CÂNCER DE MAMA NO BRASIL: MORTALIDADE ESTÁ ABAIXO DA MÉDIA MUNDIAL.

A mortalidade do câncer de mama no país é baixa em relação a outros países. O Brasil está situado na segunda faixa mais baixa com uma taxa de 13 por 100 mil, ao lado de países desenvolvidos como EUA, Canadá e Austrália, e melhor do que alguns deles, como a França e o Reino Unido. Por outro lado, figura também na segunda faixa mais alta de incidência de câncer de mama entre todos os países. Nesse caso, a taxa de incidência é de 62,9 casos por 100 mil habitantes (taxa padrão utilizada mundialmente). A análise da situação do câncer de mama no Brasil, 2018, foi apresentada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) durante cerimônia de celebração do Outubro Rosa, nesta segunda-feira (07), no Rio de Janeiro.

“O fato de a taxa de incidência ser relativamente alta e a de mortalidade ser relativamente baixa mostra que o nosso sistema de saúde, apesar de todos os problemas, está salvando muitas vidas. Mas temos imensos desafios pela frente”, afirma Liz Almeida, chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do INCA.

A mortalidade por câncer de mama está ligada principalmente ao acesso a diagnóstico e tratamento adequado no tempo oportuno. O objetivo é diagnosticar o câncer o mais precocemente possível, ainda nos estágios iniciais da doença, quando o tratamento é mais efetivo. Ano a ano, o Brasil vem conseguindo aumentar o percentual de casos diagnosticados nos estágios in situ (considerado zero) e I de 17,3% em 2000 para 27,6% em 2015. Mas essa proporção continua muita baixa na região Norte (12,7%), em contraste com as regiões Sul (29,2%) e Sudeste (30,8%). Mas é necessário avançar na prevenção e diminuição das desigualdades regionais e socioeconômicas.

SUS NO CONTROLE DO CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama é segundo tipo que mais acomete mulheres no Brasil, representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino.

O SUS oferta atenção integral à prevenção e ao tratamento para as mulheres acometidas pela doença. Nessa linha, os profissionais de saúde, fundamentais em todas as etapas e ações de controle e cuidados relacionados ao câncer de mama, são orientados a atualizarem-se em relação às condutas relacionadas aos laudos da mamografia.

O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rotina em mulheres sem sintomas ou sinais de doença em suas mamas (rastreamento), seja feita na faixa etária entre 50 e 69 anos, uma vez a cada dois anos. No ano de 2018 foram realizados 2.465.101 exames de mamografia (tipo bilateral para rastreamento), exclusivamente pelo SUS.

CAMPANHA OUTUBRO ROSA

Segundo o INCA, são estimados 59.700 casos novos de câncer de mama em 2019.  Diante deste cenário, é importante que as informações sobre riscos e possíveis benefícios dos exames de rotina sejam amplamente divulgadas para toda a sociedade.

Ainda durante a cerimônia do Outubro Rosa, Ministério da Saúde e INCA reforçaram a mensagem da campanha Outubro Rosa 2019, que destaca os três pilares estratégicos de controle da doença: prevenção primária, diagnóstico precoce e mamografia.

A campanha, criada para divulgação não apenas em outubro, mas sim ao longo do ano inteiro, inclui cartazes, foldersbanners e cards para impressão e utilização nas redes sociais. As mensagens chamam atenção ao cuidado com as mamas, que deve ser uma preocupação permanente. Os motes são: “Cada corpo tem uma história. O cuidado com as mamas faz parte dela” e “Embora diferentes, temos algo em comum: o cuidado com o nosso corpo”.

APOIO DA SOCIEDADE

A rede de solidariedade em torno da causa é outro apoio necessário. Amigos, vizinhos, colegas de trabalho, grupos religiosos, ONGs etc., todos podem e devem contribuir no apoio a pacientes e familiares de todas as formas possíveis, por exemplo, na multiplicação de informações corretas e encorajando a busca pelos serviços de saúde.

“A obrigação do Estado é indiscutível. Mas as pessoas podem ajudar muito. Por exemplo, ajudar uma mulher a obter informações online sobre um exame ou consulta, o que requer o uso de dispositivos eletrônicos e conhecimento digital. Um grupo de amigos e vizinhos pode apoiar uma paciente no deslocamento para sessões de tratamento ou ajudando com as tarefas de vida diárias. O apoio pode ser também psicológico. Este é o verdadeiro espírito do Outubro Rosa,” ressalta Ana Cristina Pinho, diretora geral do INCA.

Fonte: www.saude.gov.br

OFICINA PROMOVE AVALIAÇÃO E PLANEJAMENTO DA MOSTRA BRASIL, AQUI TEM SUS.

Entre os dias 01 e 03 de outubro representantes dos Cosems de todo país participaram da Oficina de Avaliação da 16ª Mostra Brasil aqui tem SUS. A 16ª Mostra aconteceu no último Congresso Conasems e contou com 500 experiências expostas e mais de 80 premiadas em diferentes categorias.

A oficina fez uma ampla avaliação dos processos de apoio e de construção da 16ª Mostra, identificando pontos positivos e possíveis melhorias. Foi levantado pelos participantes a necessidade do edital ser lançado com mais tempo de antecedência, permitindo aos municípios e Cosems uma melhor organização dos processo de seleção nos estados.

Também foi apontado pelos participantes a importância da websérie Brasil, aqui tem SUS como ferramenta de trabalho e divulgação de boas práticas. A quarta temporada, com os premiados da 16ª Mostra, já está sendo filmada e conta com três episódios já lançados disponíveis no Canal Conasems no Youtube.

 

O planejamento da 17ª Mostra Brasil aqui tem SUS está sendo feito a partir de uma revisão do regulamento da Mostra passada e de proposições levantadas na oficina. Melhorias nos sistema de inscrição e avaliação também foram destacadas como sugestão para 2020.

Marta Magalhães, representante do Cosems RJ, levantou a possibilidade de criação de um banco de práticas, de forma que os trabalhos sejam consultados. “Temos a necessidade de um mapeamento para troca entre os municípios e os estados. Informações consolidadas que possam mostrar a realidade do serviço, além de subsidiar futuros trabalhos da Mostra”.

O secretário executivo do Conasems, Mauro Junqueira, confirmou a realização da 17ª Mostra Brasil aqui tem SUS durante o XXXVI Congresso Conasems, que acontecerá em julho de 2020 na capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande.

Fonte: www.conasems.org.br

CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA O SARAMPO COMEÇA NESTA SEGUNDA-FEIRA (7/10).

A partir desta segunda-feira (7), o Brasil inicia nova Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo em todos os postos de saúde, com foco em dois grupos. O primeiro vai de 7 a 25 de outubro e irá imunizar crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade, com o dia D de vacinação no dia 19 de outubro. Já o segundo grupo, previsto para iniciar no dia 18 e novembro, será direcionado para adultos na faixa-etária de 20 a 29 anos que não estão com a caderneta de vacinação em dia. A meta é vacinar 2,6 milhões crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões adultos. Para isso, o Ministério da Saúde garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos. Ao todo, 60,2 milhões de doses da tríplice viral foram adquiridas para garantir o combate à doença nos municípios.

“Vacina é um direito da criança. Ela não consegue ir sozinha a uma unidade de saúde para se vacinar. Pais, responsáveis, avós chequem a carteira de vacinação como ato de respeito e de amor”, enfatizou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Se estiver incompleta, leve a criança para tomar a segunda dose. Se a criança não tiver tomado nenhuma, ela deve tomar a primeira dose e, na sequência, a segunda”, explicou o ministro.

Para incentivar a vacinação de crianças, o Ministério da Saúde irá disponibilizar R$ 206 milhões que serão destinados aos municípios que cumprirem duas metas estabelecidas pela pasta. Para receber esse recurso adicional, os gestores terão que informar mensalmente o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral e pentavalente e atingir 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos de idade com a primeira dose da vacina tríplice viral. "

Veja a apresentação em Power Point 

Vacinar contra o sarampo é importante para evitar complicações como cegueira e infecções generalizadas que podem levar a óbito. Por isso, o Governo Federal em parceria com os estados e municípios estão unindo esforços para vacinar 39,9 milhões de brasileiros, 20% da população, que hoje estão suscetíveis ao vírus do sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde. Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos concentrar a maior parte desses brasileiros (35%), são os menores de 5 anos o grupo mais suscetível para complicações do sarampo.

Desde o início do ano, foram distribuídas 25,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para garantir a todos os estados a vacinação de rotina, as ações de interrupção da transmissão do vírus e a dose extra chamada de ‘dose zero’ a todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. 

DADOS DE SARAMPO

Nos últimos 90 dias, o Brasil registrou 5.404 casos confirmados de sarampo. Dos casos confirmados nesse período, 97% (5.228) estão concentrados em 173 municípios do estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana. Os outros 176 casos foram registrados em 18 estados (RJ, MG, MA, PR, PI, SC, RS, CE, MS, PB, PE, PA, DF, RN, ES, GO, BA E SE). Os dados estão no novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta sexta-feira (4/10).

Foram confirmados seis óbitos por sarampo no Brasil, sendo cinco em São Paulo e um em Pernambuco. Quatro óbitos ocorreram em menores de 1 ano de idade e dois em adultos com 31 e 42 anos.

DEZ PASSOS PARA AMPLIAÇÃO DAS COBERTURAS VACINAIS

Durante a coletiva, o Ministério da Saúde anunciou dez passos para garantir a ampliação das coberturas vacinais nas unidades de saúde do país. As medidas estão direcionadas aos trabalhadores que garantem a vacinação da população. Entre as iniciativas estão manter a sala de vacina aberta todo o horário de funcionamento da unidade; evitar barreiras de acesso como a não obrigatoriedade do comprovante de residência para vacinação, bastando apenas o cartão do SUS; aproveitar as oportunidades de vacinação como consultas ou outros procedimentos na unidade de saúde para verificar situação vacinal.

Além disso, monitorar a cobertura vacinal, identificando pessoas que estão com pendências vacinais, com a busca ativa de usuários faltosos e com estratégias comunitárias, reconhecendo populações em vulnerabilidade; garantir o registro adequado da vacinação utilizando tanto o cartão ou caderneta de vacinação do usuário quanto os sistemas da estratégia e-SUS AB.

Orientar a população sobre atualização do calendário vacinal também faz parte dos dez passos para ampliação das coberturas vacinais, promovendo ações coletivas de educação em saúde com a comunidade para a prevenção de doenças por meio da vacinação. Além disso, é de extrema importância combater qualquer informação falsa sobre vacinação, identificando e dialogando com as famílias resistentes sobre a vacinação, explicando a segurança e benefícios da vacinação.

Também é preciso intensificar as ações de vacinação em situações de surto, com monitoramento de surtos ativos e com estratégias de resposta rápida no enfrentamento à situação; promover a disponibilidade e a qualidade das vacinas ofertadas à população, planejando o quantitativo de doses necessárias e monitorando continuamente as condições de armazenamento das vacinas. É importante, como parte dos dez passos, garantir pessoal treinado e habilitado para vacinar durante todo o tempo de funcionamento da unidade.

 

Fonte: www.saude.gov.br

PRIMEIRA OFICINA DO PROJETO AEDES NA MIRA REÚNE ALUNOS, TUTORES E GESTORES EM BRASÍLIA.

Outras cinco oficinas serão realizadas até novembro em todas as regiões do país

O projeto Aedes na Mira capacitou até o momento 13.253 alunos em 4.100 municípios, como produto das capacitações foram produzidos 1496 projetos de intervenção, dentre eles, 300 trabalhos exitosos selecionados durante o Encontro Nacional do Projeto Aedes na Mira, em julho. A fim de auxiliar a implementação desses projetos nos municípios, a primeira oficina reuniu cerca de 40 trabalhos do Norte e Centro Oeste em Brasília durante esta terça (01) e quarta (02). Outras cinco oficinas serão realizadas até novembro em todas as regiões do país

O secretário executivo do Conasems, Mauro Junqueira, ressaltou a importância desse projeto para os municípios e destacou o objetivo das oficinas. “A ideia é estreitar laços entre alunos e gestores para que saiam daqui com conhecimentos fundamentais e estruturem estratégias permanentes de enfrentamento às arboviroses”. 

O conteúdo das oficinas foi elaborado para promover um olhar mais aprofundado sobre a intencionalidade educacional, os macroproblemas e os perfis de competência necessários que podem mobilizar os sujeitos a encontrarem respostas para os desafios colocados aos gestores e trabalhadores da saúde, tanto em atenção básica, quanto na vigilância em saúde.

Andrea Von Zuben, professora da Unicamp, destacou que “Nós da Vigilância em Saúde somos responsáveis por tudo que envolve saúde no município, é na vigilância em saúde onde o SUS é 100% universal, na fiscalização de medicamentos vendidos em farmácias, restaurantes, padarias, açougues… Por conta dessa amplitude de serviços, a articulação conjunta é extremamente necessária, além de pensar nas especificidades da população, conhecer os dados e as demandas, a informação é primordial para que o nosso trabalho seja bem feito”. 

Fernando Aith, também comentou sobre essa integração entre as vigilâncias (em saúde, sanitária, epidemiológica). “Destaco a integração entre elas e delas com o restante dos serviços. Se você consegue controlar o aedes em uma região, mas não é ofertado um saneamento básico, nem coleta de lixo adequada, pode ser que o trabalho feito em relação ao mosquito seja em vão” e complementou “Falar que o aedes é problema da vigilância epidemiológica não faz sentido, na maioria das vezes os problemas vêm do mesmo lugar, as ações devem ser universais com foco no risco”. 

As oficinas do Projeto Aedes na Mira seguem durante o mês de outubro e novembro. A próxima, que reunirá a turma do Sudeste, será realizada em Campinas entre os dias 15 e 18, nos dias 22 a 25 o encontro do Nordeste será em Recife e no Sul, em Curitiba entre 12 e 13 de novembro 

Manual de Direito Sanitário

O Manual de Direito Sanitário com enfoque em Vigilância em Saúde, de autoria do Dr. Fernando Aith, foi concebido no âmbito do Projeto Aedes na Mira, desenvolvido pelo Conasems, Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (Ipads) e Ministério da Saúde. A publicação foi lançada durante o XXXV Congresso Conasems, em Brasília. A versão impressa do manual foi lançada durante a oficina e entregue aos alunos, tutores e gestores presentes. 

Confira aqui a reportagem sobre o Manual e o arquivo em PDF na íntegra

 

 

Fonte: www.conasems.org.br

OUTUBRO ROSA: CERCA DE 60 MIL NOVOS CASOS DE CÂNCER DE MAMA FORAM ESTIMADOS PARA 2019.

Durante o mês de outubro ações de conscientização sobre o câncer de mama são feitas no mundo todo. O movimento acontece anualmente, desde 1990, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença e proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento.

O câncer de mama é hoje um relevante problema de saúde pública. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil somará 59700 novos casos de câncer de mama em 2019. O número corresponde a 28% de todos os diagnósticos da doença registrados no País

Confira a pesquisa completa

A pesquisa do Incra também ressalta que os fatores relacionados ao conhecimento da doença e às dificuldades de acesso das mulheres aos métodos diagnósticos e ao tratamento adequado e oportuno resultam na chegada das pacientes em estágios mais avançados do câncer de mama. O planejamento de estratégias de controle do câncer de mama por meio da detecção precoce é fundamental. Quanto mais cedo um tumor invasivo é detectado e o tratamento é iniciado, maior a probabilidade de cura. Por esse motivo, várias ações vêm sendo implementadas para diagnosticar o câncer nos estágios iniciais. 

Para oferecer o acolhimento e tratamento em todos os níveis de atenção às mulheres com diagnóstico de câncer de mama, o município de Três Rios-RJ organizou o acesso através da Regionalização da Saúde e da Regulação das pacientes. As mudanças garantiram acesso oportuno e ágil às usuárias da região Centro-Sul Fluminense. 

“Muitas mulheres quando recebiam o diagnóstico de câncer de mama ficavam perdidas com esse papel na mão, não sabiam para onde ir, ao perceber essa situação, articulamos uma rede para dar suporte à elas”, contou o autor do projeto, Romero Bandeira. Segundo ele, para que essas mulheres tivessem uma orientação, atendimento e tratamento da maneira mais rápida possível iniciou-se um processo de regulação, ou seja, inserir no sistema todas as pacientes diagnosticadas. “Como aqui não tínhamos estrutura para atendê-las, identificamos no município vizinho, Vassouras-RJ, uma oportunidade de parceria para a média e alta complexidade e encaminhamos as pacientes para lá, com transporte e suporte oferecidos pelo nosso município”. 

Nilda Maria é uma dessas mulheres moradora de Três Rios-RJ. Ela recebeu o diagnóstico de câncer de mama e realizou todas as sessões de quimioterapia em Vassouras-RJ. “A gente pensa que é SUS e não vai dar em nada, pelo contrário, o tratamento que você tem particular é possível acessar lá no SUS também, existe um acolhimento, eu me senti acolhida de verdade” e complementou “Estou em tratamento e cada manhã que levanto é uma conquista, agradeço todos os dias, uma cura do câncer é uma vitória”. 

O trabalho de Três Rios-RJ foi premiado como o melhor projeto do estado durante a 14ª Mostra Brasil, aqui tem SUS. Confira o Webdoc: https://www.youtube.com/watch?v=ln_o4AlFksg

 

Fonte: www.conasems.org.br

CIT: PACTUADOS PISO FIXO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE E NOVOS MUNICÍPIOS NO QUALIFAR-SUS.

A 8ª reunião ordinária da Comissão de Intergestores Tripartite (CIT) aconteceu nesta quinta-feira (26) na sede da Organização Pan-Americana de Saúde no Brasil (OPAS/OMS). Dentre as pautas, destacaram-se a portaria que define os valores anuais do Piso Fixo de Vigilância em Saúde (PFVS),a portaria que amplia para novos municípios o QualifarSUS e a situação do sarampo no país. 

O PFVS financia a execução de inúmeras as ações de vigilância em saúde. O PFVS é calculado a partir de um valor per capita diferente em três estratos e, atualmente, a Assistência Financeira Complementar (AFC) é destinada a apoiar o cumprimento do piso salarial dos Agentes de Combates às Endemias (ACE) sendo descontada do Piso Fixo de Vigilância em Saúde até o limite de 50%. 

A proposta feita pelo Ministério da Saúde prevê o PFVS estabelecido em 60% e repasse da Assistência Financeira Complementar para no máximo 40% dos recursos da vigilância; revisão do per capita da Unidade Federada para reduzir discrepâncias com o novo aporte anual de aproximadamente mais R$ 40 milhões; nova pactuação nas Comissões Intergestores Bipartite em até 30 dias. Do total de municípios no Brasil, 841 não possuem ACE elegíveis ao recebimento da Assistência Financeira Complementar. Confira na íntegra a apresentação da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS).

“O piso ajuda em alguns pontos, mas não resolve o problema da Vigilância em Saúde nos municípios. Na região Norte, por exemplo, mal banca o combustível para o deslocamento das equipes.Reconhecemos que há um avanço nessa questão, mas o piso ainda é muito inferior ao necessário para o que precisa ser alocado nessa área para melhorar as condições de gestão local”, argumentou o presidente do Conasems, Wilames Freire. 

 

Assistência Farmacêutica 

Durante a 8ª reunião ordinária da CIT, foi pactuada a publicação da portaria que habilita 652 novos municípios no Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde (Qualifar-SUS). A habilitação cumpre a meta do Plano Plurianual 2016-2019 de que 63% dos municípios brasileiros fossem contemplados. 

Assim como feito nas habilitações anteriores, os 652 municípios receberão o recurso (R$ 24 mil) em parcela única até o fim de 2019 e a partir de 2020, o recurso será repassado trimestralmente vinculado ao envio de dados à Base Nacional da Assistência Farmacêutica. O presidente do Conasems, Wilames Freire, ressaltou que o repasse desses recursos mudam a estrutura da AF nos municípios. “Apesar disso, deixo aqui o pedido do Conasems para que, no próximo ano, a gente consiga incluir os municípios restantes e chegarmos a totalidade dos 5.570 municípios do país”. 

Confira na íntegra a apresentação da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. 

Sarampo

De acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado na reunião, o Brasil registrou 4.507 casos confirmados de sarampo em 19 estados. Os dados referem-se ao período de 30 de junho a 21 de setembro e representam 84,3% do total de casos registrados este ano.

O número representa um aumento de 13% em relação ao último monitoramento. Ceará e Paraíba passaram a integrar a lista de estados com transmissão ativa do sarampo.

O balanço mostra ainda que há 21.711 casos em investigação e 5.818 que foram descartados. Ao todo, neste ano, foram registrados quatro óbitos. Confira todos os dados na íntegra acessando o Boletim Epidemiológico – semanas 27 a 38.

 

Saúde mental

Foram revogadas as Portarias nº 3.659 e 3.718/2018 que suspenderam o repasse de recursos em razão da ausência de informações sobre procedimentos, baixa utilização dos Sistemas de Informação em Saúde (RAAS) e a falta de atualização dos dados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).Além da revogação dos atos administrativos, está prevista a produção de um censo pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde dos serviços de Atenção Psicossocial. 

Assista na íntegra a transmissão ao vivo da reunião clicando aqui.

 

Fonte: www.conasems.org.br

ESTADOS E MUNICÍPIOS TERÃO R$ 197,5 MILHÕES PARA VIGILÂNCIA EM SAÚDE.

Recurso será concedido às gestões locais que aderiram ao Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde e atingiram os resultados pactuados

O planejamento e monitoramento das ações de vigilância em saúde são parte das atividades de aperfeiçoamento do SUS. Assim, o Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde (PQA-VS), do Ministério da Saúde, avança e apresenta o resultado da fase de avaliação de 2018. Estados e municípios que fizeram adesão tiveram os resultados avaliados e agora receberão financiamento e apoio técnico para implementação de iniciativas que garantam melhoria das ações de vigilância em saúde. O total de recursos chega a R$ 197,5 milhões e atende ainda em 2019 a todos os entes federados aderidos ao programa.

Com o Programa são pactuados compromissos e definidas responsabilidades a serem assumidas pelas três esferas do governo (federal, estadual e municipal), além de reconhecer as boas práticas de gestão com repasse de recursos. Entre as metas estabelecidas constam a alimentação de indicadores como os de cobertura vacinal e registros de óbitos alimentados em sistema do Ministério da Saúde. “O PQA-VS oferece uma oportunidade de reconhecermos bons desempenhos das demais esferas de gestão no âmbito da vigilância em saúde, e destacarmos uma parte do orçamento a ser repassado aos estados, DF e municípios a partir do alcance de resultados expressos em metas de indicadores pactuados”, destacou a diretora substituta do Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde (DAEVS), Aide de Souza Campagna.

METAS PRIORIZADAS

As metas, compromissos e responsabilidades a serem assumidas pelos estados, Distrito Federal e municípios podem ser alteradas a cada edição. Para a avaliação de 2019 não houve mudança em relação ao ano anterior. Portanto, permaneceram os mesmos indicadores e as demais regras referentes ao financiamento.

Dentre as metas, as localidades contempladas devem ter 90% de registros de óbitos alimentados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) até 60 dias após o final do mês de ocorrência, assim como o registro de nascidos vivos no Sistema de Informação de Nascidos Vivos (Sinasc).

Outra meta é priorizar a cobertura vacinal do Calendário Nacional de Vacinação para crianças menores de 1 ano de idade (Pentavalente – 3ª dose, Poliomielite – 3ª dose, Pneumocócica 10 valente – 2ª dose) e para crianças de 1 ano de idade (tríplice viral – 1ª dose). Além disso, os estados, Distrito Federal e Municípios devem cumprir meta de 80% de salas de vacina com alimentação mensal das doses de vacinas aplicadas e da movimentação mensal de imunobiológicos, no sistema oficial de informação do Programa Nacional de Imunizações de dados individualizados, por residência, dentre outras metas relacionadas às principais ações do campo de atuação da vigilância em saúde.

O planejamento e a programação das ações constituem um processo que se inicia pela análise da situação de saúde local, com a identificação de dificuldades e potencialidades, a partir das quais devem ser definidas prioridades de ação e as estratégias de intervenção. Todas as áreas das Secretarias de Saúde, cuja atuação interage com os indicadores pactuados no âmbito do PQA-VS, devem estar envolvidas.

 

Valores a serem transferidos aos Estados, Distrito Federal e Municípios que aderiram ao PQA-VS

UF

MUNICÍPIOS  E DISTRITO FEDERAL

PERCENTUAL DE MUNICÍPIOS ADERIDOS COM METAS ALCANÇADAS

Valor (R$)

AC

22

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

288.956,01

AL

102

90% ALCANÇARAM 50% DAS METAS

338.070,23

AM

62

90% ALCANÇARAM 50% DAS METAS

829.515,34

AP

16

90% ALCANÇARAM 50% DAS METAS

102.608,66

BA

416

90% ALCANÇARAM 30% DAS METAS

989.756,76

CE

184

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

1.870.221,08

ES

78

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

974.239,46

GO

246

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

1.074.196,56

MA

217

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

2.766.880,74

MG

853

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

5.536.239,48

MS

79

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

575.692,28

MT

141

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

1.236.307,93

PA

144

90% ALCANÇARAM 50% DAS METAS

842.912,82

PB

223

90% ALCANÇARAM 70% DAS METAS

1.109.669,36

PE

184

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

3.169.826,39

PI

217

90% ALCANÇARAM 50% DAS METAS

377.169,60

PR

399

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

1.879.599,83

RJ

92

90% ALCANÇARAM 30% DAS METAS

842.318,19

RN

167

90% ALCANÇARAM 50% DAS METAS

457.678,96

RO

52

90% ALCANÇARAM 70% DAS METAS

428.613,07

RR

15

90% ALCANÇARAM 50% DAS METAS

58.845,67

RS

497

90% ALCANÇARAM 70% DAS METAS

1.237.501,57

SC

295

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

939.765,31

SE

75

90% ALCANÇARAM 70% DAS METAS

511.093,09

SP

645

90% ALCANÇARAM 70% DAS METAS

4.895.240,73

TO

139

80% ALCANÇARAM 90% DAS METAS

735.946,29

   

TOTAL

34.068.865,41

DF

 

5 METAS ALCANÇADAS

1.233.081,32

Por Vanessa Aquino, da Agência Saúde

 Fonte: www.saude.gov.br

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA MOSTRA COMPETITIVA DA 16ª EXPOEPI.

Estão abertas até 24 de outubro as inscrições para a Mostra Competitiva da 16ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças – 16ª Expoepi, que será realizada de 2 a 6 de dezembro, em Brasília.

A Mostra Competitiva será dividida em três modalidades: a I, para experiências bem-sucedidas realizadas pelos serviços de saúde do SUS que contribuíram para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde; a II, a profissionais que atuam no  SUS e que desenvolveram trabalhos científicos em pós-graduação em prol de ações em vigilância em saúde; a III, destinada a movimentos sociais que desenvolveram ações para vigilância, prevenção e controle de doenças e de agravos de interesse da saúde pública, conforme descritas no edital Nº 10/2019.

O propósito da Expoepi é o de debater temas para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e premiar, por meio de sua Mostra Competitiva, os profissionais, os movimentos sociais e os serviços de saúde do país que se destacaram no desenvolvimento das ações de vigilância em saúde relevantes para a Saúde Pública do país.

O público-alvo que constitui a 16ª Expoepi será composto por pesquisadores, acadêmicos da área da saúde, gestores, técnicos de serviços de saúde estaduais e municipais e instituições públicas integrantes do SUS, atuantes nas áreas de epidemiologia, vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos, sistema de informação e análise de situação de saúde, vigilância em saúde ambiental, vigilância em saúde do trabalhador e vigilância sanitária.

A Coordenação Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços do Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde coordenará a Comissão Científica da 16ª Expoepi e sua Mostra Competitiva.

 

Fonte: www.conasems.org.br

ABERTA SELEÇÃO PARA TUTORES DO CURSO ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA GESTÃO MUNICIPAL.

O Conasems e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) tornam pública chamada para candidatos interessados em participar do processo seletivo de tutor e coordenador de tutoria para atuar nas edições dos anos de 2019 e 2020 do Curso Assistência Farmacêutica na Gestão Municipal: da instrumentalização à Prática nos Serviços (nível superior) na modalidade on-line, conforme disposto neste Edital. As atribuições compreendem dois âmbitos de atuação: técnico (conhecimento/especialista da área temática) e pedagógico (noções de educação/metodologias ativas de ensino aprendizagem).

Os requisitos para se candidatar a uma das vagas são:

  •  possuir formação de nível superior em farmácia
  • ter facilidade de comunicação, proatividade, espírito de liderança, comprometimento e colaboração para trabalhar em equipe
  • o tutor e coordenador de tutoria devem ter disponibilidade de, pelo menos, 10 horas semanais para se dedicar ao curso, considerando que em algumas semanas, devido à sobreposição das edições do curso, o tutor deverá ter disponibilidade para realizar os produtos das atividades escritas no item função/atividade duplicando a média de carga horária semanal
  • o tutor e coordenador de tutoria devem ter a disponibilidade de prestação de serviços e remuneração como Pessoa Jurídica dentro da atividade requerida pela vaga
  • ter disponibilidade de participar dos momentos/oficinas presenciais previstos para os meses de outubro de 2019 e abril de 2020, previamente avisado

Vale ressaltar que cada tutor será responsável por uma média de 40 alunos e cada coordenador de tutoria será responsável em média por 20 tutores.

A escolha dos coordenadores de tutoria será realizada em decisão conjunta da coordenação do curso e coordenação do projeto, a partir das características de liderança, proatividade e experiência dos selecionados, posteriormente às 1ª e 4ª etapas do presente Processo de
Seleção.

Confira o edital na íntegra clicando aqui.

Fonte: www.conasems.org.br

MINISTÉRIO DA SAÚDE LANÇA CAMPANHA DE COMBATE AO AEDES AEGYPTI.

Para mobilizar a população e garantir que não apareça novos focos do Aedes aegypti, o Ministério da Saúde lança a campanha publicitária de combate ao mosquito e convida você a se juntar nesta grande ação. O objetivo é conscientizar os gestores estaduais e municipais de saúde e toda a sociedade sobre a importância de se organizarem antes da chegada do período chuvoso no combate ao surgimento de novos criadouros do mosquito. Com o slogan "E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você”, a campanha, que inicia nesta quinta-feira (12), reforça a necessidade de cada um tomar a iniciativa de proteger a sua casa e de seus familiares contra o Aedes, responsável pela transmissão de três doenças: dengue, zika e chikungunya.

 

“Ao invés de lançar a campanha no mês de novembro, como era feito nos outros anos, nós antecipamos para setembro para dar tempo, antes do período da chuva, para as pessoas e os gestores locais organizarem grandes mutirões de combate ao mosquito e não esperar depois que o ciclo da doença já está instalado para começar a agir”, destacou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante coletiva de imprensa de lançamento da campanha publicitária realizada hoje, em Brasília.

A ação, que teve seu período de veiculação adiantado neste ano para setembro, reforça a necessidade de manter a mobilização nacional durante todo o ano, e não apenas nos períodos críticos, de chuva e calor. A medida traz mais tempo aos gestores locais e a população para desenvolverem ações estratégicas no combate ao Aedes aegypti, de acordo com a realidade de cada região. Geralmente, as campanhas ocorriam a partir de novembro, período de maior incidência de chuva e calor em quase todo o país, portanto, aumentando o risco de circulação das doenças.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, reforçou que este é o momento de fazer diferente e evitar o nascimento dos mosquitos no período de chuvas. “Se cada um tirar 10 minutos por semana, dentro da sua rotina, checar os locais onde o mosquito pode ter depositado ovos e que no contato com água possa nascer mosquitos. Olhar ralos, calhas, caixas d’agua, garrafas e suas tampas, pneus, e outros objetos pequenos que o mosquito tenha capacidade de colocar os ovos e ser um criadouro. Além de evitar a proliferação do mosquito também teremos um ambiente muito mais higiênico”, informou o secretário, ressaltando que os benefícios são diversos. “Desta forma a gente não protege somente a nossa casa, mas protegemos toda a nossa comunidade da circulação do mosquito”, finalizou o secretário.

PROJETO WOLBACHIA

Outra novidade anunciada foi a terceira etapa do projeto Wolbachia que conta com a parceria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e que vai ofertar linhas de financiamento específico para implantação do projeto em outros municípios. Na nova etapa, o Ministério da Saúde e o BID vão visitar cidades com potencial interesse e situação epidemiológica compatível para implantação do projeto para avaliar a possibilidade de linhas de financiamento para desenvolvimento do projeto.

A metodologia Wolbachia é inovadora, autossustentável e complementar às demais ações de prevenção ao mosquito. Consiste na liberação do Aedes com o microrganismo Wolbachia na natureza, reduzindo sua capacidade de transmissão de doenças. O projeto já está presente em 6 cidades: Campo Grande/MS, Belo Horizonte/MG, Petrolina/PE, Fortaleza/CE, Foz do Iguaçu/PR e Manaus/AM. Somente em 2019, o Ministério da Saúde investiu R$ 21,7 milhões na tecnologia.

DADOS DAS DOENÇAS 

Em 2019 (até 24 de agosto), foram registrados 1.439.471 de casos de dengue em todo o país, com crescimento de 599,5% em relação ao mesmo período de 2018 (205.791). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 690,4 casos/100 mil habitantes. Entre os estados com casos, destacam-se Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Com relação ao número de óbitos, foram confirmadas 591 mortes.

Este aumento pode ser explicado por uma associação de fatores, como condições ambientais fora do comum (alto volume de chuvas e altas temperaturas); grande número de pessoas suscetíveis, uma vez que nos dois últimos anos houve baixa ocorrência de dengue em toda a região das Américas; mudança no sorotipo predominante, entre outros.

Os casos da febre chikungunya chegaram a 110.627 em relação ao mesmo período do ano passado, 76.742, ou seja 44,2% de aumento este ano. A taxa de incidência foi de 53,1 casos/100 mil habitantes. Entre os estados com casos, destacam-se Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 57 óbitos.

Já os casos de zika apresentaram aumento de 47,1%, este ano, quando foram registrados 9.813 casos, enquanto em 2018 foram 6.669 o que representa uma taxa de incidência de 4,7 casos/100 mil habitantes. Entre os estados com casos, destacam-se Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas e Espírito Santo. Neste ano, foram confirmados 2 óbitos por zika.

AÇÕES DE COMBATE AO AEDES AEGYPTI

As ações de prevenção e combate ao mosquito, realizadas pelo Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios, são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. A execução das ações de prevenção, como visitas dos agentes de endemia para eliminação dos criadouros, é de responsabilidade dos gestores locais.

O Ministério da Saúde também oferece, continuamente aos estados e municípios, apoio técnico e insumos para o combate ao vetor. Para estas ações, o Governo Federal tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,9 bilhão em 2018. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya e é repassado mensalmente a estados e municípios.

PREVENÇÃO

Durante o período de seca, a população pode realizar ações de prevenção, basta tirar 10 minutos do dia para verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa, por exemplo. Uma vez por semana, lavar com água, sabão e esfregar com escova os pequenos depósitos móveis, como vasilha de água do animal de estimação e vasos de plantas.

Além disso, é preciso descartar o lixo em local adequado, não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios. Limpar as calhas, retirando as folhas que se acumularam no inverno também é importante para evitar pequenas poças de água. Cada pessoa pode ser um vigilante permanente de atenção à saúde, com isso não teremos dengue, zika e chikungunya.

Fonte: www.saude.gov.br