FINANCIAMENTO DA APS: SAIBA COMO SERÁ CALCULADO O PAGAMENTO POR DESEMPENHO.

Programa Previne Brasil  está vigente desde janeiro como regra do financiamento da Atenção Primária a Saúde. Um dos componentes que fazem parte do repasse mensal aos municípios é o pagamento por desempenho, cujo incentivo financeiro é calculado com base nos resultados de indicadores de atendimento das equipes de saúde. Para auxiliar no registro das informações, estão disponíveis na plataforma do e-Gestor AB as fichas de qualificação desses indicadores, bem como os instrutivos de registro nos sistemas de prontuário eletrônico e de Coleta de Dados Simplificados (CDS).

A Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) detalha em Nota Técnica o método de cálculo e avaliação de sete indicadores para 2020, definidos na Portaria 3.222 de 10 de dezembro de 2019, são eles: proporção de gestantes com pelo menos seis consultas pré-natal realizadas, sendo a primeira até a 20ª semana de gestação; proporção de gestantes com realização de exames para sífilis e HIV; proporção de gestantes com atendimento odontológico realizado; cobertura de exame citopatológico; cobertura vacinal de Poliomielite inativada e de Pentavalente; percentual de pessoas hipertensas com Pressão Arterial aferida em cada semestre; e percentual de diabéticos com solicitação de hemoglobina glicada.

O monitoramento desses indicadores vai permitir que a gestão federal, estadual, municipal e profissionais de saúde avaliem o acesso e a qualidade dos serviços prestados pelos municípios, viabilizando, assim, a implementação de medidas de aprimoramento das ações no âmbito da Atenção Primária à Saúde, além de ser um meio de dar mais transparência aos investimentos na área da saúde para a população. Os indicadores de pagamento por desempenho serão monitorados individualmente a cada quadrimestre, e seus resultados terão efeitos financeiros a partir da competência financeira setembro de 2020. Os parâmetros, metas e pesos estão especificados na Nota Técnica. O Conasems também publicou nota sobre a execução dos recursos federais transferidos Fundo a Fundo do novo financiamento da Atenção Básica. Clique aqui para entender mais.

Indicadores

A SAPS/MS disponibilizou painel para monitoramento dos indicadores relacionados ao novo método de financiamento federal para atenção básica. Também foram disponibilizadas a ficha de qualificação dos indicadores (preliminar), bem como manuais de preenchimento das informações que possuem relação com os indicadores em questão, tanto em Prontuário Eletronico (PEC)Coleta de Dados Simplificada (CDS) e para os municípios que utilizam sistema próprios (Thrift) (confira os manuais nos links).

Para acesso a estas informações a gestão municipal deve ter acesso ao e-Getor AB do Ministério da Saúde, no portal: https://egestorab.saude.gov.br/paginas/login.xhtml.  Para criação e manejo dos perfis dentro do e-Gestor da AB os municípios devem acessar https://egestorab.saude.gov.br/paginas/acessoPublico/faq/indexFaq.xhtml

Confira o vídeo com orientações disponibilizadas pela SAPS/MS:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=11&v=IKsq7xNAKwg&feature=emb_logo

 

Confira também o vídeo tutorial #parasabermais para apoiar os municípios no acesso às informações:

https://www.youtube.com/watch?v=l-ylzrSvkeg&feature=emb_logo

Fonte: www.conasems.org.br

WOLBACHIA: CAMPO GRANDE (MS) TERÁ MOSQUITOS QUE COMBATEM A DENGUE

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assinou nesta segunda-feira (17), em Campo Grande (MS), documento que formaliza a participação do município no “Método Wolbachia”. A estratégia inovadora é do Ministério da Saúde e consiste em infectar o mosquito Aedes aegypti com uma bactéria chamada wolbachia, que reduz a capacidade de o mosquito transmitir a dengue, zika e chikungunya. Para apoiar o projeto, cerca de 2.500 profissionais de saúde, entre agentes de endemias e agentes comunitários de saúde, estão sendo capacitados entre os dias 17 e 18 de fevereiro e vão atuar nas ações de vigilância, incluindo a mobilização da população nesta nova estratégia.

“A Wolbachia é uma tecnologia do SUS. Os primeiros testes foram realizados em Niterói (RJ) e, após os bons resultados, decidimos expandir para outras regiões de diferentes biomas, como Campo Grande. O Ministério da Saúde tem aportado recursos e mudou sua linha de pesquisa. Agora as pesquisas financiadas partem dos problemas que afetam a população e o SUS, a exemplo de soluções para doenças como dengue, malária e leishmaniose”, destacou o ministro Luiz Henrique Mandetta.

A assinatura do Termo de Cooperação entre o Ministério da Saúde, Fiocruz e secretarias de saúde de Mato Grosso do Sul e de Campo Grande ocorre durante a abertura do “Encontro Estadual de Vigilância em Saúde: integração, vigilância e Atenção Primária”, promovido pela Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul. A ideia é apresentar e discutir, neste espaço, ações de imunização, vigilância das arboviroses, tuberculose e o Método Wolbachia, com a participação da equipe do World Mosquito Program (WMP), da Fiocruz, responsável pelo projeto, desde a produção de ovos dos insetos até a preparação para liberação nos locais em que o projeto acontece.

Ainda em Campo Grande, o ministro Mandetta entrega 80 equipamentos (monitores de sinais vitais e desfibriladores) para atendimento à população em unidades de saúde de 42 municípios do estado.

O Termo de Cooperação irá definir as responsabilidades de cada ente envolvido (Ministério da Saúde, Fiocruz e secretarias de saúde). O Ministério da Saúde elaborou, ainda, o Procedimento Operacional Padrão, documento que descreve as atividades a serem realizadas para expansão da pesquisa nas cidades definidas para o projeto.

Petrolina/PE e Belo Horizonte/MG serão as próximas cidades a participarem do Método Wolbachia. Inclusive, estão previstas reuniões de planejamento para o desenvolvimento projeto no município de Petrolina de 3 a 5 março.

ETAPAS DE IMPLANTAÇÃO

A implantação do método Wolbachia no município será feita de forma gradativa. Campo Grande foi dividida em seis áreas de atuação, sendo que na primeira área estão incluídos sete bairros: Guanandi, Centenário, Lageado, Coophavila II, Tijuca, Batistão e Aero Rancho.

Os agentes de saúde da primeira área já foram capacitados para começarem as atividades de engajamento comunitário dessa região, que inclui a conscientização da população sobre a importância do combate ao mosquito Aedes aegypti. Depois, será realizada avaliação da população quanto à aceitação do projeto. Somente após essa etapa é que se inicia a soltura dos mosquitos com a bactéria Wolbachia. Depois, é necessário monitorar a presença desses mosquitos na região, capturando alguns para avaliarem a presença da bactéria.

O Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen) irá receber o ovo do mosquito com a bactéria Wolbachia, produzido na Fiocruz. Serão realizados envios semanais para que técnicos do Lacen coloquem esses ovos para eclosão. Depois de adultos, esses mosquitos são soltos.

A Wolbachia é uma bactéria intracelular presente em 60% dos insetos da natureza, mas que não está presente no Aedes aegypti. Quando presente no mosquito, ela impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito, contribuindo para redução destas doenças. Não há modificação genética nem no mosquito, nem na bactéria. Na prática, o método consiste na liberação de Aedes aegypti com a Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais e gerem uma nova população destes mosquitos, todos com Wolbachia.

Atualmente, o Método Wolbachia é implementado em 12 países: Austrália, Brasil, México, Colômbia, Indonésia, Vietnã, Sri Lanka, Índia, Fiji, Nova Caledônia, Vanuatu e Kiribati. Os resultados preliminares do World Mosquito Program, responsável pelo método, apontam redução dos casos de dengue no Vietnã, Indonésia e na Austrália, e dos casos de chikungunya em Niterói, no Rio de Janeiro, onde os mosquitos com Wolbachia começaram a ser liberados em larga escala em 2016.

EQUIPAMENTOS PARA ATENÇÃO ESPECIALIZADA

Após a assinatura do Termo de Cooperação, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ainda em agenda em Campo Grande, irá entregar à Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul 80 equipamentos, entre monitores de sinais vitais e cardioversores (desfibriladores), para compor a Rede de Atenção Especializada do Estado.

Os monitores de sinais vitais são usados em remoção de pacientes ou em UTIs, semi-UTIs, RPA (recuperação pós-anestesia) ou pronto-socorro. Servem para medir sinais vitais, como temperatura, pressão e capinografia (medida de CO2 no sangue). Já os cardioversores são usados para reverter arritmia ou parada cardíaca em unidades de remoção, prontos-socorros, UTIs e em enfermarias.

Nos próximos dias, serão entregues cerca de 230 equipamentos, por meio da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), a outros três estados (Roraima, Rondônia e Paraíba). Ao todo, são 321 equipamentos distribuídos neste ano com investimento de R$ 9,8 milhões.

“É importante criarmos soluções dentro do nosso país para reduzir a dependência de outro países para a compra de equipamentos. A PDP é fundamental para a aquisição de novas tecnologias, como os 80 equipamentos que estão sendo entregues hoje para Mato Grosso do Sul. Ao todo serão beneficiados 42 municípios, que passam a contar com novos monitores de sinais vitais e cardioversores”, disse o ministro Mandetta.

As PDPs visam ampliar o acesso a medicamentos e produtos para saúde considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo principal é fomentar o desenvolvimento nacional para reduzir os custos de aquisição dos medicamentos e produtos para saúde, que atualmente são importados ou que representam um alto custo para o SUS.

Municípios beneficiados com os equipamentos em Campo Grande (MS)

 

Município

Monitor Multipaâmetro

Cardioversor

1

ALCINÓPOLIS

1

 

2

AMAMBAÍ

1

 

3

ANAURILÂNDIA

1

1

4

ANTÔNIO JOÃO

1

1

5

AQUIDAUANA

1

1

6

BANDEIRANTES

1

 

7

BATAYPORÃ

1

1

8

BONITO

1

1

9

CAMPO GRANDE

10

2

10

CARACOL

1

1

11

CORGUINHO

1

1

12

CORONEL SAPUCAIA

1

1

13

CORUMBÁ

1

 

14

COSTA RICA

1

1

15

DEODÁPOLIS

1

 

16

DOIS IRMÃOS DO BURITI

1

1

17

DOURADINA

1

 

18

DOURADOS

2

2

19

FÁTIMA DO SUL

1

 

20

FIGUEIRÃO

1

 

21

GLÓRIA DE DOURADOS

1

1

22

IVINHEMA

1

1

23

JAPORÁ

1

 

24

JARAGUARI

1

 

25

JARDIM

1

1

26

JATEÍ

1

 

27

JUTI

1

1

28

LAGUNACARAPÃ

1

1

29

NOVO HORIZONTE DO SUL

1

 

30

PARAÍSO DAS ÁGUAS

1

 

31

PARANHOS

1

1

32

PEDRO GOMES

1

1

33

PORTO MURTINHO

1

1

34

RIO NEGRO

1

 

35

ROCHEDO

1

1

36

SANTA RITA DO PARDO

1

1

37

SELVÍRIA

1

1

38

SETE QUEDAS

1

1

39

TACURU

1

1

40

TAQUARUSSU

1

 

41

TERENOS

1

1

42

VICENTINA

1

 

TOTAL

 

52

28

 

Fonte: www.saude.gov.br

VACINAÇÃO CONTRA O SARAMPO DEVE IMUNIZAR MAIS DE 3 MILHÕES DE CRIANÇAS E JOVENS.

O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (10), a nova Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. Nesta etapa, a convocação será para mais de 3 milhões de crianças e jovens na faixa etária de 5 a 19 anos, que devem se vacinar, entre 10 de fevereiro e 13 de março, com o Dia ‘D’ de mobilização em 15 de fevereiro. Com o conceito “Mais proteção para a sua família”, a campanha visa sensibilizar pais e responsáveis sobre os riscos de não vacinar seus filhos, reforçando que o sarampo é uma doença grave e que pode matar.

Durante a coletiva, o ministro Luiz Henrique Mandetta enfatizou que os estados do Rio de Janeiro e da Bahia, bem como Rio Grande do Sul e Roraima, merecem maior atenção, seja pela baixa cobertura vacinal, seja pela grande presença de venezuelanos no estado da região Norte. O presidente do Conasems, Wilames Freire, enfatizou em sua fala que “o Conasems fará um trabalho de acompanhamento mais intenso com os locais críticos no país. Nós temos cerca de 300 mil agentes comunitários de saúde que farão busca ativa nos domicílios, além de aproximadamente 50 mil equipes de vacinação para imunizar nossa população. O mais importante é garantir que a meta de imunização seja cumprida em todo o território nacional”.

Para viabilizar a ação em todo o país, o ministério já encaminhou neste ano 3,9 milhões de doses da vacina tríplice viral, 9% a mais que o solicitado pelos estados. O quantitativo é destinado à vacinação de rotina, às ações de interrupção da transmissão do vírus e à dose extra chamada de ‘dose zero’ para todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.

O objetivo da campanha, que faz parte das ações do Movimento Vacina Brasil, do Ministério da Saúde, é ampliar a cobertura vacinal de crianças e jovens, em faixas etárias que ainda não haviam sido convocadas e nem vacinadas, evitando o risco de propagação do sarampo no país.

O Dia ‘D’ de mobilização acontece no dia 15 de fevereiro. Nessa data, os postos de saúde abrem no sábado para vacinar o público-alvo. Os horários de abertura desses estabelecimentos variam de região para região.

 

Confira o último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde com dados recentes sobre o sarampo em todo o país.

Wilames Freire, presidente do Conasems, diz que vai intensificar contato com Cosems do Rio de Janeiro e Bahia para aumentar cobertura vacinal nos respectivos estados. (Foto: Mariana Pedroza/Conasems)

Dados de Sarampo

Em 2019, 9% (526) dos municípios registraram 18.203 casos confirmados e 15 óbitos por sarampo, sendo 14 no estado de São Paulo e 1 em Pernambuco. Em relação aos casos, São Paulo também registrou o maior número de casos, 16.090 (88,4%) em 259 (49,2%) municípios, seguido dos estados do Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina, Minas Gerais e Pará.

Atualmente, nove estados mantêm transmissão ativa do vírus do sarampo, sendo que, em 2020, cinco estados já confirmaram casos: São Paulo (77 casos), Rio de Janeiro (73), Paraná (27), Santa Catarina (22) e Pernambuco (3). Não tendo ocorrido óbitos, até o momento. Os outros quatro estados (PA, AL, MG e RS) ainda não confirmaram casos em 2020, estando em monitoramento devido aos casos ocorridos em 2019.

 

Estratégia Nacional

Com o objetivo de interromper a transmissão do sarampo, eliminar a circulação do vírus e garantir altas coberturas vacinais, o Ministério da Saúde traçou uma estratégia nacional. As duas primeiras etapas já ocorreram em 2019, com a realização de campanha de vacinação nacional, em outubro, de crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade. A segunda etapa aconteceu em novembro para a população de 20 a 29 anos.

Dando continuidade às ações em 2020, outras duas etapas de mobilização nacional devem ocorrer, além da prevista para este mês de fevereiro: junho a agosto, para reforço do público de 20 a 29 anos de idade, mais suscetíveis ao sarampo; e em agosto para a população de 30 a 59 anos de idade.

Também em 2019, para incentivar a vacinação de crianças, o Ministério da Saúde disponibilizou R$ 206 milhões para municípios cumprirem duas metas estabelecidas pela pasta. Para receber esse recurso adicional, os gestores tiveram que informar mensalmente o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral e pentavalente e atingir 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos de idade com a primeira dose da vacina tríplice viral. Todos os municípios do Brasil receberam 50% do valor. Dos 5.570 munícipios, 3.850 receberam 100% do recurso, ou seja, cumpriram as duas metas estabelecidas.

Os estados que atingiram a meta de vacinação contra o sarampo em 2019 foram Mato Grosso do Sul (115,92%), Alagoas (115,7%), Rondônia (114,4%), Paraíba (110,2%), Pernambuco (109%), Ceará (108,2%), Minas Gerais (112,4%), Espírito Santos (105,7%), Santa Catarina (105,4%), Paraná (102,8%), Tocantins (102%), Rio de Janeiro (101,7%), Sergipe (99%), Rio Grande do Sul (101,1%), Goiás (100%), Mato Grosso (97,2%), Amazonas (96,4%) e Rio Grande do Norte (96,2%).

Entre os estados que não atingiram a meta mínima de 95% de cobertura vacinal, preconizada pelo Ministério da Saúde, estão Acre (91,4%), Amapá (94,9%), Bahia (88,9%), Distrito Federal (93,7%), Maranhão (90%), Pará (77,6%), Piauí (91,9%), Roraima (87,9%), São Paulo (93,9%).

 

Fonte: www.conasems.org.br

CARNAVAL 2020: 128 MILHÕES DE CAMISINHAS DISTRIBUÍDAS.

Os foliões que se preparam para pular o Carnaval deste ano já podem ir até a unidade de saúde mais próxima de casa para buscar, gratuitamente, camisinhas masculinas e femininas. O Ministério da Saúde já começou a distribuir os 128,6 milhões de preservativos adquiridos para garantir a proteção de quem participa da festa. Até o início do período de Carnaval todos os estados do país estarão abastecidos. São 125,1 milhões de camisinhas masculinas e 3,4 milhões femininas, além de 8,9 milhões de unidades de gel lubrificante.

“Precisamos cada vez mais estimular o uso do preservativo durante o Carnaval para prevenir a transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e do HIV, uma vez que muitas dessas infecções possuem fase assintomática e a pessoa nem sabe que tem e, quando apresenta sintomas, como lesões na região genital, elas podem facilitar a infecção pelo HIV”, aponta o diretor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Gerson Pereira.

Durante o ano de 2020, o Ministério da Saúde vai distribuir, ao todo, 570 milhões de preservativos para todo o país. A quantidade representa um aumento de 12% em relação ao número de camisinhas distribuídas no passado, quando foram enviadas 509,9 milhões de preservativos aos estados.

Quando se trata de saúde pública, o preservativo é o meio de prevenção mais eficaz no controle de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) entre a população sexualmente ativa, como o HIV – que não tem cura –, sífilis, gonorreia e clamídia, por exemplo. Dados do último boletim epidemiológico do HIV/Aids mostram que o HIV cresce mais entre os jovens brasileiros. A maioria dos casos de infecção pelo HIV no país é registrada na faixa de 20 a 34 anos (52,7%).

As infecções transmitidas por relação sexual são causadas por mais de 30 vírus e bactérias através do contato, sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada. Desta forma, abrir mão do uso do preservativo nas relações expõe a pessoa e os parceiros com as quais ela se relaciona. Por isso, o Ministério da Saúde reforça constantemente a necessidade de proteção, incentivando o uso de camisinha, principalmente durante o Carnaval.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os dias ocorrem 1 milhão de novas infecções. Doenças antigas, que remontam à Idade Média, como a sífilis, por exemplo, ainda hoje podem ser consideradas uma epidemia pela falta de proteção adequada.

 

NA DÚVIDA, FAÇA O TESTE!

Homens e mulheres apresentam sinas e sintomas distintos para as diferentes ISTs, como é o caso do HPV e da gonorreia. É sempre importante lembrar também que uma pessoa pode estar infectada por mais de uma Infeção Sexualmente Transmissível ao mesmo tempo ou contrair várias ao longo da vida.

Somente o diagnóstico pode assegurar se a pessoa tem uma IST; somente o tratamento pode levar à cura; e somente a prevenção pode evitar que haja transmissão ou reinfecção. Estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) testes para identificar a presença de infeções sexualmente transmissíveis. A maioria deles, inclusive, são testes rápidos, com resultados em menos de 30 minutos. Por isso, na dúvida, procure a unidade de saúde mais próxima de casa e faça o teste. Atualmente, existem testes rápidos para HIV/Aids; sífilis e hepatites virais.

Apenas em 2019, o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 12 milhões de testes rápidos para HIV, 12 milhões para sífilis, 9,4 milhões para Hepatite B e 10 milhões para hepatite C. As pessoas infectadas por essas doenças têm direito à tratamento gratuito pelo SUS, com uso dos medicamentos mais modernos existentes no mundo, o que melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão.

 

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

As ISTs geralmente causam lesões nos órgãos genitais, o que aumenta a vulnerabilidade para a pessoa adquirir o HIV. Sem contar que as IST, como sífilis, gonorreia e clamídia, por exemplo, podem causar morte, malformações de feto, aborto, dentre outras complicações. As infeções sexualmente transmissíveis também têm impacto direto na saúde reprodutiva e infantil, pois podem provocar infertilidade e complicações na gravidez e parto, além de causar morte fetal e agravos à saúde da criança.

 

CONASEMS COBRA INTEGRAÇÃO NO ENFRENTAMENTO DO CORONAVIRUS NA PRIMEIRA CIT DO ANO.

A primeira reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de 2020 aconteceu nesta quinta-feira (6), antecipada em uma semana em razão do estado de emergência decretado pelo Governo Federal com o novo coronavírus. O encontro contou com a ampla participação dos gestores de saúde do país, tanto dos estados quanto das capitais e municípios do interior. 

O presidente do Conasems, Wilames Freire, cobrou em sua fala o compartilhamento de decisões e estratégias entre estados e municípios. “Planos de contingência têm que ser construídos em conjunto e não somente pelas Secretarias Estaduais de Saúde. As pessoas moram nos municípios, e não nos estados ou no Ministério da Saúde. Não cabe tratar um assunto dessa magnitude como vaidade política porque o que está em jogo é a segurança e  bem-estar da nossa população”.   

Wilames Freire ressaltou a importância de ações articuladas entre as três esferas de governo

Alguns dos dos 22 secretários municipais de saúde das capitais presentes foram convidados a explicar as medidas têm adotado para orientar equipes de saúde e a população. “Investimos em comunicação dinâmica para que tenhamos informações de dentro e de fora dos sistemas de saúde. Isso auxilia na capacitação dos nossos profissionais porque o conhecimento no trato do coronavírus é limitado, então precisamos instruir as equipes de saúde com o que já se sabe sobre o vírus e oferecer auxílio em todos os níveis em caso de contágio na população”, explicou o gestor municipal de Recife – PE, Jailson Correia. 

O secretário municipal de saúde de Campo Grande – MS, José Mauro Castro, cobrou maior atenção do Ministério em valorizar a Vigilância em Saúde nos municípios. “Nosso país é fronteiriço e cada unidade da federação vive uma realidade diferente. Lá em Mato Grosso do Sul, por exemplo, as divisas com Paraguai e Bolívia nos deixam em estado de alerta. Aproveito a oportunidade para pedir mais investimento nas Vigilâncias Sanitárias nos municípios porque momentos como esse mostram como é importante o fortalecimento dessa área”. 

O coronavírus dominou as discussões na saúde, mas para a gestora municipal de Curitiba, Marcia Huçulak, outras doenças no Brasil preocupam mais. “Os casos de dengue, sarampo e febre amarela merecem o olhar atento tanto da União, como de estados e municípios. Têm regiões do país que estão com números preocupantes e a mobilização conjunta para conter o avanço dessas doenças que matam brasileiros é essencial”, comentou a secretária. 

 

Números do novo coronavírus

De acordo com apresentação feita pelo secretário de vigilância em saúde Wanderson Oliveira, a última atualização sobre o coronavírus foi feita na quarta-feira (5) e aponta que, no mundo, já são 24.554 casos confirmados, sendo 24.363 deles somente na China. Por enquanto, foram registrados 3.219 casos graves, sendo que 86% deles estão em território chinês. Foi informado também que já registraram 492 óbitos. No Brasil, 9 casos suspeitos estão em observação pelo Ministério da Saúde. Confira na íntegra a apresentação. 

Ministro Mandetta afirmou que o carnaval e outros eventos não iram parar frente a epidemia eminente

O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta afirmou que há chances reais do vírus chegar ao Brasil, mas que todo o planejamento está sendo feito com cautela e que o impacto na saúde será mínimo.  “Nós temos cenários totalmente assimétricos, desde o que não vai ter nenhum caso, passando pelo cenário intermediário, em que se replicaria mais ou menos aquela situação da China. E o cenário de risco elevadíssimo, de megaepidemia. O Ministério da Saúde tem trabalhado basicamente com o intermediário. Acho que esse deve ser o tom da cautela”. Sobre o carnaval, o ministro foi enfático ao dizer que “vida que segue. O mundo não vai parar, as pessoas têm necessidade de se deslocar, de fazer negócios e turismo. Nós temos que fazer recomendações à população sobre higiene constante”.

 

Fonte: www.conasems.org.br

MINISTÉRIO DA SAÚDE DEFINE O VALOR PER CAPITA PARA APS.

O novo modelo de financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS), o Previne Brasil, instituído pela Portaria nº 2.979, de 12 de novembro de 2019, está em processo de implantação desde o início deste ano. O programa enfrenta o desafio de ampliar o acesso, melhorar a qualidade e trazer mais equidade para APS no país. Foram publicadas no dia 31 de janeiro de 2020 três portarias que disciplinam os valores per capita referentes ao custeio federal para o componente de capitação, assim como a lista de municípios de acordo com os dois modelos de transição do novo financiamento.

Portaria nº 169, de 31 de janeiro de 2020
Portaria nº 172, de 31 de janeiro de 2020
Portaria nº 173, de 31 de janeiro de 2020

O Previne Brasil é um modelo misto de financiamento para a Atenção Primária. Ele equilibra valores financeiros per capita referentes à população efetivamente cadastrada nas equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP), com o grau de desempenho assistencial das equipes somado a incentivos para ações estratégicas, como ampliação do horário de atendimento (programa Saúde na Hora), informatização (Informatiza APS) e formação de especialistas em saúde da família por meio de residência médica e multiprofissional.

A proposta do programa tem como princípio fundamental a estruturação de modelo de financiamento colocando as pessoas no centro do cuidado, a partir de composição de mecanismos que induzem à responsabilização dos gestores e dos profissionais pelas pessoas que assistem. A oferta de atenção de qualidade e pela equidade é um dos pilares do Previne Brasil e inova ao premiar e reconhecer eficiência e efetividade, sem deixar de primar pelo acesso. Para tanto, apresenta como componentes a capitação ponderada, o pagamento por desempenho, e incentivos para ações estratégicas.

Aumento dos valores
Serão repassados anualmente, divididos em 12 competências mensais, R$ 50,50 para cada pessoa cadastrada nas equipes. Anteriormente, por meio do PAB Fixo, eram repassados no máximo R$ 28,00 por pessoa por ano. Esse valor de R$ 50,50 pode ainda chegar a R$ 131,30, de acordo com as características de vulnerabilidade do indivíduo e do município em que vive. Com a definição desse valor, 4.472 municípios têm a possibilidade de receber R$ 3,2 bilhões a mais no ano de 2020, caso cadastrem a totalidade do parâmetro populacional por equipe, especialmente se houver maior esforço e dedicação em identificar as pessoas mais vulneráveis, como crianças menores de cinco anos, idosos maiores de 65 anos ou beneficiários de programas sociais (Bolsa-Família, Benefício de Prestação Continuada, benefício previdência até dois salários mínimos).

Por outro lado, 1.098 municípios não apresentavam em 2019 condições de ampliar seu custeio com o novo financiamento devido ao modelo de organização local da APS. Eles representam 19% dos municípios brasileiros com população ao redor de 20 milhões de pessoas (10% da população brasileira). Para não haver risco de perda financeira e para que nenhum cidadão seja potencialmente prejudicado, em decisão tripartite, o Ministério da Saúde manterá o valor recebido em 2019 relativo à melhor competência financeira mensal para cada município. Com essa decisão, ao longo de 2020 não há perda no recurso, pelo contrário, há a possibilidade de ganho na ordem de R$ 3,2 bilhões de reais.

Monitoramento
Em agosto de 2018, o cadastro era de 81 milhões de pessoas vinculadas às equipes, e aproximadamente 50 milhões de cidadãos potencialmente cobertos pela Estratégia Saúde da Família (ESF), mas fora desse cadastro. Dessas 50 milhões de pessoas, cerca de 30 milhões encontravam-se nas situações de maior vulnerabilidade social e econômica. Após o anúncio do Previne, no final de 2019, o cadastro das pessoas já havia subido em 20%, saltando para 98 milhões de brasileiros. Desse modo, o cadastro e a capitação ponderada serão os maiores responsáveis por impulsionar o acesso equânime dos brasileiros à APS.

“O Previne Brasil tem como princípios a responsabilização das equipes de saúde pelas pessoas cadastradas. O compromisso com a equidade é repassar maiores valores para as equipes que atendem a população mais vulnerável; com a qualidade é aumentar o recurso para quem trabalha mais; por fim, com estratégias de fortalecimento do SUS, teremos ampliação do acesso por meio da informatização e a formação de profissionais de saúde no modelo padrão-ouro que é a residência médica e multiprofissional”, explicou Erno Harzheim, secretário da Atenção Primária à Saúde (Saps).

Pelo e-Gestor, estão disponíveis as informações de cadastro de cada município e de cada equipe, com a identificação de todas as pessoas cadastradas, assim como os indicadores de saúde que servirão para balizar o pagamento por desempenho. Esses dados estão disponíveis em nível nacional, regional e estadual para todos os cidadãos.

“Uma Atenção Primária forte se faz com princípios e atributos sólidos, com financiamento potente que foca na equidade e com transparência. Junto com todos os profissionais das equipes de Saúde da Família e Atenção Primária, os gestores municipais e estaduais, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, 2020 será o ano da maior qualificação da APS brasileira”, afirmou dirigente da Saps.

Confira as portarias
Portaria nº 169, de 31 de janeiro de 2020: define o valor per capita para efeito do cálculo do incentivo financeiro da capitação ponderada do Programa Previne Brasil.

Portaria nº 172, de 31 de janeiro de 2020: dispõe sobre municípios e Distrito Federal que apresentam manutenção ou acréscimo dos valores a serem transferidos, conforme as regras de financiamento de custeio da Atenção Primária à Saúde do Programa Previne Brasil e sobre o valor per capita de transição conforme estimativa populacional da Fundação IBGE.

Portaria nº 173, de 31 de janeiro de 2020: dispõe sobre os municípios que apresentam decréscimo dos valores a serem transferidos, conforme as regras do financiamento de custeio da Atenção Primária à Saúde do Programa Previne Brasil.

 

Fonte: www.conasems.org.br

PRESIDENTE DO COSEMS/MS SE REUNE COM SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO.

O Presidente do COSEMS/MS, Rogério Santos Leite, esteve reunido com o Secretário de Estado de Saúde Geraldo Resende no dia de ontem (15/01), onde conversaram sobre a situação epidemiológica do Estado.

Durante a reunião foram discutidos: números de notificações, a atuação dos agentes de endemias e as autuações que estão sendo feitas pelos fiscais sanitários em residências reincidentes.

Foi lembrado que com a intensificação das chuvas neste período, houve um grande aumento de casos em todo o Estado.

É bom lembrar que Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2019 com 29 mortes provocadas pela doença. Campo Grande e Dourados haviam registrado oito mortes cada. Em Três Lagoas foram mais três óbitos, seguido por Coxim, com dois casos confirmados. Maracaju, Ponta Porã, Corumbá, Costa Rica, Amambai, Miranda e Cassilândia registraram uma morte cada.

Durante todo 2019, o Estado registrou 66.634 notificações da doença, maior índice nos últimos seis anos, com 40.362 casos confirmados.

Os dados têm como foco apresentar o panorama da doença no período analisado, sendo um instrumento de auxílio para a elaboração de estratégias, ações e interlocuções entre as equipes técnicas.

O Presidente do COSEMS/MS, Rogério Santos Leite comentou que: "este é um trabalho incansável", onde são necessário ações educativas e preventivas o ano todo, mas infelizmente a intensidade das chuvas e a falta de comprometimento de parcela da população, que não mantém seus quintais limpos e acumulam focos em seus quintais, fez com que os casos aumentem demasiadamente.

Diz ainda que precisaremos de todo apoio possível: da sociedade, de empresários, instituições religiosas, da Marinha e do Exército, pois, essa é uma luta de todos. "Reforça a importância da interação de todas as Secretarias dos municípios para um maior sucesso neste combate".

Frisou que o COSEMS/MS vai solicitar a todos os Secretários Municipais de Saúde empenho neste combate ao Aedes Egypti e que os mesmos se empenham no repasse dos dados solicitados, para que tenhamos uma melhor avaliação das ações.

Sendo assim lembrar a todos os Secretários de Saúde que para a atualização dos dados, se faz necessária a inserção e encerramento oportuno das notificações por parte das fontes notificadoras no banco de dados oficial (SINAN ONLINE).

Vale lembrar que estes dados estão disponíveis no site da Vigilância em Saúde/SES: http://www.vs.saude.ms.gov.br/.

MINISTÉRIO DA SAÚDE AUTORIZA ABERTURA DE 1,4 MIL LEITOS DE UTI EM TODO O PAÍS.

O Ministério da Saúde ampliou em 39% (1.424) o número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), em relação a 2018, para atender casos mais graves de crianças e adultos nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a medida, foram zerados todos os pedidos de habilitação de leitos solicitados pelos estados em 2019, totalizando investimento de R$ 185,6 milhões. Com esse reforço, a população passou a contar com 23 mil leitos de UTI Adulto e Pediátrico em todo o país. São novas vagas para reforçar o atendimento nos serviços de urgência e emergência e nos hospitais especializados.

Os leitos de UTI são destinados a acolher diferentes públicos em estado grave com chances de sobrevida e que precisam de monitoramento constante (24 horas). Assim, dos 1.424 novos leitos, 729 são destinados a pacientes adultos, sendo 687 leitos de UTI e 42 em unidades coronarianas; e 695 voltados para o atendimento de crianças. Esse total está dividido em 142 novos leitos pediátricos, 159 neonatal, 287 em Unidade de Cuidados Intermediários Convencionais (UCINCo) e 107 em Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINCa).

Todas as cinco regiões do país foram contempladas. No Centro-Oeste, o Ministério da Saúde habilitou 99 leitos, sendo 56 do tipo adulto, 30 pediátrico, sete neonatal e seis unidades coronarianas. No Nordeste foram 297 leitos, das quais 221 adulto, 34 do tipo pediátrico, 20 neonatal, 10 unidades coronarianas, 47 em UCINCo e 32 em UCINCa. Já para o Norte, a pasta habilitou 190 leitos, sendo 105 do tipo adulto, 35 pediátrico, 24 neonatal, um em unidade coronariana e 20 UCINCo.

Na Região Sudeste foram 300 leitos de UTI, dos quais 184 são leitos adultos, 13 pediátricos, 78 neonatal, 25 coronarianos, 203 UCINCo e 67 UCINCa. Na região Sul foram habilitados 144 UTIs, sendo 121 do tipo adulto, 10 do tipo pediátrico, 13 neonatal, 17 UCINCo e oito UCINCa.

ABERTURA DE NOVOS LEITOS 

O funcionamento de novos leitos deve ser solicitado pelos gestores locais (estados e municípios). A habilitação e a liberação de recursos são feitas mediante apresentação de projetos, que são analisados pelo Ministério da Saúde. O gestor local também tem autonomia para ampliar o número de leitos com recursos próprios, a partir de sua avaliação em relação a demanda/necessidade X capacidade instalada de oferta assistencial.  Já a habilitação de leitos pelo Ministério da Saúde assegura recursos adicionais para o custeio do serviço.

Fonte: www.saude.gov.br  

SAÚDE MENTAL: INVESTIMENTO CRESCE 200% EM 2019

A assistência de pessoas com necessidade de tratamento e cuidados específicos em Saúde Mental tem sido tratada com prioridade pelo Ministério da Saúde. Em 2019, R$ 97 milhões foram investidos para fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Um aumento de quase 200% em relação ao ano de 2018, que contou com R$ 33 milhões. Os serviços realizados nessa área compreendem a atenção a pessoas com depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo, além de pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.

Com o aumento dos recursos em 2019, foi possível a habilitação de novos serviços, como 92 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 63 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), 181 leitos de saúde mental em hospitais, 5 Unidades de Acolhimento (AU) e mais 29 Equipes Multiprofissionais. Além das habilitações, também foram destinados recursos, por meio de parcelas únicas, para a estruturação e abertura de novos serviços, como 170 CAPS, 149 SRT, 21 UA e 308 leitos em hospitais.  

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS organiza e estabelece os fluxos para atendimento de pessoas com problemas mentais, desde os transtornos mais graves até os menos complexos. “Fechamos o ano de 2019 com aumento de 100% no número de serviços habilitados comparado ao ano de 2018. Isso representa a ampliação da oferta de serviço para atendimento aos portadores de transtornos mentais”, avaliou a coordenadora de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Maria Dilma Alves Teodoro.

O acolhimento das pessoas com algum transtorno mental e de seus familiares é fundamental para identificar as necessidades assistenciais, aliviar sofrimento e planejar intervenções medicamentosas e terapêuticas, se e quando necessárias, conforme cada caso. Os indivíduos em situações de crise podem ser atendidos em qualquer serviço da Rede de Atenção Psicossocial, formada por várias unidades com finalidades distintas, de forma integral e gratuita, pela rede pública de saúde.

Para 2020, a coordenadora de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Maria Dilma Alves Teodoro, espera um crescimento ainda maior dos serviços ofertados pelo SUS. “Considerando que após o recebimento do incentivo o gestor tem 90 dias para implementar e iniciar o funcionamento do serviço, e assim solicitar habilitação, a expectativa é que tenhamos um significativo crescimento de serviços em 2020. Neste ano também será feito o censo nacional dos estabelecimentos comunitários e ambulatoriais de Saúde Mental, visando avaliação para qualificação do cuidado e melhora das ações e serviços ofertados”, reforçou a coordenadora.

Conheça mais sobre cada serviço da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferecido pelo SUS:

Centros de Apoio Psicossocial (CAPS)

Os Centros de Atenção Psicossocial, nas suas diferentes modalidades, são pontos de atenção estratégicos da RAPS: serviços de saúde de caráter aberto e comunitário, constituído por equipe multiprofissional e que atua sobre a ótica interdisciplinar, realizando prioritariamente atendimento às pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. O SUS conta com 2.661 Centros de Atenção Psicossocial em todo o país.

Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT)

Os Serviços Residenciais Terapêuticos, também conhecidos como Residências Terapêuticas, são casas, locais de moradia, destinadas a pessoas com transtornos mentais incluindo usuários de álcool e outras drogas, que tiveram alta de internações psiquiátricas, mas não possuem suporte financeiro, social ou laços familiares que permitam a reinserção social.

Além disso, os SRTs também podem acolher pacientes com transtornos mentais que estejam em situação de vulnerabilidade pessoal e social, como, por exemplo, moradores de rua. Atualmente, 686 Serviços Residenciais Terapêuticos prestam atendimentos no país.

Unidades de acolhimento (UA)

Oferece cuidados contínuos de saúde, com funcionamento 24h/dia, em ambiente residencial, para pessoas com necessidade decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, de ambos os sexos, que apresentem acentuada vulnerabilidade social e/ou familiar e demandem acompanhamento terapêutico e protetivo de caráter transitório. O tempo de permanência nessas unidades é de até seis meses.  Ao todo, existem 65 Unidades de acolhimento no país.

Leitos em Hospital Geral

São serviços destinados ao tratamento adequado e manejo de pacientes com quadros clínicos agudos, em ambiente protegido e com suporte e atendimento 24 horas por dia. Apresentam indicação para tratamento nesses serviços pacientes com as seguintes características: incapacidade grave de autocuidados; risco de vida ou de prejuízos graves à saúde; risco de autoagressão ou de heteroagressão (agressão para o mundo exterior); risco de prejuízo moral ou patrimonial; risco de agressão à ordem pública. Assim, as internações hospitalares devem ocorrer em casos de pacientes com quadros clínicos agudos, em internações breves, humanizadas e com vistas ao seu retorno para serviços de base aberta. Hoje, são ofertados 1.622 leitos em 305 hospitais gerais no país.

Equipes Multiprofissionais

As Equipes Multiprofissionais são formadas por médico psiquiatra, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, enfermeiro e outros profissionais que atuam no tratamento de pacientes que apresentam transtornos mentais. As equipes devem prestar atendimento integrado e multiprofissional, por meio de consultas.

Funcionam em ambulatórios gerais e especializados, policlínicas e/ou em ambulatórios de hospitais, ampliando o acesso à assistência em saúde mental para pessoas de todas as faixas etárias com transtornos mentais mais prevalentes, mas de gravidade moderada, como transtornos de humor, dependência química e transtornos de ansiedade, atendendo às necessidades de complexidade intermediária entre a atenção básica e os CAPS. Atualmente, os serviços possuem 29 Equipes Multiprofissionais no país.

 

Fonte: www.saude.gov.br  

ATENÇÃO GESTORES: CONFIRA A LISTA ATUALIZADA DE MUNICÍPIOS QUE AINDA NÃO SOLICITARAM ADESÃO AO PROGRAMA “INFORMATIZA APS”.

Confira a lista com o cenário atual de solicitações de custeio de manutenção (até 07/01/2020) com a listagem das equipes que são informatizadas e ainda não solicitaram adesão ao programa. São mais de 4 mil equipes que podem solicitar o custeio do recurso e ainda não fizeram solicitação. Este custeio está diretamente envolvido com o novo financiamento da Atenção Primária à Saúde e é um pleito antigo dos municípios.

Clique aqui e confira o detalhamento por municípios e equipes de ESF elegíveis 

Confira abaixo o resumo das adesões por equipes e UF:

 
UF Elegível
(Não solicitaram)
Homologado Indeferido Solicitado Total Geral
AC 4 63   4 71
AL 30 147   63 240
AM 48 105   103 256
AP 1       1
BA 188 945   377 1.510
CE 51 668   156 875
DF 2 353   17 372
ES 141 276   70 487
GO 145 721   269 1.135
MA 14 171   35 220
MG 332 2.743   937 4.012
MS 148 183   173 504
MT 105 496   49 650
PA 50 120   59 229
PB 5 493 1 28 527
PE 126 885   143 1.154
PI 39 489   54 582
PR 275 1.378 1 416 2.070
RJ 48 1.339 1 137 1.525
RN 24 297   19 340
RO 120 121   70 311
RR   54     54
RS 524 1.091   422 2.037
SC 295 1.078   454 1.827
SE 17 18   122 157
SP 1.497 1.694   942 4.133
TO 42 273   113 428
Total Geral 4.271 16.201 3 5.232 25.707
 

Solicitado: Enviada a solicitação de homologação e aguardando publicação de portaria;
Homologadas: Homologação publicada em Portaria (valores já recebidos pelos Fundos Municipais de Saúde);
Elegível: ESF elegível e não solicitada homologação pelo município (municípios a serem abordados para realizarem a solicitação)
Indeferidas: Solicitação não aceita por inadequação da ESF em questão.

Em dezembro de 2019 mais de 16 mil equipes receberam R$ 56.569.600,00 reais referentes aos meses de novembro e dezembro de 2019 do “Informatiza APS” (confira abaixo os valores por UF).

Valores recebidos pelos municípios homologados (novembro e dezembro 2019):

UF  $$$ Novembro e dezembro
AC  R$                                      212.000,00
AL  R$                                      513.200,00
AM  R$                                      391.800,00
BA  R$                                  3.496.600,00
CE  R$                                  2.296.800,00
DF  R$                                  1.132.200,00
ES  R$                                      964.000,00
GO  R$                                  2.542.200,00
MA  R$                                      594.800,00
MG  R$                                  9.661.000,00
MS  R$                                      656.400,00
MT  R$                                  1.835.600,00
PA  R$                                      451.800,00
PB  R$                                  1.753.400,00
PE  R$                                  3.051.800,00
PI  R$                                  1.775.800,00
PR  R$                                  4.797.600,00
RJ  R$                                  4.363.600,00
RN  R$                                  1.050.400,00
RO  R$                                      428.600,00
RR  R$                                      166.600,00
RS  R$                                  3.784.600,00
SC  R$                                  3.767.400,00
SE  R$                                        69.600,00
SP  R$                                  5.795.600,00
TO  R$                                  1.016.200,00
Total Geral  R$                                56.569.600,00
 

 

Confira abaixo algumas perguntas e respostas sobre o tema:

– Quem já está informatizado tem que aderir ao programa para recebimento do custeio?
Sim. De acordo com entendimento jurídico é necessário a formalização dos gestores para recebimento do recurso de custeio. Sendo que é extremamente simples a rotina dentro de adesão dentro do e-Gestor AB mediante acesso com o perfil “InformatizaAPS”.

– O que está sendo considerado como equipe elegível (informatizada) apara este custeio?
Conforme inciso 1º do artigo nº 504-C da portaria que instituiu o programa, são consideradas informatizadas as equipes que enviaram informações via sistema de prontuário eletrônico, seja ele o PEC do e-SUS AB ou sistema terceirizado que atende as exigências de envio da informação nas ultimas três competências de informações processadas pelo SISAB.

– Tenho equipes que não estão aparecendo para seleção de adesão ao custeio, por que isso está ocorrendo?
Significa que esta equipe não está elegível para adesão, ou seja, não enviou informação mediante sistema de prontuário eletrônico nas ultimas três competências do sistema.– Se uma equipe começar a enviar informação via sistema de prontuário eletrônico a partir de agora o município poderá receber este tipo de recurso futuramente?
Sim. A medida que as informações forem sendo atualizadas a lista de equipes elegíveis também será atualizada e a adesão será possibilitada. A portaria de homologação para o custeio dependerá de disponibilidade orçamentária por parte do Ministério da Saúde.

– Este tipo de recurso para custeio da AB nos municípios possui interface com a proposta de novo método de financiamento recentemente aprovada?Sim. O Informatiza APS está dentro dos três incentivos prioritários federais, sendo que nas simulações de valores está recurso está sendo considerado apenas para aqueles municípios que já possuem equipes informatizadas, ou seja, que possuem equipes elegíveis.

– Quais são os valores a serem desembolsado pelo Ministério da Saúde para o custeio da Informatização?
Conforme a Portaria publicada os valores são alocados de acordo com a tipologia urbana-rural, do IBGE, do município que fez a adesão, sendo os valores os seguintes as Equipes de Saúde da Família – ESF:

R$ 1.700,00 reais mensais, por equipe, para os municípios classificados como Urbanos e Intermediários adjacentes; R$ 2.000,00 reais mensais, por equipe, para os municípios classificados como Intermediários remotos e rurais adjacentes; R$ 2.300,00 reais mensais, por equipe, para os municípios classificados como rurais remotos. Para as equipes de atenção primária – EAP, futuramente credenciadas pelo Ministério da Saúde, os valores de custeio da informatização serão correspondentes a carga horária semanal das equipes, equivalendo a 50% ou 75% dos referidos valores mensais.

– Em que poderá ser utilizado o recurso de custeio a ser recebido pelo município?
Em qualquer ação da atenção básica no território de acordo com o orçamento municipal. São exemplos de utilização: aluguel de equipamentos como computadores, impressoras, tablets, pagamento de link de internet para as UBS, pagamentos de mão de obra especializada para fomento da informatização, pagamento de folha de pessoal afeto as atividades da atenção básica, pagamentos de softwares que viabilize a informatização, compra de insumos para a atenção básica, entre outros.

– O meu município já está informatizado, sendo que utilizamos o sistema e-SUS AB e implantamos com equipe própria do município. Preciso contratar algum sistema ou serviço para recebimento deste custeio.
Não. É autonomia do gestor contratar serviços ou não. O Ministério da Saúde exige apenas a informação enviada, com qualidade, via sistema de prontuário eletrônico. É autonomia do gestor local contratar serviços, ou não, para esta implementação no território.

– Qual a diferença dos municípios do Estado de Alagoas nesta estratégia, já que tal Estado é o piloto nacional?
A Portaria GM/MS nº 2.984/2019 dispõe sobre o piloto no Estado de Alagoas. Tal portaria institui pagamento em parcela única de recurso para apoio aos municípios que aderirem ao programa. Tal valor varia de R$ 8.500,00 a R$ 11.500,00 reais por Unidade Básica de Saúde – UBS aderida. Tal recurso visa apoiar o início da informatização em UBS não informatizadas. As UBS com equipes já informatizadas no Estado de Alagoas farão jus ao recebimento de custeio por ESF ou EAP previstos na Portaria GM/MS nº 2.984/2019. Além de tais recursos financeiros, o Estado piloto contará com apoio técnico para implantação da Rede Nacional de Dados – RNDS.

– Equipes de meu município não apareciam como elegíveis e agora estão aparecendo. O que está acontecendo?
Conforme rege a Portaria do InformatizaAPS a lista de elegíveis é atualizada a cada mês mediante ao processamento das competências de envio das informações via SISAB. Recentemente foram processadas as informações da competência de novembro de 2019, caso o município tenha enviado informações de equipes via PEC que antes não possuíam informações neste modelo ela passará a ser considerada elegível.

– A equipe de meu município não possui PEC e foram enviadas algumas informações neste formato pois o município fez alguns testes em alguns dias visando implementar futuramente o PEC. Acontece que por ter enviado informações neste formato a equipe passou a ser considerada elegível, o que fazer?
Neste caso o município pode aderir, ou não, dependendo do seu planejamento de implantação do PEC. Os critérios para manutenção dos recursos de custeio do InformatizaAPS estão publicados em nota técnica do MS: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/nota_tecnica_informatiza_aps.pdf

As informações podem ser acessadas no link: http://aps.saude.gov.br/ape/informatizaaps

 

Confira o vídeo #parasabermais sobre o Informatiza APS:

Parte 1: onde encontrar informações?
Parte 2: como fazer a adesão?

 

Fonte: www.conasems.org.br