,45
AM 304.907 267.269 87,66 281.764 92,41
RR 40.663 29.488 72,52 29.383 72,26
PA 594.518 483.219 81,28 483.046 81,25
AP 58.705 60.438 105,95 60.207 102,56
TO 99.049 87.892 88,74 87.688 88,53
MA 499.042 476.651 95,51 475.984 95,38
PI 197.366 162.115 82,14 61.590 81,87
CE 509.183 470.012 92,31 471.150 92,53
RN 188.861 165.316 87,53 164.223 86,95
PB 232.889 22.372 94,63 219.723 94,35
PE 544.178 549.552 100,99 549.836 101,04
AL 213.391 185.466 86,91 185.389 86,88
SE 133.395 129.410 97,01 128.813 96,57
BA 849.361 722.809 85,1 718.371 84,58
MG 1.027.305 917.395 89,3 918.054 89,39
ES 201.833 201.275 99,72 200.536 99,36
RJ 811.853 548.843 67,6 558.779 68,83
SP 2.202.964 1.896.393 86,08 1.877.678 85,23
PR 581.309 532.948 91,68 527.373 90,72
SC 339.800 348.923 102,68 349.679 102,91
RS 528.938 454.543 85,94 452.860 85,62
MS 158.083 141.901 89,76 141.387 89,44
MT 202.216 180.545 89,28 180.578 89,30
GO 364.626 346.242 94,96 342.728 93,99
DF 160.292 132.769 82,83 132.005 82,35
BRASIL 11.213.278 9.870.001 88,02 9.856.426 87,90
 

Fonte: www.conasems.org.br

MAPEAMENTO DE EXPERIÊNCIAS EXITOSAS SOBRE ENVELHECIMENTO ESTÁ EM SUA 6ª EDIÇÃO

Inscrições estão abertas até o dia 4 de setembro. O objetivo é identificar e revelar as boas práticas, além de incentivar os gestores a potencializar ações voltadas à pessoa idosa no SUS

Conhecer e dar visibilidade às boas práticas de municípios, estados e do Distrito Federal voltadas à saúde da pessoa idosa. Esses são os principais objetivos da 6ª Edição do Mapeamento de Experiências Exitosas sobre Envelhecimento, que está com as inscrições abertas até o dia 4 de setembro. A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz).

A ação visa divulgar e compartilhar experiências com gestores, profissionais de saúde, interessados em geral, além de incentivar estratégias e ações que contribuam para qualificar o cuidado à pessoa idosa no Sistema Único de Saúde (SUS), em consonância com a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A inscrições podem ser feitas pelo link: http://saudedapessoaidosa.fiocruz.br.

A coordenadora de Saúde da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde, Cristina Hoffmann, explica que “o mapeamento vai permitir identificar as diferentes respostas que os gestores municipais e estaduais têm dado aos desafios que o processo de envelhecimento da população brasileira pode contribuir para o aprimoramento do SUS”.

Cristina Hoffmann ressalta que a partir das respostas será possível conhecer quais as ofertas de ações que poderão ser replicadas para pessoas no âmbito da saúde pública. “Os gestores irão trocar experiências. Um gestor da Região Norte pode conhecer as ações de um gestor da Região Sul. Com isso, teremos acesso a fórmulas e experiências que vão desde mobilização da comunidade no enfretamento da violência contra a pessoa idosa até a organização da rede de atenção à saúde”, explica Hoffmann. Ainda segundo a coordenadora, o mapeamento vai possibilitar qualificar e identificar a diversidade de respostas que os munícipios e estados têm dado e, com isso, poderemos divulgar a diversidade cultural existente.

As experiências mapeadas podem estar relacionadas aos diferentes níveis de cuidados, da Atenção Básica à Especializada, desenvolvidas, por exemplo, junto à Estratégia de Saúde da Família (ESF), Unidades Básicas de Saúde (UBS), Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), Atenção Domiciliar, Atenção Hospitalar, entre outras, assim como experiências ligadas aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIS).

SERVIÇO:

6ª Edição do Mapeamento de Experiências Exitosas sobre Envelhecimento

Inscrição

Até 04/09

Avaliação das experiências inscritas

10 a 28/09/2018

Divulgação dos resultados*

10/10/2018

Apresentação das 14 experiências selecionadas

28 a 30/11/2018

Edital

https://saudedapessoaidosa.fiocruz.br/edital-2018

  • O resultado será enviado por e-mail para todos os participantes inscritos

Fonte: www.saude.gov.br

ESCLARECIMENTOS SOBRE TRANSFERÊNCIAS NA MODALIDADE FUNDO A FUNDO

ESCLARECIMENTOS SOBRE TRANSFERÊNCIAS NA MODALIDADE FUNDO A FUNDO

                       

A Secretaria do Tesouro Nacional publicou nota com esclarecimentos  sobre a operacionalização e contabilização dos recursos transferidos na modalidade fundo a fundo aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios em função da Portaria n.3992/2018, que alterou a forma de repasse dos recursos federais às demais esferas de gestão.

A nota foi elaborada em conjunto com representantes da Secretaria do Tesouro Nacional / Ministério do Planejamento, do Fundo Nacional de Saúde e da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento do Ministério da Saúde para alinhar  conceitos e orientações  tanto dos representantes do Poder Executivo quanto  aos órgãos de controle no melhor entendimento da execução dos recursos destinados ao financiamento das ações e serviços públicos em saúde.

Confira a nota na íntegra.

Fonte: www.conasems.org.br

APÓS DIA D CONTRA PÓLIO E SARAMPO, 51% DAS CRIANÇAS ESTÃO VACINADAS.

A Campanha Nacional Contra a Poliomielite e Sarampo atingiu a metade do público-alvo com a vacinação de 51% das crianças de um ano a menores de cinco em todo o país. No total, mais de 11,4 milhões de doses das vacinas contra a pólio e sarampo (cerca de 5,7 milhões de cada) foram aplicadas até esta segunda-feira (20). A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças independente da situação vacinal delas e criar uma barreira sanitária de proteção da população brasileira.

Com a mobilização de toda a população e parceiros do Ministério da Saúde na última semana, finalizando com o dia D, o país avançou significativamente para atingir o mais próximo da meta de vacinar, até 31 de agosto, 95% da população alvo. Deve ser observado que os dados ainda estão sendo enviados para o Ministério da Saúde pelos estados e municípios. O esforço do país é impedir que doenças já eliminadas e erradicadas não retornem ao Brasil.

“Esse é um movimento de todos, um trabalho de todos para proteger as nossas crianças. Pais e responsáveis devem levar as crianças que ainda não foram vacinadas, independente da situação vacinal anterior, já que neste ano a campanha é indiscriminada. O esforço do país é impedir que  doenças já eliminadas não retornem o Brasil", enfatiza o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite – VOP). Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

Entre os estados com melhor cobertura vacinal neste momento, estão: Rondônia, com 85,03% para a pólio e 83,45% para o sarampo, seguido por Amapá com 76,15% pólio e 75,96% sarampo. Entre as coberturas mais baixam, destacam-se: Rio de Janeiro, com 29,49% do público-alvo vacinado para pólio e 31,33% para sarampo e Pará, que tem 33,60% pólio e 33,59% sarampo. 

O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, são 19 para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias. Por ano, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos distribuídos em todo o país.

CASOS DE SARAMPO 

Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. Até o dia 14 de agosto, foram confirmados 910 casos de sarampo no Amazonas e 5.630 permanecem em investigação. Já em Roraima, foram 296 casos confirmados e 101 continuam em investigação. 

Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.  Casos isolados, relacionados à importação, foram identificados em São Paulo (1), Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Rondônia (1) e Pará (2). As medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados. Até o momento, foram confirmados seis óbitos por sarampo, quatro em Roraima (três em estrangeiros e um em brasileiro) e dois no Amazonas (brasileiros). 

SARAMPO NO MUNDO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de sarampo chegaram a um número recorde na Europa. Os dados, divulgados pela organização nesta segunda-feira (20/08), apontam que mais de 41 mil crianças e adultos na Região Europeia foram infectados com sarampo nos primeiros seis meses de 2018. O número total de casos para esse período excede os 12 meses reportados em todos os outros anos desta década.

Desde 2010, o ano de 2017 foi o que teve o maior número de casos: 23.927. Em 2016, registrou-se a menor quantidade: 5.273. Além disso, pelo menos 37 pessoas morreram devido à doença neste ano. Sete países da região tiveram mais de uns mil casos neste ano (França, Geórgia, Grécia, Itália, Rússia, Sérvia e Ucrânia). A Ucrânia foi a mais atingida com mais de 23 mil pessoas afetas, o que representa mais da metade da população do país.

Para mais informações, acesse a página especializada sobre vacinação no portal do Ministério da Saúde.

BALANÇO DA CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO

 

Público-alvo

Quantitativo de vacinas (VIP, VOP e Tríplice Viral)

POLIOMIELITE

SARAMPO

UF

TOTAL

TOTAL

DOSES APLICADAS

COBERTURA

DOSES APLICADAS

COBERTURA

RO

104.978

265.430

89.260

85,03

87.602

83,45

AC

63.573

160.930

26.314

41,39

26.106

41,06

AM

304.907

770.820

122.928

40,32

211.943

69,51

RR

40.663

102.950

16.363

40,24

13.230

32,54

PA

594.518

1.498.530

199.758

33,6

199.694

33,59

AP

58.705

148.620

44.706

76,15

44.590

75,96

TO

99.049

250.040

45.999

46,44

45.789

46,23

MA

499.042

1.257.300

256.271

51,35

253.828

50,86

PI

197.366

497.630

87.503

44,34

86.842

44,0

CE

509.183

1.285.070

306.432

60,18

305,089

59,92

RN

188.861

476.840

104.645

55,41

104,175

55,16

PB

232.889

587.760

121.604

52,22

120,474

51,73

PE

544.178

1.375.840

329.091

60,47

329.593

60,57

AL

213.391

538.650

113.525

53,2

112.517

52,73

SE

133.395

337.170

75.554

56,64

75.314

56,46

BA

849.361

2.142.310

368.007

43,33

369.859

43,55

MG

1.027.305

2.594.900

213.147

49,95

510.843

49,73

ES

201.833

510.720

125.595

62,23

124.795

61,83

RJ

811.853

2.056.510

239.431

29,49

254.335

31,33

SP

2.202.964

5.580.870

1.258.691

57,14

1.241.258

56,34

PR

581.309

1.471.030

315.231

54,23

310.038

53,33

SC

339.800

859.570

206.571

60,79

207.323

61,01

RS

528.938

1.338.410

283.818

53,66

281.014

53,13

MS

158.083

400.090

76.851

48,61

76.415

48,34

MT

202.216

511.420

92.315

45,65

91.138

45,07

GO

364.626

921.850

211.403

57,98

206.089

56,52

DF

160.292

406.160

68.967

43,03

68.537

42,76

BRASIL

11.213.278

28.347.420

5.699.980

50,83

5.758.430

51,35

 

Fonte: www.saude.gov.br

ATÉ 31 DE AGOSTO, CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA POLIO E SARAMPO TEM QUE ATINGIR 4,1 MILHÕES DE CRIANÇAS

Faltando uma semana para o fim da Campanha de Vacinação contra poliomielite e sarampo, a taxa de cobertura nacional de imunização chegou a 64%, segundo dados do Ministério da Saúde. Isso significa que, do total de 11,2 milhões de crianças de 1 a 5 anos que devem ser imunizadas, ainda faltam ser vacinadas 4,1 milhões.  

De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI), as crianças que não tomaram nenhuma dose da vacina contra poliomielite na vida devem ser imunizadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). Já as que tomaram uma ou mais doses devem receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP). Em relação ao sarampo, o público-alvo deve receber uma dose da vacina tríplice viral, seja lá qual for a situação vacinal – com exceção para as crianças que tenham sido imunizadas nos últimos 30 dias e não vão precisar de uma nova dose.

Em virtude dos surtos de sarampo que o país vive em Roraima e no Amazonas (300 casos confirmados e 1.087 casos registrados até 21 de agosto, respectivamente) o presidente do Conasems, Mauro Junqueira, destaca a importância do empenho dos gestores municipais de saúde em cumprirem a meta de imunização. “É responsabilidade de toda a sociedade evitar que doenças que já haviam sido erradicadas voltem a circular no Brasil. Se o gestor tem papel fundamental em ofertar o serviço à população, os pais e mães das crianças também têm o dever de levar seus filhos às unidades de saúde para serem vacinadas”.

A assessoria técnica do Conasems explica que os dados são atualizados pelos municípios e computados no sistema do Ministério, em média, uma ou duas vezes por semana. São muitas as cidades que têm problemas de logística (disponibilidade de equipamentos, acesso rápido à internet) e/ou disponibilidade de pessoal para computar os dados com frequência, causando, assim, atraso na computação dos dados.

Fonte: www.conasems.org.br

PROJETO AEDES NA MIRA BUSCA TUTORES PARA CAPACITAÇÃO A DISTÂNCIA

Estão abertas as inscrições para interessados em se candidatar a uma das 230 vagas para tutor no projeto Aedes na Mira. O processo seletivo é para o preenchimento de vagas temporárias, por um período de 6 meses, podendo ser prorrogado por até 3 meses. As vagas serão distribuídas nas 5 regiões brasileiras – Sendo 20 para o Norte, 73 para o Nordeste, 68 para o Sudeste, 49 para o Sul e 20 para o Centro-Oeste.

As inscrições dos candidatos serão gratuitas e deverão ser realizadas exclusivamente por meio eletrônico a partir das 14h do dia 08 de agosto de 2018 até as 23h59min do dia 27 de agosto de 2018 (observando o horário oficial de Brasília).

A remuneração do tutor será no valor líquido de R$ 1.501,80 mensais durante o prazo de contrato. A carga horária estimada é de 20 horas semanais para dedicação ao processo de tutoria a distância, além da atuação em até dois encontros presenciais com os alunos das turmas EAD.

O edital do processo seletivo, com as informações de requisitos, informações sobre títulos, critérios, datas e etapas do processo, poderá ser conferido diretamente nos sites das inscriçõesAcesse o Edital

Dúvidas e informações por meio do contato: conasems@primeeduc.com.br ou pelo WhatsApp (61) 99328-0059.

Fonte: www.conasems.org.br

MAIS MÉDICOS: MINISTÉRIO DA SAÚDE ABRE CONSULTA AOS MUNICÍPIOS

Foi publicado hoje (17), no Diário Oficial da União o Edital SGTES/MS nº13, de 16 de agosto de 2018 de “Consulta” aos municípios para manifestação de interesse para participação do Projeto Mais Médicos para o Brasil (provimento) em eventual e futura possibilidade de ampliação do Programa Mais Médicos. A consulta está liberada até a próxima sexta-feira, 24 de agosto.

Desde janeiro de 2015, os municípios que não aderiram ao programa no primeiro momento (entre 2013 e 2014), tiveram outra oportunidade de adesão. Ainda que o Edital seja apenas uma consulta de interesse, destaca-se que todos os municípios que necessitam do apoio do Programa para provimento de médicos em suas unidades de Atenção Básica devem manifestar seu interesse conforme orientam os documentos abaixo.

Edital

Lista de municípios

Mais informações:

http://maismedicos.saude.gov.br/new/web/app.php/manifestacao-adesao-municipio

Fonte: www.conasems.org.br