BRASIL AUMENTA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E BATE RECORDE EM TRANSPLANTES

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (27), Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos, balanço sobre a doação de órgãos, tecidos e células, e transplantes realizados no país no primeiro semestre de 2018 em comparação ao mesmo período de 2017. Também foi lançada a Campanha Nacional de Incentivo à Doação, que este ano traz o slogan “Espalhe amor. Doe Órgãos”. O balanço do período aponta crescimento de 7% no número de doadores efetivos de órgãos, passando de 1.653 para 1.765.

O ministro da Saúde interino, Adeílson Cavalcante, ressaltou a capilaridade do Sistema Único de Saúde (SUS), que atende os 5.570 municípios, com mais 43 mil unidades de saúde e cerca de 1.100 equipes transplantadoras no país. “A união entre governo federal, iniciativa privada, estados e municípios transforma o SUS, a Política Nacional de Transplante, em exemplos de eficácia, eficiência e de retorno à população brasileira. Essa parceria mostra que quando a gente tem prioridade de governo, temos um SUS solidário e eficiente", destacou Adeílson Cavalcante.

Realizando projeção do número de transplantes com base no primeiro semestre deste ano, o aumento na doação de órgãos permitirá alcançar recorde nos transplantes de fígado (2.222), pulmão (130) e coração (382) até o final de 2018. Ainda segundo a projeção, os transplantes de medula óssea também alcançarão seu maior número na série histórica (2.684).

Com o aumento no número de doadores efetivos, ou seja, aqueles que iniciaram a cirurgia para a retirada de órgãos com a finalidade de transplante, o Brasil deve fechar 2018 com taxa de 17 doadores efetivos por milhão da população (PMP), ultrapassando a meta do Plano Plurianual do Ministério da Saúde, que prevê o alcance de 15 doadores efetivos PMP para este ano. Em números absolutos, o país deve contar com 3.530 doadores efetivos, batendo recorde da série histórica dos últimos cinco anos.

Ao analisar os dados de doação por estado, em números absolutos, a Região Norte demonstrou reforço nas doações e captações de órgãos, nos estados de Roraima (3 doações efetivas) e Tocantins (1 doação efetiva), que, até então, não apresentavam nenhum registro.

Estes resultados reforçam a importância da União, estados e municípios de investirem cada vez mais em ações de conscientização da população, com destaque aos familiares e profissionais de saúde, sobre a importância da doação de órgãos para a realização dos transplantes, salvando mais vidas. Nos últimos anos, o Ministério da Saúde observou um aumento dos consentimentos familiares para a doação de órgãos, fruto de uma maior consciência da sociedade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos para transplante. Atualmente 41.266 pacientes aguardam por um transplante, número menor que em 2017, quando havia 44 mil pacientes na espera.

Ao apresentar os dados de balanço de transplantes, a coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes, Daniela Salomão, falou sobre a importância da conscientização da população sobre a importância de dizer “sim” à doação. "Com o esforço coletivo será possível atender cada vez mais brasileiros e fazer mais transplantes”, disse Daniela. A coordenadora também fez um agradecimento à Força Aérea Brasileira (FAB) e as companhias aéreas comerciais pela parceria no transporte e na logística dos órgãos doados e captados. "Quero agradecer a todos os parceiros e à FAB, que a partir do decreto presidencial, favoreceu muito no aumento de transplantes no país, principalmente os de coração e pulmão", ressaltou.

Durante coletiva de imprensa para anúncio do balanço de transplantes, o secretário de Atenção à Saúde, Francisco Figueiredo, reforçou a importância da participação de todos os atores no transplantes, tanto estados, como municípios e colaboradores do SUS. "Eu gostaria de agradecer todos os colaboradores, pois sem a participação de todos não seria possível alcançar esses números", ressaltou.

O Ministério da Saúde repassa recursos para estados e municípios utilizarem na qualificação dos profissionais de saúde envolvidos nos processos de doação de órgãos e tecidos. O orçamento federal para essa área mais que dobrou em 10 anos, passando de R$ 453,3 milhões para R$ 1,036 bilhão. A pasta também vai ofertar 74 oficinas de capacitação de 4 mil médicos, até 2020, em atendimento à nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) para o diagnóstico da morte encefálica. O projeto piloto já foi aplicado em São Paulo e em breve estará disponível para todos os estados. A maioria dos estados já está realizando capacitações de seus profissionais.

TRANSPLANTES 

Em 2018, o país deve realizar 26.400 transplantes. Desse total, 8.690 serão órgãos sólidos (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim e pâncreas rim), registrando recorde em comparação aos últimos oito anos. Na projeção para todo o ano de 2018, os transplantes de córnea, no entanto, apontam redução. Esse é reflexo da redução da lista de espera em alguns estados. Por exemplo, Amazonas, Ceará, Goiás, Pernambuco e Paraná tiveram desempenho médio de transplantes de córnea, superior ao da média de pacientes na lista de espera, nos últimos três meses, e, portanto, são considerados na situação de lista zerada.

As companhias aéreas comerciais são grandes parceiras nessa conquista e também a Força Aérea Brasileira (FAB). As companhias de aviação civil transportaram, entre junho de 2016 até junho deste ano, a partir do termo de cooperação firmado com o Ministério da Saúde, 9.236 órgãos sólidos (coração, fígado, pâncreas, rim e pulmão) e tecidos. Em relação ao primeiro semestre deste ano, houve crescimento de 6% em comparação ao primeiro semestre de 2017, passando de 2.327 itens transportados, entre órgãos, tecidos e equipes para 2.474. Já a FAB transportou entre junho de 2016, quando saiu o decreto presidencial (nº 8.783 de junho de 2016), até junho deste ano, 513 órgãos sólidos (coração, fígado, pâncreas, rim e pulmão) e tecidos.

A coordenadora de Transplantes, Daniela Salomão, falou sobre a importância de dizer "sim" à doação de órgãos entre as famílias."Com o esforço coletivo será possível atender cada vez mais brasileiros e fazer mais transplantes". Daniela também fez um agradecimento à FAB. " Esse decreto presidencial que colocou um avião da FAB à disposição para transporte favoreceu muito o aumento de transplantes principalmente de coração e pulmão", ressaltou.

CAMPANHA

A campanha do Ministério da Saúde de incentivo à doação de órgãos deste ano traz o slogan “Espalhe Amor. Doe Órgãos”. O objetivo é mostrar a importância de se falar mais sobre doação para manter o tema em evidência na sociedade. A campanha entra no ar nesta quinta-feira (27) será veiculada em TV, rádio, revista, outdoor e mobiliário urbano, além de internet e rede sociais/influenciadores digitais. A trilha sonora traz a interpretação da cantora Kell Smith, que também deu voz à campanha de 2017.

Seguindo a tendência de experiências de arte pública internacional, este ano o Ministério da Saúde também irá realizar a ação Donate Parade. No dia 30/09 (domingo), dez artistas plásticos irão personalizar esculturas de até 2 metros de altura, em forma de coração, pulmão, olhos e rins. A ação acontecerá ao vivo no Parque do Ibirapuera em São Paulo-SP e também no Parque da Cidade, em Brasília-DF. Posteriormente, as esculturas de órgãos gigantes serão instaladas nas principais vias das duas capitais.

Nesta quinta-feira, também será promovida ação especial na página do Ministério da Saúde no Facebook, em que os internautas poderão transformar suas fotos de família em animações e ajudar a promover a doação de órgãos.

O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 96% dos transplantes de órgãos são realizados na saúde pública. O Sistema Nacional de Transplantes é formado pelas 27 Centrais Estaduais de Transplantes; 13 Câmaras Técnicas Nacionais; 504 estabelecimentos e 851 serviços habilitados; 1.157 equipes de transplantes; 574 Comissões Intra-hospitalares de Doações e Transplantes; e 72 Organizações de Procura de Órgãos (OPOs).

O ministro da Saúde interino, Adeílson Cavalcante, também presente à coletiva ressaltou a importância de comunicar os programas eficientes do SUS, como o Sistema Nacional de Transplantes. "A união da iniciativa privada com os estados e municípios mostra que quando a gente tem prioridade de governo, temos um SUS solidário e eficiente".

PRÊMIOS 

Durante a cerimônia de lançamento da campanha, o Ministério da Saúde entregou o Prêmio Anual “Destaque na Promoção da Doação de Órgãos e Tecidos”. O prêmio é entregue a uma instituição (pessoa jurídica) – que se destacou na promoção da doação de órgãos durante o último ano – e a uma pessoa (pessoa física) que se destacou no desenvolvimento de atividades de incentivo à doação. Neste ano, a pessoa física agraciada é o médico Glauco Westphal, que atua na área de medicina intensiva e doação de órgãos para transplantes, sendo atualmente coordenador do Programa de Residência em Medicina Intensiva do Hospital Municipal São José em Joinville-SC. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) recebeu o reconhecimento como pessoa jurídica. A empresa administra grande parte dos hospitais universitários, unidades que atuam na realização de procedimentos relacionados ao transplante.

Também foram homenageados por reconhecimento ao trabalho desenvolvido em doação: a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (ABEAR), a Força Aérea Brasileira (FAB), o Corpo de Bombeiros Militar e a Academia Brasileira de Neurologia. A cerimônia também contou com o depoimento de uma família que disse “sim” à doação; um publicitário transplantado que realizou três transplantes pelo SUS; e uma criança transplantada de coração pelo primeiro voo da FAB após a publicação do decreto presidencial; além do depoimento por vídeo da mãe da Youtuber Isabelly do canal Isa Top Show, que foi assassinada no Paraná.

Mais informações em www.saude.gov.br/doeorgaos

Fonte: www.saude.gov.br

PARCERIAS FIRMADAS PELO CONASEMS IRÃO PROMOVER CURSOS PARA MAIS DE DEZOITO MIL TRABALHADORES DO SUS.

As parcerias do Conasems ligadas ao fortalecimento da Assistência Farmacêutica e Atenção Básica se destacaram na pauta do Seminário que aconteceu nesta terça-feira (25). Foram apresentados os projetos desenvolvidos pelo PROADI-SUS, através do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) e as parcerias com a Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), com o Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (IPADS) e a cooperação com a empresa dinamarquesa Novo Nordisk, especializada na produção de medicamentos para diabetes.

De acordo com o presidente do Conasems, Mauro Junqueira, em relação às parcerias, a diretoria priorizou o desenvolvimento de iniciativas que promovam o fortalecimento da Atenção Básica e a integração das demais políticas de saúde. “O objetivo de todos esses projetos é apoiar os municípios, que executam as políticas públicas. Alguns dizem que parceria com empresas privadas é falta de ética, mas falta de ética é a situação que deixam os gestores sem condições de oferecer serviços básicos à população por falta de recursos”.

Academia presente

O acordo de cooperação assinado entre Conasems e a USP tem objetivo de contribuir para o fortalecimento da Atenção Básica por meio do aperfeiçoamento da Política de Assistência Farmacêutica nos municípios brasileiros. “A expectativa é que essa parceria possa gerar resultados significativos através do suporte técnico e científico e elaborar análises dos resultados do Levantamento Nacional sobre a relação municipal de medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica”, explicou o professor Osvaldo de Freitas, diretor da Faculdade.

Confira mais sobre o Levantamento da Rename

PROADI-SUS

Capacitação, qualificação dos serviços de assistência farmacêutica e integração das práticas de cuidado são os objetivos do projeto PROADI-SUS 2018-2020 proposto pelo CONASEMS e elaborado pelo Hospital Oswaldo Cruz.  A diretora do Instituto Social do HAOC, Ana Paula Pinho, anunciou quatro cursos para 18.600 profissionais do SUS de todos os municípios brasileiros em modalidade EaD (ensino a distância) “Em novembro de 2018 o primeiro edital  será aberto com 6000 vagas para uma proposta inédita, que é o curso Gestão do Cuidado Farmacêutico na AB. Além disso é interessante destacar que, estrategicamente, teremos cursos voltados para nível médio e técnico, pois temos muitos profissionais com esse perfil que já trabalham nos municípios, é muito importante oferecer a oportunidade de qualificação”.

O projeto também irá apoiar a implantação do cuidado farmacêutico em 600 a 1200 pontos de atenção. Este outro curso será voltado aos Profissionais Farmacêuticos atuantes na Atenção Básica em Saúde e visa desenvolver o processo de raciocínio clínico por meio de um método utilizado nos diferentes serviços de cuidado farmacêutico, voltados ao enfrentamento de problemas relacionadas à farmacoterapia.

IPADS e Novo Nordisk

A implantação e capacitação para uso do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – diabete Mellitus tipo 1 é o projeto em parceria com o IPADS e Novo Nordisk que tem objetivo de promover atividades educativas para o autocuidado e implantação do protocolo e tecnologias ligados à doença.

O presidente do IPADS, Orlando Mário Soeiro, apresentou um panorama da diabetes no Brasil. “12,5 milhões de pessoas possuem a doença, 88.300 são crianças. O Brasil ocupa a terceira posição no ranking da doença no mundo”.  Simone Tcherniakovsky, Diretora de Assuntos Corporativos da Novo Nordisk, destacou que “A construção coletiva para capacitação, não só do profissional de saúde, mas também do usuário, é de extrema importância no contexto dessa doença”.  

A partir de dados da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de  Medicamentos no Brasil (PNAUM), que apontam que cerca de 40% das pessoas com diabetes  fazem tratamento inadequado, foi desenvolvido esse projeto que tem o foco na promoção de atividades educativas. A proposta é a produção de cinco vídeos com objetivo de aprimorar o cuidado com Diabetes Mellitus Tipo 1 para pessoas atendidas no SUS com orientações ao usuário/cuidadores quanto ao manejo da  terapia não-medicamentosa e medicamentosa. O projeto também prevê cursos em modalidade EaD de educação permanente em saúde para profissionais do SUS abordando questões acerca da doença.

Para o Conasems, outro destaque é que este projeto também possibilitará Identificar elementos do processo de assistência desde a prescrição até a dispensação e uso desta tecnologia, no conjunto dos municípios brasileiros, como um subsídio de análise inicial de sua incorporação no SUS.

Fonte: www.conasems.org.br

AQUISIÇÃO DE AMBULÂNCIAS TIPO A

Em virtude da publicação da Portaria nº 2.214, de 31 de agosto de 2017, que dispõe sobre a aquisição de Ambulância de transporte Tipo A, e os questionamentos recebidos pelo Departamento de Atenção Hospitalar e Urgência, a Coordenação Geral de Atenção Hospitalar (CGHOSP) do Ministério da Saúde disponibiliza Nota Informativa sobre aquisição de Ambulância Tipo A.

Confira a Nota na íntegra.

Fonte: www.conasems.org.br

LIBERADO RECURSO DO PRO EP-SUS

O Ministério da Saúde disponibiliza a partir desta quarta-feira (26 ) o incentivo do Programa para o Fortalecimento das Práticas de Educação Permanente em Saúde no Sistema Único de Saúde – PRO EPS-SUS. Os municípios foram habilitados a receber o recurso através das Portarias 3342 e 3674 de Dezembro de 2017.

O Fundo Nacional de Saúde também disponibilizou informe com a relação das Ordens Bancárias emitidas em 25/09/2018, em favor dos municípios contemplados no PRO-EPS-SUS, conforme os seguintes processos:

· 25000.485940/2017-44 – Portaria GM/MS nº 3.342, de 07/12/2017, no montante de R$ 59.139.000,00; ,

· 25000.494556/2017-32 – Portaria GM/MS nº 3.674, de 22/12/2017, no montante de R$ 5.135.000,00.

Fonte: www.conasems.org.br

MINISTÉRIO DESTINA R$ 13,5 MILHÕES PARA QUALIFICAR ATENDIMENTO À MULHER

O Ministério da Saúde está destinando R$ 13,55 milhões para que os municípios invistam na agenda Mais Acesso, Cuidado, Informação e Respeito à Saúde das Mulheres. O recurso será repassado aos gestores locais que fizerem adesão ao Edital de Chamamento Público, divulgado no último dia 21 de setembro. Serão selecionadas propostas que visam ampliar e fortalecer a atenção à saúde sexual e saúde reprodutiva das mulheres, em todo o ciclo de vida, com ou sem deficiência e a inclusão de ações estratégicas que envolvam os homens na sua trajetória reprodutiva e sexual.

Entre os objetivos da agenda Mais Acesso, Cuidado, Informação e Respeito à Saúde das Mulheres estão organizar os processos de trabalho na Atenção Básica, considerando a mulher desde a infância até a fase da terceira idade; organizar ações de educação em saúde para adolescentes junto ao programa Saúde na Escola; e incluir a população da Unidade Básica de Saúde (UBS) no planejamento, execução e avaliação das ações que visam o bem estar das mulheres.

EDITAL DE SELEÇÃO – AGENDA MULHER

Os municípios terão o prazo de 30 dias, a contar da publicação do edital, para enviar propostas com diagnóstico prévio de seus serviços em saúde sexual e reprodutiva, bem como das prevalências de gravidez na adolescência, a fim de justificar a relevância de ações voltadas para o tema no seu território. As propostas devem ser enviadas pelo Sistema de Apoio a Implementação de Políticas de Saúde (SAIPS).

Também deverão ser apresentadas ações que visam o alcance dos resultados esperados no edital, tais como ampliação na oferta de métodos contraceptivos, incluindo o DIU de Cobre; oferta de testes rápidos para gravidez, sífilis e HIV; e oferta de atividades coletivas que objetivam a promoção da saúde sexual. As propostas serão avaliadas pelo Ministério da Saúde, com base em critérios de pontuação divulgados no Edital de chamamento público.

O valor a ser pleiteado seguirá o porte do município:

 

Porte do município

Recurso

1

Acima de 501 mil habitantes

250 mil reais

2

De 100 a 500 mil habitantes

150 mil reais

3

Até 100 mil habitantes

100 mil reais

O resultado da seleção dos municípios com mais pontuação e, portanto, selecionados para recebimento do recurso, será divulgado na página do Ministério da Saúde, seguindo cronograma detalhado no edital. O prazo de execução das ações será de 18 meses e o monitoramento será feito de 6 em 6 meses.

AÇÕES – AGENDA MULHER

Hoje o atendimento às mulheres no Sistema Único de Saúde (SUS) tem foco na adolescência, onde a adolescente tem acesso à Caderneta de saúde do Adolescente; no pré-natal, parto e pós-parto. Para as gestantes, a estratégica Rede Cegonha trabalha o parto normal humanizado e intensifica a assistência integral à saúde das mulheres e crianças até dois anos na rede pública. Um dos objetivos da Rede Cegonha é reduzir cada vez mais a taxa de mortalidade materna e neonatal e as ocorrências de cesarianas desnecessárias na rede pública de saúde.

Para reduzir a morte materna, o Ministério da Saúde implementou também o Projeto de Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (Apice ON), o Projeto Zero Morte Materna por Hemorragia, e o Projeto Parto Cuidadoso. Essas ações visam fortalecer a humanização do atendimento das gestantes, a melhoria da atenção pré-natal, nascimento e pós-parto, assim como instituído medidas de orientação e qualificação dos profissionais de saúde, tanto no âmbito da Atenção Básica como na Urgência e Emergência.

Com foco nos direitos sexuais e reprodutivos, além do DIU, o Ministério da Saúde financia a oferta gratuita de oito métodos contraceptivos: preservativo feminino e masculino, pílula combinada, anticoncepcional injetável (mensal e trimestral), diafragma, anticoncepção de emergência (pílula do dia seguinte) e minipílula. São métodos seguros e reversíveis. Determinar qual contraceptivo utilizar é uma conduta exclusiva entre médico e paciente.

Fonte: www.saude.gov.br

AÇÕES DE SEGURANÇA REDUZEM DUAS MIL MORTES NO TRÂNSITO DAS CAPITAIS

As mortes por acidentes de trânsito no país estão em queda. Um levantamento inédito do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (18), que marca o início da Semana Nacional do Trânsito, aponta que, em seis anos, houve uma redução de 27,4% dos óbitos nas capitais do país. Em 2010 foram registrados 7.952 óbitos, contra 5.773 em 2016, o que representa uma diminuição de 2,1 mil mortes no período.

Cinco capitais se destacaram, em termos percentuais, com as maiores reduções: Aracaju (SE), com 57,1%; Natal (RN), com 45,9%; Porto Velho (RO), com 43,5%; Salvador (BA), com 42,4% e Vitória (ES) com 42,1%. Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

Entre os tipos de vítimas, as mortes em pedestres tiveram a maior redução (44,7%), quando comparado os mesmos anos. Os ocupantes de automóveis e os motociclistas apresentaram queda de 18% e 8%, respectivamente.

A redução dos óbitos pode estar relacionada às ações de fiscalização após a Lei Seca, que neste ano completou 10 anos de vigência. Além de mudar os hábitos dos brasileiros, a lei trouxe um maior rigor na punição e no bolso de quem a desobedece, com regras mais severas para quem misturar bebida com direção.

A diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Marinho, avalia que a diminuição das mortes no trânsito mostra que o brasileiro tem mudado, aos poucos, as atitudes, prezando cada vez mais pela segurança.

“Houve um aprimoramento da Legislação, aumento na fiscalização e alguns programas estratégicos, como o Vida no Trânsito. No entanto, o número de óbitos e internações ainda preocupa, especialmente os de motociclistas. Precisamos avançar na mobilidade segura para reduzir esses números”, enfatizou Maria de Fátima Marinho.

VIDA NO TRÂNSITO

Outra estratégia que está impactando para a redução de óbitos é o Programa Vida no Trânsito. Realizado desde 2010, em parceria com estados e municípios, o Ministério da Saúde desenvolve ações para fortalecer políticas de vigilância, prevenção de lesões e mortes no trânsito e promoção da saúde. Desde a implantação, já foram investidos mais de R$ 90 milhões.

O Programa envolve a melhoria da qualificação, planejamento, monitoramento, acompanhamento e avaliação das ações com foco em dois fatores de risco nacionais: associação álcool e direção e velocidade excessiva e/ou inadequada e outros a níveis locais a depender dos resultados obtidos a partir das análises dos dados.

As ações iniciaram em cinco capitais: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Palmas (TO) e Teresina (PI) e já apresentou resultados expressivos, reduzindo em pelo menos 20% a taxa de mortalidade por acidentes de trânsito. A partir de 2012, foi implantado nas demais capitais, e em alguns municípios (Guarulhos-SP, Campinas-SP, São Gonçalo-RJ, São José dos Pinhais-PR e Foz do Iguaçu-PR). Hoje está sendo executado em cerca de 40 municípios.

ACIDENTES 

Em 2017, os acidentes de trânsito causaram 35.036 internações ao custo de R$ 48 milhões nas capitais e no DF. O número é menor do que o de 2016, onde os acidentes registraram 37.890 internações ao custo de R$ 54 milhões.

Segunda causa de morte entre as causas externas, os acidentes de trânsito têm maior ocorrência entre os homens jovens, com idades entre 20 a 39 anos. As principais vítimas fatais são os motociclistas, seguidos pelos ocupantes de automóveis e pedestres.

 CONFIRA OS DADOS POR CAPITAL

Fonte: www.conass.org.br

APLICATIVO DO SUS APROXIMA CIDADÃOS DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE

Serviços, informações e utilidades públicas em saúde a um toque dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e o melhor: sem sair de casa. Essa praticidade já está disponível a toda população no aplicativo, Meu DigiSUS, plataforma móvel e digital disponibilizada pelo Ministério da Saúde, para dar comodidade e autonomia aos usuários e dar agilidade aos serviços no SUS. Por meio dele, a população já pode acompanhar via celular, suas consultas e exames ambulatoriais, nas UBS informatizadas; dispensação de medicamentos; visualização do histórico de suas solicitações; posição na fila do Sistema Nacional de Transplantes; entre outras funcionalidades relacionadas à saúde pública.

Até o momento, já foram realizados 1,2 milhão de downloads do Meu DigiSUS, entre smartphones com sistemas IOS e Android. Um dos principais benefícios do aplicativo é o melhor atendimento aos pacientes do SUS, onde eles poderão se tornar fiscais, avaliando o atendimento realizado, e denunciando fraudes em qualquer canto do país, além de possibilitar aos gestores municipais, estaduais e da União um planejamento adequado do setor, permitindo o aprimoramento constante desses serviços. A unificação dos serviços em uma única ferramenta também permitirá a correta aplicação dos recursos públicos.

Para o diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), do Ministério da Saúde, Guilherme Teles, o aplicativo vai reduzir custos e diminuir as filas presenciais nas estruturas físicas nos estados e municípios. “Em todo o mundo, o uso da Saúde Digital tem constantemente mudado a forma de organização e disponibilização dos serviços de saúde. No Brasil, este aplicativo irá justamente realizar isso, por meio da melhoria constante da qualidade dos serviços, dos processos, da prevenção e prioritariamente da atenção à saúde”, afirmou Guilherme.  

Pela plataforma móvel oficial do SUS, o cidadão consegue encontrar hospitais, unidades de saúde e outros estabelecimentos próximos de sua residência; identificar farmácias participantes do Aqui tem Farmácia Popular e acompanhar os medicamentos que o cidadão retirou, além de avaliar o atendimento desses serviços. Também é possível acessar uma linha do tempo de cada atendimento realizado pelo SUS, além do Cartão Nacional de Saúde e os dados pessoais, com informações sobre nutrição e alergias.

O aplicativo está em funcionamento há três anos e já é reconhecido pela sua inovação tecnológica. A plataforma é interligada às 19.788 Unidades Básicas em Saúde (UBS) que já estão informatizadas em 3.780 municípios, totalizando 106.179.196 pessoas cobertas. Ao todo, 11 sistemas estão integrados no aplicativo, entre eles o Cadastro Nacional de Usuário do SUS (CADSUS), Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), Farmácia Popular e os Sistemas Nacional de Transplantes (SNT), de Regulação (SISREG), de Atenção Básica (e-SUS AB) e o Hemovida.

Como baixar o aplicativo

Para realizar seu primeiro acesso, baixe o aplicativo Meu DigiSUS na loja compatível com o celular e insira algumas informações básicas como: CPF, nome da mãe e e-mail. Após isto, o sistema localizará o seu cartão e enviará ao correio eletrônico cadastrado uma mensagem para verificação de segurança. Após este passo, você visualizará o número do seu Cartão Nacional de Saúde e terá acesso as suas informações de saúde.

Se não conseguir entrar no aplicativo, o Ministério da Saúde recomenda que o usuário procure a unidade de saúde mais próxima da sua residência para que o seu cadastro possa ser realizado. Para outras dúvidas, ligar na Ouvidoria do SUS, no 136.

Aplicativo Meu DigiSUS é premiado

No último dia 18 de agosto, o aplicativo Meu DigiSus foi reconhecido com o prêmio Case de Sucesso durante 9ª edição do 4CIO-DF 2018, realizada em Florianópolis (SC). O evento é um dos maiores do ramo da tecnologia da informação (TI) e reúne os responsáveis pela TI das principais empresas do Brasil – CIOs ou Chief Information Officer. A comissão avaliadora selecionou cinco Cases de Sucesso para concorrer ao prêmio final. Entre as instituições escolhidas estavam a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e a Secretaria de Estado de Educação do DF.

Fonte: www.saude.gov.br

BRASIL BATE META DE VACINAR 95% DAS CRIANÇAS CONTRA POLIOMIELITE E SARAMPO

O Brasil ultrapassou a meta de vacinar, pelo menos, 95% das crianças de um a menores de cinco anos contra poliomielite e sarampo. O balanço divulgado nesta segunda-feira (17) mostra que a Campanha Nacional de Vacinação, encerrada no dia 14, registrou uma cobertura vacinal de 95,4% para a pólio e de 95,3% para sarampo. Mais de 4,4 mil municípios cumpriram a meta estipulada pelo Ministério da Saúde. Segundo o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), alimentado pelos estados, foram aplicadas no país 21,4 milhões de doses das vacinas (10,7 milhões de cada). Quinze estados atingiram a meta para as duas vacinas. Outros dois, São Paulo e Tocantins, conseguiram o índice na vacinação de pólio.

 

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, agradeceu o empenho de toda a população e profissionais de saúde para atingir a meta de vacinar o público-alvo da campanha. “O sucesso da campanha é responsabilidade de todos que entenderam a importância de mantermos elevadas coberturas vacinais para evitar que doenças eliminadas voltem a circular no país, como tem acontecido com o sarampo. A vacina é a forma mais eficaz de proteger nossas crianças contra essas doenças”, enfatizou o ministro.

A Campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças de um ano a menores de cinco anos tiveram que se vacinar independente da situação vacinal. Os estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Amazonas, Bahia, Acre, Pará, Piauí, Roraima, Rio de Janeiro e o Distrito Federal ainda não atingiram a meta de vacinar 95% do público-alvo. Com relação aos municípios, 1.180 não alcançaram o índice e, por orientação do Ministério da Saúde, devem buscar alternativas para vacinar 95% das crianças. Cerca de 516 mil crianças ainda não tomaram as vacinas contra as duas doenças. A única faixa etária que não chegou ao índice de 95% foi a de um ano de idade, cuja cobertura está em 88%.

Os gestores têm até o dia 28 de setembro para informar no SI-PNI do Ministério da Saúde os dados de vacinação da campanha. Portanto, estados e municípios tem até esse período para buscar a meta da Campanha e vacinar as crianças de um a menores de cinco anos.

As vacinas contra a pólio e sarampo estão disponíveis durante todo o ano nos postos de saúde e fazem parte do calendário de rotina da criança. Para mais informações, acesse a página especializada sobre vacinação no portal do Ministério da Saúde.

Fonte: www.saude.gov.br

CENTRAL DE ATENDIMENTO DO FNS VOLTA A OPERAR

Depois de um ano desativada, a central de atendimento do Fundo Nacional de Saúde (FNS) volta a operar. O atendimento é realizado pelo telefone 0800 644 8001, de segunda a sexta, no horário das 8h às 18h. Por esse canal de atendimento o usuário obtém informações sobre repasses, propostas, convênios e sistemas do Fundo Nacional de Saúde.

Ao utilizar esse canal, o usuário deve identificar-se, informando o nome, telefone e e-mail de contato. Para obter informações sobre repasses, deve informar ao operador o estado, o município, e o programa ou ação objeto do repasse.

Além das respostas aos questionamentos relacionados a recursos para ações e serviços de saúde, o usuário recebe também orientações sobre como obter informações diretamente no portal FNS. Se for identificada a necessidade de consulta às áreas internas do FNS, o solicitante receberá as informações por e-mail.

Finalizado o atendimento, o usuário receberá, no e-mail cadastrado, um número de protocolo. Esse número deverá ser informado sempre que houver necessidade de informações complementares referentes àquele atendimento.

Consulta de Repasses para o SUS

repaases sus

No portal FNS estão disponíveis diversas consultas de repasses de recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o portal FNS é uma importante fonte de consulta para fundos estaduais e municipais de saúde, instituições públicas e privadas, entidades sem fins lucrativos, órgãos de controle, prestadores de serviço, gestores, técnicos e diversos profissionais da área de saúde.

De fácil acesso, as informações estão disponíveis na página inicial, no menu superior do portal FNS. Ali podem ser consultados os repasses diários feitos pelo Fundo Nacional de Saúde e informações detalhadas sobre transferências fundo a fundo ou referentes a convênios, TED e Termos de Cooperação.

O portal FNS também oferece acesso a sistemas como Ambiente Parlamentar,Gerenciamento de Objetos e Propostas e Pesquisa de Equipamentos e Materiais Permanentes Financiáveis para o SUS (Sigem).

Canais de atendimento

Além do atendimento telefônico por meio do 0800 644 8001, o FNS oferece também atendimento nas modalidades web e presencial.

atendimento web é feito por meio do preenchimento de um formulário no portal FNS. No campo destinado à mensagem, é necessário descrever detalhadamente o problema ou a dúvida. Para erros nos sistemas do FNS é preciso anexar a imagem do erro do sistema (print da tela) no último campo do formulário. Para informações de propostas e convênios, deve ser informado o nome do parlamentar, o número da emenda, o CNPJ da instituição beneficiada e, se já houver, o número da proposta ou processo. Essas informações são imprescindíveis para agilizar o atendimento.

O atendimento presencial é realizado nas instalações do FNS, em Brasília, de segunda a sexta, das 9h às 17h e pode ser agendado por meio do mesmo formulário utilizado no atendimento web. As recomendações de preenchimento do formulário para atendimento web são as mesmas para as solicitações de agendamento de atendimento presencial.

 

Fonte: www.conasems.org.br

CARTILHA TRAZ ORIENTAÇÕES SOBRE REGIONALIZAÇÃO E PLANEJAMENTO

 

O Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) pactuaram, no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), as Resoluções no 23/2017 e no 37/2018, que estabelecem diretrizes e critérios para a Regionalização e o Planejamento Regional Integrado do Sistema Único de Saúde (SUS), visando a organização da Rede de Atenção à Saúde.

A partir disso, foi elaborado de forma tripartite o documento intitulado ‘Orientações Tripartite para o Planejamento Regional Integrado’ que traz orientações relativas ao Planejamento Regional Integrado a ser realizado nas macrorregiões de saúde e, dessa forma, esclarecer os gestores e as equipes dos estados, do Distrito Federal, dos municípios e do Ministério da Saúde as principais questões e etapas, a fim de fortalecer a organização das ações e dos serviços de saúde.

A publicação é dividida em Processo de PRI, Etapas do PRI, Operacionalizações das etapas do PRI, Programação Geral das Ações e Serviços de Saúde e Plano Regional.

Confira aqui a cartilha na íntegra

Fonte: www.conasems.org.br