MINISTRO DA SAÚDE DEFENDE GESTÃO DEMOCRÁTICA PARA O SUS

O Ministro da Saúde, Luiz Henriqueta Mandetta, reforçou o compromisso em  coordenar a pasta e gerir o Sistema Único de Sáude (SUS) de forma democrática e participativa. “Todos os secretários nacionais e este ministro estão à disposição para esclarecimentos e para o debate conjunto. Podem esperar de mim uma relação franca e aberta, com muita vontade de descobrir caminhos e questionar para que possamos construir nossa verdade coletiva”, assegurou. A declaração foi dirigida a representantes de entidades e movimentos representativos de usuários do SUS, de trabalhadores, do governo e de prestadores de serviços que integram o Conselho Nacional de Saúde (CNS), durante a primeira reunião do ano do grupo, nesta quinta-feira (31), em Brasília.

O ministro também defendeu a necessidade de avançar em melhores práticas para o SUS, revendo ou mesmo reforçando políticas já existentes. “Tudo o que eu ouvir, vou analisar, auditar e procurar saber mais. Aquilo que for para ser alterado vai ser proposto na mesa do espaço público, em debate conjunto. Não tenho medo de nenhuma discussão, nem de manifestação porque estamos em um espaço democrático. Não vou tomar decisões monocráticas, assim como também não vou deixar nenhum assunto sem o seu devido questionamento”, garantiu.

Na ocasião, o ministro também apresentou temas prioritários como reestruturação da Atenção Básica a partir da criação da Secretaria Nacional de Atenção Básica, a tecnologia da informação, o aperfeiçoamento do programa Mais Médicos para garantir que populações mais vulneráveis sejam beneficiadas com a oferta de assistência e a reorganização da forma de contratualização de hospitais pelos gestores do SUS (governos federal, estaduais e municipais) conferindo mais efetividade na prestação dos serviços públicos.

“O sistema não pode ser estático e ofertar somente o que já possui. É necessário reconhecer a demanda e inverter a linha de raciocínio para organizar o sistema a partir das necessidades das pessoas”, avaliou Mandetta.

PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE

A proposta de prevenção à obesidade, hipertensão e doenças cardiovasculares, por meio do cuidado conjunto das áreas de nutrição e educação física também foi apresentada aos conselheiros pelo ministro Luiz Henrique Mandetta. A ideia é integrar às ações de saúde, que incluem orientação quanto a escolhas mais saudáveis na alimentação, a prática de atividade física e, assim, promover o bem-estar da população e evitar o surgimento de doenças preveníveis.

O ministro também apresentou desafios na área da assistência aos indígenas e a necessidade de interlocução com outros órgãos de governo para promover eficiência e melhoria de atendimento a esta população que vive, muitas vezes, em áreas longíquoas. Ao informar que realiza diagnóstico dessa assistência, mais uma vez, o ministro insistiu que não se furtará em questionar práticas atuais para reafirmá-las ou mesmo promover transformações quando for necessário para a garantia da oferta dos serviços em saúde.

O ministro também afirmou conhecer de perto o SUS, uma vez que já atuou como médico em hospitais públicos e, também, atuou como secretário municipal de saúde por cinco anos. “Não há nenhum espaço dentro do SUS que me seja alheio e que eu não tenha experimentado principalmente no âmbito do município, que é onde tudo acontece, onde a população está. Tenho certeza que o nosso ponto de convergência deve ser o princípio da equidade para diminuir as desigualdades com racionalidade e intensidade na tomada de decisões”, disse.

Fonte: www.saude.gov.br

MÉDICOS FORMADOS NO EXTERIOR REIVINDICAM CELERIDADE NA REPOSIÇÃO DAS VAGAS DO MAIS MÉDICOS

O Presidente do Conasems, Mauro Junqueira, recebeu na tarde desta quarta-feira (30/01) uma comissão formada por médicos formados no exterior e pelo Deputado Alan Rick (DEM-AC). O grupo reivindicou ao Conasems apoio para a celeridade no processo de provimento de vagas do Programa Mais Médicos.

Os médicos que se candidataram na última chamada do programa, destinada a profissionais com diploma do exterior, ainda passarão pelo Módulo de Acolhimento, previsto no Edital para o período de 12 de março a 12 de abril de 2019. O deputado Alan Rick chamou atenção que 3564 médicos estão esperando para a escolha das 1200 vagas remanescentes. “O Conasems pode ser um grande parceiro. Queremos servir ao povo brasileiro e o processo é muito lento até que o médico comece a atuar”, destacou o deputado.

Mauro ressaltou que o programa nasceu de uma demanda dos municípios, pela dificuldade de se fixar médicos em certas localidades do país. “Desde o início do programa nós temos batalhado para o seu fortalecimento e aprimoramento. Os editais de chamamento não tem ocorrido com a periodicidade necessária, e o processo de preenchimento das vagas tem sido de fato lento. Nós vamos propor redução e maior agilidade nesses prazos para o provimento nos territórios. A população tem pressa nessa reposição”, destacou Mauro.

O presidente do Conasems ainda afirmou que o pleito do Conasems é da reposição urgente dos médicos, e se comprometeu a ajudar na questão junto ao Ministério da Saúde.

Fonte: www.conasems.org.br

SECRETARIA DE SAÚDE LANÇA CAMPANHA ESTADUAL DE COMBATE A HANSENÍASE

A Secretaria Estadual de Saúde lançou nesta quinta-feira (31.01) a Campanha estadual alusiva ao “Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase” e do Projeto “Roda-Hans – Carreta da Saúde – Hanseníase”. O evento foi realizado no auditório da governadoria, às 14h30.

A Lei Nº 12.135 instituiu o último domingo de janeiro como o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase. A Campanha tem como objetivo alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença, enfatizar a importância de examinar as pessoas que convivem ou conviveram de forma contínua e prolongada com os casos diagnosticados, divulgar a oferta de tratamento completo no SUS e promover atividades de educação e comunicação em saúde voltadas ao enfrentamento da discriminação a Hanseníase.

Em Mato Grosso do Sul, o Programa Estadual de Controle da Hanseníase nos últimos anos tem realizado diversas parcerias com os municípios, Hospital de referência e LACEN para desenvolver as ações de controle da doença, dentre elas: treinamentos em serviços dos profissionais da saúde, capacitação na rotina do serviço, treinamento em diagnóstico laboratorial, supervisão em municípios com apoio técnico e logístico, divulgação na mídia, dente outras.

Em 2017, Mato Grosso do Sul ocupou o 14º lugar no coeficiente de detecção de hanseníase/100.000 hab. (14,26). Em 1º lugar está Mato Grosso (103,21); em 2º Tocantins (80,57); 3º Maranhão (44,50).

A organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde preconizam que uma área é considerada sob controle quando há o registro de 10 ou menos casos de hanseníase em 100.000 habitantes. Em 2017 Mato Grosso do Sul apresentou taxa de detecção de 14,26/100.000 habitantes, que lhe confere a classificação de risco alto, conforme parâmetros do Ministério da Saúde.

Outro indicador importante é o percentual de grau de incapacidade 2 entre os casos novos que em 2017 no Mato Grosso do Sul foi de 9,7, enquanto que a nível de Brasil foi de 8,3 – o que pode ser reflexo de diagnóstico tardio e/ou ausência de prevenção de incapacidade. O Estado de Mato Grosso do Sul atingiu os indicadores operacionais de 72% de cura nos anos da Coorte e 88,7% de contatos intradomiciliares examinados entre os registrados.

Para o ano de 2019, o Estado de Mato Grosso do Sul foi contemplado com o Projeto intitulado “Roda-Hans: Carreta da Saúde – Hanseníase”, da Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação/CGHDE em parceria com a Novartis Brasil e a DAHW Brasil. A carreta da saúde é uma unidade itinerante que possui cinco consultórios e um laboratório que oferece atendimento à pacientes com hanseníase desde 2009. Com o objetivo de diagnóstico precoce e tratamento oportuno da doença, fomentando a mobilização da busca ativa de casos novos, manejo clínico em hanseníase, instiga a formação continuada dos profissionais em relação à doença, além de atividades de educação em saúde e comunicação em hanseníase.

O atendimento na Carreta será realizado por profissionais de saúde da rede municipal com apoio de um profissional especialista, com realização de triagem de casos suspeitos, exames para diagnóstico e avaliação neurológica. Os casos novos diagnosticados iniciam o tratamento e são direcionados para acompanhamento nas unidades de saúde do município. Além do atendimento à população, os profissionais de saúde recebem uma capacitação teórica.

A Carreta atendera a 12 municípios: Aquidauana, Anastácio, Nioaque, Miranda, Bodoquena, Dois Irmãos do Buriti, Jardim, Bonito, Guia Lopes da Laguna, Bela Vista, caracol e Porto Murtinho. No período de 04/02 a 01/02/2019.

Fonte: www.saude.ms.gov.br

 

EMISSÃO DE CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO PASSA A SER DIGITAL.

O anúncio foi feito durante evento em comemoração aos 20 anos da Anvisa. O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia já pode ser emitido pela internet

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participou nesta terça-feira (29) da comemoração dos 20 anos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também estiveram presentes no evento o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, e o diretor-presidente da Anvisa, William Dib, entre outras autoridades. Para marcar a data, o Governo Federal lançou oficialmente o serviço digital para emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CVIP). A novidade representa celeridade dos processos e redução de custos para o Estado e, principalmente, para os cidadãos, podendo chegar a R$ 120 milhões/ano.

“Queremos tornar a Anvisa cada vez mais sólida, para que continue se impondo como uma das melhores agências graduadas. Atualmente, muitas técnicas da Anvisa são usadas como referência mundial. Mas é possível avançarmos ainda mais e atender cada vez melhor toda a população brasileira, colocando-a como primeiro beneficiada”, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A Anvisa, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, foi criada em 26 de janeiro de 1999 e é responsável pela regulação e consolidação de melhores práticas sanitárias de setores produtivos, como indústria farmacêutica e de alimento, produtos de saúde, entre outros. São setores que representam cerca de 20% do Produto Interno Brasileiro (PIB).

Nas últimas duas décadas, a ANVISA vem acompanhando a evolução dos mercados, dos produtos, dos ambientes e da tecnologia. Entre os principais avanços está o fortalecimento do mercado de medicamentos genéricos, a implantação de padrões de qualidade em locais de atendimento a pacientes, além do monitoramento e controle de eventos adversos, como infecções e resistência microbiana, por meio da formação de redes nacionais de vigilância.

Além de destacar os avanços conquistados nesses 20 anos, também foram debatidos os principais desafios futuros e as ações que podem ser adotadas. Uma das prioridades da Anvisa é estabelecer novos marcos regulatórios – que são regras para o funcionamento do setor. A instituição discute também o fortalecimento do pós-registro dos bens e produtos, para trazer mais segurança à população, uma vez que o uso pode identificar problemas que se apresentam mesmo após a aprovação em testes de segurança, eficácia e efetividade da fase de registro.

CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO

A partir de agora ficou mais fácil o cidadão obter o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Com a transformação digital do serviço, a solicitação, o acompanhamento e o recebimento do certificado têm trâmite totalmente digital no prazo de até 5 dias úteis. A digitalização foi feita em parceria entre a Anvisa e a Secretaria de Governo Digital (SGD) do Ministério da Economia, que estimam uma redução de custos de cerca de R$ 120 milhões/ano para o Estado e para o cidadão.

O Brasil é o primeiro país a ofertar a emissão online do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia de forma gratuita e descentralizada. O documento, que comprova a situação vacinal de cada cidadão, é exigido por mais de 100 países atualmente, em especial pela vacinação contra a febre amarela. Anualmente, são realizadas cerca de 730 mil solicitações do certificado, que até então só era emitido com a presença física do interessado nos pontos de emissão.

A partir de agora, o cidadão pode imprimir o cartão de qualquer lugar do mundo e assinar no local indicado, sem necessidade de se descolar a um ponto de atendimento da Anvisa. O serviço já está disponível no portal https://www.servicos.gov.br/.

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Fonte: www.saude.gov.br

COM FOCO NO FORTALECIMENTO E AMPLIAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E NA REGIONALIZAÇÃO, MINISTRO CONFIRMA CRIAÇÃO DE NOVA SECRETARIA DE ATENÇÃO BÁSICA.

Os conselhos nacionais de Secretários de Saúde (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), foram recebidos na manhã desta sexta-feira (25) pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e sua equipe de secretários. Com o objetivo de debater as principais questões da saúde e traçar estratégias para atuação da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), o ministro reafirmou que irá ampliar as ações de promoção da saúde e prevenção das doenças.

Mandetta mencionou a criação de uma nova secretaria para a Atenção Básica, ressaltando também a necessidade de fortalecimento da regionalização da saúde, num modelo em que estados e municípios se organizem em redes para o melhor atendimento da população. “Priorizar a AB é uma pauta que o Conasems defende em todas as reuniões, eventos e congressos que participa porque sabe da importância disso na ponta, na execução do SUS pelo município. Por falar em regionalização, aproveito o espaço para chamar a atenção para as Emendas Parlamentares e o enorme potencial de contribuição para o planejamento regional”,  ressaltou Mauro Junqueira, presidente do Conasems.

Entre as demandas urgentes que Conass e Conasems apresentaram ao Ministério da Saúde, estão a compra centralizada de medicamentos; as cirurgias eletivas; a portaria sobre aplicação dos recursos das emendas parlamentares para 2019; o fortalecimento da Conitec e a incorporação de medicamentos e insumos com aprovação.

Em relação à compra centralizada de medicamentos, o presidente do Conass, Leonardo Vilela, ressaltou que se trata de uma demanda antiga e recorrente dos gestores estaduais, que solicitam agilidade, por parte do Ministério da Saúde, para que não fiquem desabastecidos. E reivindicou ações que viabilizem a continuidade das cirurgias eletivas.

Também foi ressaltada a importância da realização da 16ª Conferência Nacional de Saúde e da participação dos gestores das três esferas de governo também foi pautada no encontro, com destaque para a fala do ministro, que disse que o momento é de reaproximação com a sociedade e com os conselhos de saúde.

A questão da eficiência da gestão e do controle dos gastos da saúde também foi discutida entre os gestores, assim como a informatização do SUS, o programa Mais Médicos e a formação dos profissionais de saúde no Brasil. “Nos preocupa, atualmente, a situação do Programa Mais Médicos em algumas localidades do país. Em estados como o Amazonas, ainda existem muitas vagas que não foram preenchidas e a população segue desassistida”, finalizou Mauro.

Fonte: www.conasems.org.br

OMS LISTA AS 10 PRINCIPAIS AMEAÇAS PARA A SAÚDE EM 2019

Surtos de doenças preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, além de impactos à saúde causados pela poluição, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias. Estes são alguns dos itens que integram a lista das 10 principais ameaças à saúde global em 2019, divulgada nesta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A entidade pretende colocar em prática um novo plano estratégico, com duração de cinco anos, com o objetivo de garantir que 1 bilhão de pessoas a mais se beneficiem do acesso à saúde e da cobertura universal de saúde, estejam protegidas de emergências de saúde e desfrutem de melhor saúde e bem-estar.

De acordo com a OMS, são as seguintes as questões que vão demandar mais atenção da organização e de seus parceiros neste ano:

Poluição do ar e mudanças climáticas

A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Poluentes microscópicos podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando pulmões, coração e cérebro, o que resulta na morte prematura de 7 milhões de pessoas todos os anos por enfermidades como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

Doenças crônicas não transmissíveis

Dados da entidade mostram que doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, são responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo – o equivalente a 41 milhões de pessoas. Isso inclui 15 milhões de pessoas que morrem prematuramente (entre 30 e 69 anos), sendo que mais de 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média renda.

Pandemia de influenza

O mundo enfrentará outra pandemia de influenza – a única coisa que ainda não se sabe é quando chegará e o quão grave será. O alerta é da própria OMS, que diz monitorar constantemente a circulação dos vírus para detectar possíveis cepas pandêmicas.

Cenários de fragilidade e vulnerabilidade

A entidade destacou que mais de 1,6 bilhão de pessoas – 22% da população mundial – vivem em locais com crises prolongadas (uma combinação de fatores como seca, fome, conflitos e deslocamento populacional) e serviços de saúde mais frágeis. Nesses cenários, metade das principais metas de desenvolvimento sustentável, incluindo saúde infantil e materna, permanece não atendida.

Resistência antimicrobiana

A resistência antimicrobiana – capacidade de bactérias, parasitos, vírus e fungos resistirem a medicamentos como antibióticos e antivirais – ameaça, segundo a OMS, mandar a humanidade de volta a uma época em que não conseguia tratar facilmente infecções como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose. “A incapacidade de prevenir infecções pode comprometer seriamente cirurgias e procedimentos como a quimioterapia”, alertou.

Ebola

No ano passado, a República Democrática do Congo passou por dois surtos de ebola, que se espalharam para cidades com mais de 1 milhão de pessoas. Uma das províncias afetadas também está em zona de conflito ativo. Em dezembro, representantes dos setores de saúde pública, saúde animal, transporte e turismo pediram à OMS e seus parceiros que considerem 2019 um "ano de ação sobre a preparação para emergências de saúde".

Atenção primária

Sistemas de saúde com atenção primária forte são classificados pela entidade como necessários para se alcançar a cobertura universal de saúde. No entanto, muitos países não têm instalações de atenção primária de saúde adequadas. Em outubro de 2018, todos os países-membro se comprometeram a renovar seu compromisso com a atenção primária de saúde, oficializado na declaração de Alma-Ata em 1978.

Vacinação

Segundo a OMS, a relutância ou a recusa para vacinar, apesar da disponibilidade da dose, ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis por imunização. O sarampo, por exemplo, teve aumento de 30% nos casos em todo o mundo. “[A vacina] é uma das formas mais custo-efetivas para evitar doenças – atualmente, previnem-se cerca de 2 milhões a 3 milhões de mortes por ano", diz a OMS. Além disso, 1,5 milhão de mortes poderiam ser evitadas se a cobertura global de vacinação tivesse maior alcance.

Dengue

Um grande número de casos de dengue é comumente registrado durante estações chuvosas de países como Bangladesh e Índia. Dados da OMS mostram que, atualmente, os casos vêm aumentando significativamente e que a doença já se espalha para países menos tropicais e mais temperados, como o Nepal. A estimativa é que 40% de todo o mundo esteja em risco de contrair o vírus – cerca de 390 milhões de infecções por ano.

HIV

De acordo com a entidade, apesar dos progressos, a epidemia de Aids continua a se alastrar pelo mundo, com quase 1 milhão de pessoas morrendo por HIV/aids a cada ano. Desde o início, mais de 70 milhões de pessoas adquiriram a infecção e cerca de 35 milhões morreram. Atualmente, cerca de 37 milhões vivem com HIV no mundo. Um grupo cada vez mais afetado são as adolescentes e as mulheres jovens (entre 15 e 24 anos), que representam uma em cada quatro infecções por HIV na África Subsaariana.

 

Fonte: www.fns.saude.gov.br

GOVERNO DO ESTADO REPASSA RECURSOS PARA A SAÚDE DE CORUMBÁ

A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul repassou R$ 303 mil para a Prefeitura de Corumbá para a manutenção da Santa Casa do município. O Governo do Estado também está investindo na ampliação do hospital, para melhorar o atendimento à população da região.

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, recebeu o prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes, e o secretário municipal de Saúde, Rogério dos Santos, para tratar dos repasses ao município. “O Governo continua dando atenção para Corumbá. Os repasses estão em dia e solicitamos ao secretário municipal de Saúde que envie os projetos para podermos dar os encaminhamentos”, completou Geraldo Resende.

O repasse de R$ 303 mil liberado no último dia 14 é referente ao valor mensal pelo Programa de Hospitais Filantrópicos (HFSUS), seguindo o acompanhamento dos termos de contratualização de serviços hospitalares de unidades sob gestão estadual. Em 2018, A Secretaria estadual de Saúde repassou R$ 5,2 milhões para Fundo Municipal de Saúde de Corumbá, para a manutenção de diversos serviços da Saúde do município e também da Santa Casa da cidade.

O Governo do Estado também já repassou R$ 1,9 milhão do convênio firmado com a prefeitura de Corumbá para a ampliação da Santa Casa de Corumbá. No total serão investidos R$ 12 milhões e a ampliação da Santa Casa de Corumbá representa a abertura de 30 novos leitos. O projeto inclui a construção de novo Pronto Socorro, do Centro Obstétrico, UTI neonatal e a reestruturação de todo o hospital. A ordem de serviço foi assinada no final de 2018.

O novo Pronto-Socorro da Santa Casa de Corumbá será totalmente equipado para atendimento de urgência e emergência, com salas de emergência e ambulatório, enfermaria, receptivo e triagem. Também será construída a nova unidade de leitos. O município tem uma grande demanda de pacientes da região de fronteira e não contava com uma estrutura complexa para oferecer qualidade de serviços à população mais carente.

Fonte: www.saude.ms.gov.br

SIOPS: CONASEMS ALERTA PARA A OBRIGATORIEDADE DE TRANSMISSÃO E HOMOLOGAÇÃO DE DADOS

   

 

No ano de 2018 a disponibilização do programa de transmissão dos dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde – SIOPS foi comprometida. Atualmente segue disponível para transmissão e homologação de dados referentes aos 1º, 2º, 3º, 4º, e 5º bimestres de 2018, mas registra baixo número de transmissões por parte dos Municípios.

Os dados transmitidos deverão ser homologados (assinados digitalmente) pelo Gestor municipal do SUS, com utilização do Certificado Digital. Somente após a homologação a operação é considerada concluída.

A não homologação possibilita as seguintes penalidades:

  • Suspensão das transferências constitucionais com a suspensão do Fundo de Participação dos Municípios – FPM.
  • Condicionamento das transferências constitucionais no caso de descumprimento da aplicação mínima.

Comunicado Departamento de Economia da Saúde, Investimentos e Desenvolvimento (DESID) do Ministério da Saúde disponível em: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/outubro/03/Comunicado-12-2018.pdf

Informe Conasems disponível em:
http://www.conasems.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Informe-SIOPS2018.pdf

Fonte: www.conasems.org.br

GESTOR TEM ATÉ 15/2 PARA INDICAR ESCOLAS PARA O PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA.

Mais de 60% dos municípios brasileiros ainda não se cadastraram para participar do novo ciclo do Programa Saúde na Escola (PSE). Até a última semana, os gestores de saúde e educação de 2.978 cidades ainda não haviam apontado quais escolas públicas deverão participar deste novo momento do programa. Outros 678 iniciaram o processo, mas não concluíram. Eles têm até o dia 15 de fevereiro para finalizar a inscrição. Ao todo 1.915 municípios já aderiram ao projeto do Ministério da Saúde.

O Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvido pelos Ministérios da Saúde (MS) e Educação (MEC), prevê recursos financeiros para os municípios realizarem ações de prevenção e promoção da saúde no ambiente escolar. Com o credenciamento, essas unidades deverão desenvolver doze ações envolvendo temas como incentivo à atividade física, combate ao aedes aegypti, prevenção de violências e acidentes, verificação e atualização da situação vacinal. Mais de 90% dos municípios brasileiros aderiram ao Programa que envolve mais de 20 milhões de estudantes de 85.706 escolas e mais de 36 mil equipes da atenção básica do SUS.

O programa tem um investimento anual de R$ 89 milhões. Este ciclo de adesão será de dois anos, com liberação dos recursos a cada 12 meses. O valor é 2,5 vezes maior que o executado nos anos anteriores, e passou a ser pago em parcela única, facilitando a realização das ações e o cumprimento das metas propostas na adesão ao PSE.

Ao contrário das edições anteriores, para participar do PSE, os municípios deverão indicar especificamente as escolas e não mais o nível de ensino. Desta forma, em conjunto com as equipes da atenção básica, as instituições assumem o compromisso de desenvolver atividades envolvendo doze ações para o cuidado à saúde no ambiente escolar. As estratégias estão previstas na Portaria nº 1.055 de 2017 e podem ser combinadas, levando em consideração o nível de ensino, as demandas das escolas, do território e a análise de situação de saúde do território. “A expectativa é que o programa atenda o maior número de estudantes com monitoramento mensal pelos profissionais de saúde dos municípios”, explica a Michele Lessa, a coordenadora geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde.

Para aderir ao PSE, os gestores terão que incluir as escolas no site e-Gestor Atenção Básica, espaço para informação e acesso aos sistemas da Atenção Básica. O acesso deve ser feito com CPF e senha do perfil cadastrado como “gestor municipal” vinculado ao “módulo PSE”. Caso o gestor não tenha entrada habilitada ou perfil no módulo PSE, é o CNPJ e a senha do Fundo Municipal de Saúde que deve gerenciar o cadastro.

O acompanhamento das ações nas escolas cadastradas no PSE será feito pelo Sistema de Informação da Atenção Básica (SISAB), alimentado pelas equipes de saúde da atenção básica. No ciclo de dois anos para execução do programa, o Ministério da Saúde acompanhará o desempenho dos municípios por meio do registro de ações do programa e indicadores de resultados. Caso os recursos não sejam integralmente executados, os valores deverão ser devolvidos.

Fonte: www.conasems.org.br

PICADA DE ESCORPIÃO: SAIBA OS CUIDADOS E O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE.

Os animais peçonhentos, como os escorpiões, aranhas e lagartas, estão cada vez mais presentes no meio urbano, adaptados ao ambiente do homem devido ao crescimento acelerado dos grandes centros. Por isso, é preciso que toda a população, inclusive das grandes cidades, saiba quais medidas adotar para evitar acidentes e mortes por envenenamento.

O período do verão, de dezembro a março, exige maior cuidado em relação aos acidentes com escorpiões, pois o clima úmido e quente é ideal para o aparecimento destes animais, que se abrigam em esgotos e entulhos. Os escorpiões que habitam o meio urbano se alimentam principalmente de baratas, portanto são comuns também em locais próximos a áreas com acúmulo de lixo. A adoção de hábitos simples é fundamental para prevenir acidentes.

No ambiente urbano, para evitar a entrada dos escorpiões nas casas e apartamentos, a recomendação é de usar telas em ralos de chão, pias e tanques, além de vedar as frestas nas paredes e colocar soleiras nas portas. Outra medida é afastar as camas e berços das paredes, e ainda vistoriar as roupas e calçados antes de usá-los.

Nas áreas externas, as principais dicas são manter jardins e quintais livres de entulhos, folhas secas e lixo doméstico. Também é importante manter todo o lixo da residência em sacos plásticos bem fechados para evitar baratas, que servem de alimento e, portanto, atraem os escorpiões. Nas casas que possuem gramado, ele deve ser mantido aparado. Outra recomendação é não colocar a mão em buracos, embaixo de pedras ou em troncos apodrecidos e usar luvas e botas de raspas de couro para realizar atividades que representem certo risco, como manusear entulhos e materiais de construção, e nas atividades de jardinagem.

Nas áreas rurais, além de todas essas medidas, é essencial preservar os inimigos naturais dos escorpiões, como lagartos, sapos e as aves de hábitos noturnos, como a coruja. Estes são os principais predadores dos escorpiões.

O Ministério da Saúde não recomenda a utilização de produtos químicos (pesticidas) para o controle de escorpiões. Estes produtos, além de não possuírem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando a chance de acidentes.

POPULAÇÕES MAIS EXPOSTAS

Os grupos considerados mais vulneráveis são os trabalhadores da construção civil, crianças e pessoas que permanecem maiores períodos dentro de casa ou nos arredores e quintais. Ainda nas áreas urbanas, estão sujeitos os trabalhadores de madeireiras, transportadoras e distribuidoras de hortifrutigranjeiros, por manusearem objetos e alimentos onde os escorpiões podem estar alojados.

A grande maioria dos acidentes com escorpiões é leve e o quadro local tem início rápido e duração limitada. Os acidentados apresentam dor imediata, vermelhidão e inchaço leve por acúmulo de líquido, piloereção (pelos em pé) e sudorese (suor) localizadas, cujo tratamento é sintomático.

As crianças abaixo de sete anos apresentam maior risco de apresentar sintomas longe do local da picada, como vômito e diarreia, principalmente nas picadas por escorpião-amarelo, que podem levar a casos graves e requerem a aplicação do soro em tempo adequado.

O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE?

A recomendação é ir imediatamente ao hospital de referência mais próximo. Se possível, levar o animal ou uma foto para identificação da espécie, permitindo assim uma avaliação mais eficaz sobre a gravidade do acidente.

É importante lembrar que não é em todo caso de acidente que o soro será indicado, e apenas o profissional de saúde poderá fazer essa avaliação. O antiveneno é indicado em casos moderados ou graves. Limpar o local da picada com água e sabão pode ser uma medida auxiliar, desde que não atrase a ida ao serviço de saúde.

 

ONDE ENCONTRAR O SORO

Os casos leves, que não necessitam da aplicação do antiveneno, representam cerca de 87% do total de acidentes. Desta forma, o soro antiescorpiônico é disponibilizado apenas nos hospitais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS). As ampolas são enviadas pela pasta aos estados, que são responsáveis pela distribuição aos municípios e pela definição estratégica das unidades de referência para o atendimento destes casos. Essa logística deve ser feita de acordo com a situação epidemiológica de cada região e os estados possuem também autonomia para remanejar o soro de uma cidade para outra quando necessário. Os soros também não são disponibilizados na rede particular de saúde.

CASOS E AÇÕES DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES

No Brasil, a espécie de escorpião que causa mais acidentes, Tityus serrulatus, tem se expandido para um número maior de cidades, onde até então não era encontrada. Esta espécie possui facilidade para se reproduzir e colonizar novos ambientes.

Os acidentes escorpiônicos ocorrem em todo o Brasil. Desde 2009, o Ministério da Saúde realiza capacitações de identificação, manejo e controle de escorpiões nos estados brasileiros, em cooperação com as secretarias estaduais de saúde. O objetivo é que cada estado multiplique as informações recebidas a todas as suas regionais de saúde e municípios.

O Ministério da Saúde registrou, em 2018, 141,4 mil casos de acidentes com escorpiões em todo o país. Em 2017, foram 125 mil registros de acidentes. Esses dados ainda são preliminares e serão revisados, portanto estão sujeitos a alteração. Em 2016, foram 91,7 mil casos. Em relação às mortes, em 2016 foram registrados 115 óbitos em todo o país e, em 2017, 88.

Fonte: www.saude.gov.br