MINISTÉRIO DA SAÚDE ESTENDE TRATAMENTO PARA TODOS COM HIV

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou na manhã deste domingo (1º), no Rio de Janeiro, que todos os adultos com testes positivos de HIV, mesmo que não apresentem comprometimento do sistema imunológico, terão acesso aos medicamentos antirretrovirais contra a aids pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida integra o novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids e é uma dasações do Ministério da Saúde que marca o Mundial de Luta contra a Aids, celebrado hoje. A portaria será publicada nesta segunda-feira (2) no Diário oficial da União. Atualmente, além do Brasil, apenas França e Estados Unidos ofertam medicamento antirretroviral aos pacientes soropositivos, independente do estágio da doença.
 
A oferta com antirretrovirais é uma medida inovadora, com impacto na saúde individual porque garante a melhoria da qualidade de vida das pessoas infectadas pelo HIV e reduz a transmissão do vírus. Isso porque a pessoa em tratamento com antirretrovirais, ao diminuir a carga viral, reduz a propagação do HIV “Com as novas medidas, o Brasil se torna o primeiro país no mundo a implantar o tratamento como prevenção em um sistema de saúde pública”, afirmou Padilha, durante a cerimônia. 
 
Na ocasião, o ministro anunciou também a oferta pelo SUS, aos pacientes com HIV, da dose tripla combinada, o chamado três em um. “Este medicamento será disponibilizado como tratamento inicial para as pessoas com o HIV. Nossa meta é ofertar, em um primeiro momento, para dois estados: Rio Grande do Sul, por ter uma das maiores taxas de detecção do país, epara o Amazonas, que tem uma das maiores taxas de mortes por aids em relação aos casos registrados no estado”, justificou o ministro, ressaltando que, posteriormente,será disponibilizado aos demais estados do país. 
 
PREVENÇÃO INOVADOR -Além de lançar o novo protocolo, com a nova estratégia de tratamento e de prevenção, o Ministério da Saúde também dará início a um estudo inédito no País para o uso de tecnologias de prevenção inovadoras, como a Profilaxia Pré-Exposição (PREP). O estudo será realizado no Rio Grande Sul, como projeto piloto, e integra as ações previstas no termo de cooperação técnica, entre o Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, assinado neste domingo. 
 
A ideia é introduzir nos Serviços de Assistência Especializada (SAE) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) a Profilaxia Pré-Exposição e expandir para a atenção básica a Profilaxia Pós Exposição (PEP), que já é oferecida no SUS desde 2010, nos SAE. O estudo, que será realizado em um primeiro momento no Rio Grande do Sul, terá prazo de um ano e deve ser iniciado no primeiro trimestre de 2014.  
 
A PREP será usada como estratégia de intervenção para a prevenção da transmissão entre populações prioritárias- homens que fazem sexo com homens, gays, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e em situação de rua. A PREP é o uso diário de antirretrovirais em pessoas não infectadas, mas que estão emrisco muito elevado de infecção pelo HIV, de forma a bloquear a aquisição do vírus.
 
A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma medida de prevenção que consiste no início do uso de medicamentos até 72 horas decorridas de uma provável exposição ao vírus HIV e já é utilizada, basicamente, em duas situações: em casos de risco de contaminação por HIV de profissionais de saúde na atividade laboral, devido a acidentes, e em casos de relações sexuais para reduzir o risco de transmissão do HIV, quando ocorre falha nas medidas de prevenção.  
 
NOVO PROTOCOLO – Desde o início da oferta do antirretroviral no SUS, há 17 anos, 313 mil pessoas foram incluídas no tratamento. Com o novo protocolo, o Ministério da Saúde irá disponibilizar os medicamentos a mais 100 mil pessoas, apenas em 2014.  Isso significa um aumento de 32% no número de pacientes vivendo com HIV com acesso ao antirretroviral. 
 
A expansão da oferta do tratamento foi acompanhada pelo fortalecimento da produção nacional de medicamentos. Atualmente, o Brasil fabrica metade dos 20 medicamentos ofertados pelo SUS, tendo incorporado, nos últimos dois anos, duas novas drogas – tipranavir e maraviroque.
 
O investimento federal no combate à epidemia de aids e para as demais doenças sexualmente transmissíveis chegou a R$ 1,2 bilhão em 2013, sendo cerca de R$ 770 milhões para custear a oferta dos medicamentos. Há 10 anos, a verba era quase metade disso: R$ 689 milhões, dos quais R$ 551 milhões destinados ao tratamento.
 
Além disso, a rede de assistência conta hoje com 518 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), 712 Serviços de Assistência Especializada (SAE) e 724 Unidades de Distribuição de Medicamentos (UDM). Gradualmente as Unidades Básicas de Saúde estão sendo incorporadas na atenção de casos menos complicados. 
 
Com a assinatura e publicação da portaria no Diário Oficial nesta segunda-feira (2), o novo tratamento para adultos com HIV positivo passa a valer em todo o território nacional. O paciente poderá iniciar o tratamento logo após a confirmação da presença do vírus no organismo. A medida amplia a qualidade de vida da pessoa em tratamento e reduz a possibilidade de transmissão do vírus. Dados de estudos internacionais evidenciam que o uso precoce de antirretrovirais diminui em 96% a taxa de transmissão do HIV.
 
Cooperação – O termo de cooperação entre o governo do Estado do Rio Grande do Sul e a União define ações coordenadas para responder à situação de epidemia do HIV/aids do estado. Além do tratamento como prevenção, PREP e PEP, o documento estabelece outras metas, como a redução dos óbitos por aids e por co-infecções com a tuberculose e hepatites virais; as ações de prevenção para populações vulneráveis eo aumento da capacidade e eficiência dos serviços de saúde. 
 
Todas estas metas serão estabelecidas em um plano de ação, que será elaborado por um grupo de especialistas da área, sob a coordenação do professor de epidemiologia da Faculdade de Medicina da UFRGS, Ricardo Kuchenbecker. O grupo deverá apresentar as conclusões no prazo de 30 dias, após assinatura do Termo de Cooperação. 
 
CAMPANHA – Com o slogan “Para viver melhor, é preciso saber”, a campanha nacional incentiva o diagnóstico rápido. É composta por vídeos para TV e web e peças gráficas dirigidas, especificamente, a determinadas populações prioritárias, como gays, travestis, gestantes e profissionais do sexo. O objetivo é incentivar o diagnóstico de HIV, como primeiro passo para tratamento e prevenção.
 
Pela primeira vez, o Ministério da Saúde lança um vídeo interativo, exclusivo para as redes sociais. O tema do filme é ajudar as pessoas a decidirem pela realização do teste. A campanha tem o desafio de desmistificar o teste de aids e incluí-lo na rotina do atendimento de todas as pessoas que têm vida sexual ativa. 
 
RIO DE JANEIRO – Durante a cerimônia, o Ministroda Saúde entregou ao estado do Rio de Janeiro a primeira Unidade de Testagem Móvel (UTM) do país, com capacidade para realizar cerca de 1.700 testes rápidos por mês. Todos os estados da federação irão receber unidades móveis para diagnósticos de HIV. O caminhão irá possibilitar a realização de testagem móvel em locais de difícil acesso e grandes mobilizações populares.
 
“Este tipo de unidade móvel é muito importante por facilitar a busca dos grupos vulneráveis. Com estesveículos, estaremos nos locais onde se encontram as populaçõesprioritárias para oferecer, não apenas o diagnóstico, como outras medidas de prevenção”, observou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Segundo o secretário, integrantes destes grupos, muitas vezes, deixam de procurar atendimento em uma unidade de saúde por medo do preconceito das pessoas. “A utilização de UTM é uma das formas de enfrentar este problema”, ressaltou. 
 
TESTE RÁPIDO – Nos últimos anos, o Ministério da Saúde tem incentivado o diagnóstico, principalmente pelo uso do teste rápido. Iniciado em larga escala em 2005, com cerca de 500 mil testes distribuídos, o Ministério elevou esse número em mais de 600%, com a distribuição de 3,2 milhões de testes, até outubro deste ano.
 
Com a mesma confiabilidade do tradicional, o teste rápido exige apenas uma gota de sangue do paciente e fica pronto em cerca de 30 minutos. O exame é 100% nacional desde 2008, produzido pela Biomanguinhos/Fiocruz e pela Universidade Federal do Espírito Santo. 
 
Atualmente,518 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), no país, disponibilizam o teste rápido anti-HIV, além de oferecer aconselhamento sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida. O teste rápido também é oferecido nas maternidades públicas, nos serviços especializados eem mais 60% das Unidades Básicas de Saúde (UBS). 
 
Boletim Epidemiológico – A epidemia de aids no Brasil é considerada como concentrada porque, apesar de uma prevalência do HIV baixa, na população em geral (0,4%), em alguns grupos prioritários – homens que fazem sexo com homens, gays, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas – ela pode ser maior que 10%. A taxa de detecção tem se apresentado estável, nos últimos anos, em torno de 20 casos de aids a cada 100 mil habitantes, o que representa cerca de 39 mil casos novos da doença ao ano. 
 
O coeficiente de mortalidade por aids vem reduzindo no Brasil nos últimos 10 anos. Em 2003, era de 6,4 casos por cada 100 mil habitantes, caindo 5,5 por 100 mil habitantes em 2012. Entretanto, esta tendência não é observada nas regiões Norte e Nordeste, que apresentam aumento ao longo deste período. Do total de óbitos por aids no Brasil, até o ano passado, 190.215 (71,6%) ocorreram entre homens e 75.371 (28,4%) entre mulheres. 
 
“A aids continua como um problema de saúde no Brasil. Embora,  em termos nacionais a epidemia esteja estabilizada, existem diferenças regionais. Diante desta situação, estamos cada vez mais empenhado na adoção de medidas que contribuam para a reverter este quadro”, afirmou o diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, após encerramento da cerimônia, no Rio de Janeiro.
 
Estimativas indicam que, atualmente, cerca de700 mil pessoas podem estar infectadas com o HIV, sendo que cerca de 150 mil desconhecem esta situação. O não conhecimento da sorologia é hoje um dos desafios a serem enfrentados no combate à doença no país.
 
Nos últimos 10 anos, há uma tendência de queda na proporção de casos por transmissão vertical na faixa etária de menores de cinco anos. Em 2012, esses casos representaram 41,8%, sendo que em 2003 esses números representavam 63,8% desses casos. 
 
Em 2003, foram detectados 913 casos nessa faixa etária, com taxa de 5,3 por 100 mil habitantes. No ano de 2012, foram registrados 475 casos, com taxa 3,4 por 100 mil habitantes, ou seja, uma redução de 36% na taxa de detecção. Importante ressaltar que esse indicador tem sido utilizado para monitorar a taxa de transmissão vertical do HIV (mãe para filho) em menores de cinco anos. 
 
Dentre as cinco regiões do país, nos últimos 10 anos, observa-se uma diminuição de 18,6% na taxa de detecção na Região Sudeste (de 24,7, em 2003, para 20,1, em 2012) e de 0,3% na Sul (de 31,0 para 30,9). Todas as outras regiões apresentaram aumento, sendo 92,7% na Região Norte, 62,6% na Nordeste, 6,0% na Centro-Oeste. Este cenário sinaliza uma estabilização dos casos de aids no país. 
 
O Rio Grande do Sul é o estado que apresenta a maior taxa de detecção, desde 2005. O estado de Santa Catarina ocupou a segunda posição nos últimos dois anos. Em 2012, a taxa de detecção do Rio Grande do Sul foi de 41,4 e de Santa Catarina 33,5 para cada 100 mil habitantes.
 
Entre as capitais brasileiras, Porto Alegre e Florianópolis continuam liderando a classificação por taxa de detecção de casos de aids, ocupando os dois primeiros lugares, desde 2006, com 93,7 e 57 casos de aids a cada cem mil habitantes respectivamente para 2012.
Fonte: www.saude.gov.br

MINISTÉRIO DA SAÚDE INVESTIRÁ R$ 80 MILHÕES POR ANO EM BANDA LARGA NAS UBS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou na manhã desta sexta-feira (29), em São Paulo, investimentos na infraestrutura tecnológica das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país durante reunião com cerca de 60 empresários que compõem a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). Está prevista para a próxima semana a finalização do pregão eletrônico que vai levar internet banda larga para 12.372 UBS, com estimativa de investimento de cerca de R$ 80 milhões por ano. O encontro será realizado no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na capital paulista.

O pregão, realizado em parceria com o Ministério das Comunicações, vai licitar cinco lotes de conexão de banda larga – quatro de conexões terrestres e uma de conexão por satélite. A iniciativa vai beneficiar as UBS que aderiram ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ), que induz a ampliação do acesso e a melhoria da qualidade da atenção básica.

“São mais de três mil municípios que vão receber do Ministério da Saúde a garantia ao acesso à internet banda larga. Essas cidades já acessam recursos do governo para melhoria da estrutura física de suas unidades e, agora, com esse pregão, vamos investir também em ferramentas de comunicação importantes para a organização e qualidade do atendimento”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Até terça-feira, o resultado do pregão será homologado. As empresas vencedoras têm até dois dias para apresentar o plano de trabalho. O acesso à banda larga poderá impactar na qualidade e organização do atendimento a partir da conectividade, que garantirá o acesso ágil a ferramentas importantes como o prontuário eletrônico, que reúne todo o histórico de atendimento dos pacientes.

A oferta de conexão banda larga àsUBS vai possibilitar também acesso mais rápido ao Portal de Saúde do Cidadão, onde são registradas informações individualizadas sobre internações, atendimentos ambulatoriais de alta complexidade e cirurgias – dados de divulgação restrita aos pacientes, que poderão liberá-los a médicos por quem estejam sendo acompanhados. Além disso, as unidades poderão consultar e incluir informações no Sistema de cadastramento dos usuários do SUS (CADSUS WEB), para cadastramento e consulta de informações de identificação dos usuários do SUS, possibilitando a emissão do número do Cartão Nacional de Saúde.

Além disso, será disponibilizado gratuitamente a todos os municípios o software público E-SUS Atenção Básica (E-SUS AB), capaz de organizar a gestão do funcionamento das unidades básicas. A plataforma, desenvolvida a partir de convênio entre o Ministério da Saúde e a Universidade Federal de Santa Catarina, implanta o prontuário eletrônico, que reunirá, sem necessidade de papel, todo o histórico de atendimento dos pacientes.

O investimento em tecnologia da informação nas UBS faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, do qual faz parte também o Programa Mais Médicos. As iniciativas que integram o pacto visam acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país.

LICITAÇÃO –As empresas vencedoras no processo de licitação para ofertar banda larga nas UBS do SUS deverão apresentar um detalhamento da proposta que será analisada pelo Ministério das Comunicações. Só após análise, os contratos serão homologados e terão sua vigência iniciada. A estimativa é que os contratos para conexão terrestre tenham a duração de três anos, enquanto o contrato para conexão por satélite terá prazo de quatro anos. O custo mensal do Ministério da Saúde será em torno de R$6,9 milhões por mês para as 12.372 UBS. Cabe a cada UBS aderir à conexão por banda.

Para serem contempladas pela iniciativa, as UBS deverão informar ao Ministério da Saúde o interesse na conexão que será fornecida pela pasta. O prazo de implantação é de um ano e a estimativa é que até o final de 2014 todas as conexões tenham sido implantadas.

INOVAÇÃO – Durante o evento da MEI, o ministro Padilha realizou palestra sobre as políticas de desenvolvimento do complexo industrial da saúde como modelo de política de inovação para o país. O grupo que compõe a MEI –coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e liderado pelo Comitê de Líderes Empresariais, formado por presidentes de grandes empresas e membros do governo –discute bimensalmente estratégias inovadoras das empresas brasileiras e políticas de apoio entre a iniciativa privada e o setor público.

O Ministério da Saúde tem realizado diversas iniciativas de estímulo à inovação. Para estimularo desenvolvimento tecnológico no Brasil, tem investido em Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com a indústria farmacêutica, que envolve a transferência de tecnologia entre laboratórios privados e públicos para a produção nacional de produtos estratégicos ao SUS. Até o momento, há 88 PDPs articuladas pelo Ministério, que compreendem 77 produtos, sendo: 64 medicamentos, sete vacinas, quatro produtos para saúde e quatro de P&Ds.

Fomentar o desenvolvimento de projetos de inovação no setor de equipamentos e tecnologia em saúde também se tornou uma prioridade para o Ministério da Saúde. Em abril, foi lançado o Plano de Apoio à Inovação Tecnológica no Setor de Equipamentos Médicos e Tecnologias para Saúde,- Inova Saúde, que envolve R$ 2 bilhões de recursos. Realizado em parceira com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Plano vai selecionar os melhores projetos que envolvem produtos prioritários para o SUS.

Por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério da Saúde também tem trabalhado para modernizar o registro de novos produtos para reduzir o tempo de aprovação de produtos inovadores e importantes para a saúde da população. Uma das novidades é a criação do Sistema de Registro Eletrônico de Medicamentos, que reduzirá em até 40% o tempo de análise. Outra medida, que dará celeridade ao processo, é a realização de concurso público para o aumento no quadro de servidores na agência, que prevê a contratação de 314 servidores. A medida dobra o pessoal disponível para a inspeção e registro de medicamentos e produtos analisados pela Agência.

Fonte: www.saude.gov.br

MAIS MÉDICOS: ABERTA A 3ª ETAPA

Está aberta a terceira etapa do Programa Mais Médicos. O Ministério da Saúde publicou nesta quinta-feira (28) edital de chamamento dos profissionais em portaria divulgada no Diário Oficial da União. Os interessados deverão se inscrever no site maismedicos.saude.gov.br. Para formados no Brasil, a inscrição vai até 9 de dezembro. Médicos com registro profissional em outros países devem anexar ao formulário os documentos validados pelos consulados até o dia 13. 

Estarão disponíveis para o preenchimento de vagas nesta etapa todos os municípios que ainda não receberam nenhum profissional do Mais Médicos. Até o momento, dos 4.025 municípios e 25 distritos indígenas que aderiram ao programa, 1.099 cidades e 19 distritos indígenas contam com profissionais em atividade. 

As regiões mais carentes do país, prioritárias para o programa, como as de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo e muito baixo, as localizadas no Semiárido, comunidades quilombolas, Vale do Jequitinhonha/Mucuri em Minas Gerais, no Médio Alto Uruguai no Rio Grande do Sul e no Vale do Ribeira em São Paulo, já contam com pelo menos um profissional do Mais Médicos. Com o novo edital, as cidades que aderiram à iniciativa terão até o dia 9 de dezembro para atualizar informações no sistema. 

REGRAS –  Assim como na primeira e na segunda etapa do programa, os médicos com registros do Brasil têm prioridade no preenchimento dos postos. Entre os profissionais formados no exterior, só podem participar aqueles com autorização para livre exercício da Medicina em país que tenha relação médico por habitante superior à do Brasil (1,8 por 1 mil). Os estrangeiros somente serão chamados a ocupar os postos não preenchidos pelos brasileiros.

Médicos que participam do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) ou que fazem residência médica em instituição de educação superior precisam se desligar desses programas caso decidam participar do Mais Médicos. 

Os participantes do programa recebem bolsa no valor líquido de R$ 10 mil por mês, além de ajuda de custo para instalação nos municípios onde ficarão por três anos. Todos os participantes têm isenção de 27,5% por mês de imposto de renda, licença maternidade/paternidade, trinta dias de descanso remunerado. Os municípios são responsáveis pela alimentação e moradia dos selecionados. 

Para garantir que o Mais Médicos amplie o atendimento à população, os profissionais do programa só poderão ser inseridos em novas equipes de atenção básica ou naquelas em que há falta de médicos. 

BALANÇO – O Mais Médicos conta atualmente com 3.663 médicos (819 brasileiros e 2.844 estrangeiros) atuando em 1.118 localidades do país, sendo 1.099 municípios e 19 Distritos Especiais Indígenas (DSEIs). A partir de sábado (30), esse número se somará a outros três mil profissionais cubanos participantes da segunda etapa do programa por meio da cooperação técnica com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) que estavam realizando curso de acolhimento e avaliação. 

Com esse reforço, ao final de 2013, o Programa Mais Médicos contará com 6,6 mil médicos, permitindo que mais de 22 milhões de pessoas passem a ter acesso à assistência em saúde básica. A meta do Governo Federal é atender 13 mil vagas até março de 2014. 

Lançado em 8 de julho pelo Governo Federal, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país.

Fonte: www.conasems.org.br

SAÚDE DESTINA R$ 82,4 MILHÕES AOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS

O Ministério da Saúde irá investir R$ 82,4 milhões em hospitais universitários por meio do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (Rehuf). O valor publicado na Portaria No. 2.759 em 19/11 faz parte do total de R$ 560 milhões aprovado em 2013 para a reestruturação das unidades. Ao todo, 29 hospitais universitários serão beneficiados com o recurso, que poderá ser investido em obras, modernização e custeio de procedimentos hospitalares.

O recurso do REHUF é adicional, complementando outras fontes de financiamento dos hospitais, dando apoio às atividades das unidades. Em 2012, o Ministério da Saúde repassou 541 milhões aos hospitais universitários. O aporte financeiro é destinado para o aprimoramento e qualidade dos serviços prestados à população e do ensino para os alunos de graduação e pós-graduação na área da saúde.

Os hospitais universitários são vinculados às instituições de ensino superior do Ministério da Educação. O Ministério da Saúde repassa, além do financiamento do Rehuf, recursos para o custeio dos serviços prestados à população nas unidades, entre outros incentivos.

Hospitais universitários beneficiados:

Estabelecimentos

 Valor

Universidade Federal De Alagoas

2.613.862,95

Universidade Federal do Amazonas

4.617.203,49

Universidade Federal da Bahia – Hospital Prof. Edgard Santos

6.137.911,29

Universidade Federal da Bahia – Maternidade Climério de Oliveira

1.173.944,13

Universidade Federal do Ceará – Hospital Universitário Walter Cantídio

2.661.980,20

Universidade Federal do Ceará – Maternidade Escola Assis Chateaubriand

1.012.179,42

Universidade de Brasília – Hospital Universitário Brasilia

4.547.724,28

Universidade Federal do Espírito Santo – Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes

4.352.501,87

Universidade Federal de Goiás – Hospital das Clínicas

2.529.710,79

Universidade Federal do Maranhão – Hospital Universitário

6.550.863,24

Univ. Federal de Minas Gerais – Hospital das Clínicas

5.563.481,99

Univ. Federal de Juiz de Fora – Hospital Universitário

2.068.617,46

Univ. Federal do Triângulo Mineiro – Hospital Escola

2.861.797,70

Univ. Federal do Mato Grosso do Sul – Hospital Univ. Maria Aparecida Pedrossian

2.727.219,42


Universidade Federal  da Grande Dourados- Hospital Universitário
 
1.360.910,84

Univ. Federal do Mato Grosso – Hospital Universitário Júlio Müller

2.868.879,91

Univ. Federal da Paraíba – Hospital Universitário Lauro Wanderley

3.237.447,70

Universidade Federal de Pernambuco – Hospital das Clínicas

3.491.344,62

Universidade Federal do Piauí – Hospital Universitário

2.997.012,95

Universidade Federal do Paraná – Hospital de Clínicas

4.629.052,82

Univ. Federal do Rio de Janeiro – Clementino Fraga Filho

3.579.888,24

Univ. Federal do Rio de Janeiro – Maternidade Escola

82.825,00

Univ. Federal do Rio de Janeiro – Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira

535.685,00

Univ. Federal do Rio Grande do Norte – Hospital Universitário Onofre Lopes

2.409.944,99

Univ. Federal do Rio Grande do Norte – Maternidade Escola Januário Cicco

2.024.358,84

Univ. Federal do Rio Grande do Norte – Hospital Universitário Ana Bezerra

506.089,71

Universidade Federal de Pelotas – Hospital Escola

2.225.899,54

Univ. Federal de Santa Maria – Hospital Universitário

1.186.706,62

Universidade Federal de Sergipe – Hospital Universitário

1.894.413,24

Total Geral: 29

82.449.458,25

Fonte: www.saude.gov.br

VIGILÂNCIA SANITÁRIA MUNCIPAL NO BRASIL

Acesse o informe preliminar da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre o perfil da vigilância sanitária municipal no Brasil.

ACESSE AQUI.

FONTE: www.conasems.org.br/


PRORROGADAS AS INSCRIÇÕES PARA TUTORES DO CURSO EM EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SÁUDE

Seguem informações complementares referentes a inscrição de Profissionais para participar do processo seletivo para tutores do curso de Especialização em Educação Permanente em Saúde – EPS em Movimento:
INSTITUIÇÃO EXECUTORA: Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
DO CURSO
Trata-se de um curso para formar 6.000 especialistas para atuar nas 435 regiões de saúde. O curso traz uma proposta inovadora no campo da educação em saúde. A ideia é reconhecer e dar visibilidade ao que está sendo produzido nos territórios nas diferentes linhas de cuidado e buscar a potencialização dessas experiências. A aposta está focada na formação de reconhecedores da Educação Permanente em Saúde, abrindo a possibilidade de um agir cooperativo com quem já faz e estimulando outras formas de fazer. A proposta de iniciar o trabalho explorando a capacidade que já existe em cada um de cartografar territórios, ou seja, de captar sinais e afetações produzidas nos encontros no cotidiano do trabalho, nas relações com as comunidades.
TUTORES: O curso contará com 600 tutores, que serão selecionados para atuarem nas   435 Regiões de Saúde do país . A formação dos tutores · A formação dos tutores será realizada pelos Orientadores de Aprendizagem que já compõe a equipe que elaborou o curso e material didático. A formação dos tutores será na modalidade semipresencial e obedecerá a critérios exigidos pelo Sistema Educacional para a aquisição do título de Especialista.
O início da formação dos tutores acontecerá no período de 27/01 a 1º/02/2014, com previsão de término da 1ª etapa em Abril/2014. A formação continuará durante o exercício da tutoria
 O tutor deverá ter a disponibilidade de 8 horas semanais entre presencial e EAD. A exigência de dispor de 8 horas semanais, inclui a atividade de mobilizações locorregionais.
Os encontros presenciais serão informados previamente devendo o tutor se comprometer a participar pelo tempo necessário, ainda que exceda às 8h semanais.
 Ao final do curso o tutor receberá o título de especialista (formação inicial + continuada ao longo do projeto).
· O tutor receberá uma bolsa no valor de R$ 1.200,00 durante o período de 10 meses, que corresponde ao tempo de duração do curso EPS Em Movimento.
 SOBRE O PROCESSO DE SELEÇÃO
Os profissionais interessados, que atenderem aos critérios, deverão se inscrever no FormSUS    http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=13057
ATENÇÂO: a) O período de inscrição foi prorrogado e finaliza no dia 28 de novembro de 2013.
                      b)    O processo de seleção será de responsabilidade compartilhada entre a SES( Coordenação Educação Permanente em Saúde) COSEMS (Representante do Núcleo de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do CONASEMS) e Representação do DEGES/SGTES
INSCRIÇÃO DOS ALUNOS
·         O período de identificação e inscrição dos 6.000 alunos será divulgado posteriormente.
 MODALIDADE E DURAÇÃO DO CURSO: O curso de especialização será oferecido na modalidade semipresencial .

Fonte: www.saude.ms.gov.br

CURSO EAD DE PROMOÇAO DA SAÚDE – PRORROGAÇÃO DE INSCRIÇÕES

Foi lançado o edital de seleção de alunos para a 5ª edição do Curso de Extensão para Gestores do SUS em Promoção da Saúde com Enfoque no Programa Academia da Saúde. 

São disponibilizadas 600 vagas. Podem se inscrever profissionais de nível superior, efetivos ou temporários, de Secretarias Municipais que atuem, prioritariamente, na gestão e/ou na coordenação e/ou no apoio técnico e/ou no desenvolvimento direto das atividades do Programa Academia da Saúde e/ou similar, bem como profissionais de nível superior, efetivos ou temporários, de Secretarias Estaduais que atuem na supervisão e/ou no apoio técnico no Programa Academia da Saúde e/ou similar. 

O curso é uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Universidade de Brasília. O objetivo é desenvolver competências conceituais, políticas e técnicas que visem à análise dos modos de produção de saúde e a ampliação das estratégias intersetoriais e participativas de gestão em saúde com foco no planejamento de ações de Promoção da Saúde no âmbito do Programa Academia da Saúde. Possui carga-horária de 120 horas e está organizado em três módulos e uma etapa de elaboração de trabalho final. Com duração de 4 meses, tem previsão de início para o dia 9 de dezembro de 2013.

As inscrições estão abertas desde o dia 07 de novembro de 2013 e foram prorrogadas até o dia 24 de novembro de 2013. Para se inscrever, acesse o link: http://moodle.cead.unb.br/ms/mod/book/view.php?id=17.

 Dúvidas: Thaís Severino da Silva (Coordenadora Programa Saúde na Escola – PSE e Academia da Saúde – DAB/SAS/MS)
Fone: (61) 3315-9068/9091
e-mail: thais.silva@saude.gov.br

 Fonte: www.conass.org.br

PROVAB

Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (18) o cronograma do edital de convocação para enfermeiros e dentistas ao Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab), que leva profissionais para atuarem na atenção básica das regiões mais carentes, como no interior e periferias dos grandes centros. Serão abertas 1.590 vagas, sendo mil vagas para enfermeiros e 590 para cirurgiões-dentistas. Todos os participantes receberão bolsa, paga integralmente pelo Ministério da Saúde, no valor de R$ 2.976,26. O Provab é mais uma parceria com o Ministério da Educação para integrar ensino e serviço em benefício da população. 

O candidato deverá escolher duas opções de municípios para atuar. Só estarão disponíveis para escolha aqueles municípios que tiverem finalizado o processo de adesão entre o período de 16 de dezembro a 13 de janeiro de 2014. Entre os critérios usados para selecionar os candidatos, estão os candidatos que cursaram a graduação preferencialmente no próprio estado onde pretende se candidatar, maior média registrada no histórico escolar, menor tempo de formado, ordem de inscrição no Provab, ou seja, os primeiros inscritos terão prioridade na seleção. Em último lugar, em caso de mais candidatos do que a quantidade vagas disponíveis, a preferência será para o candidato que tiver a maior idade. As inscrições dos profissionais poderão ser realizadas entre os dias 17 de janeiro e 2 de fevereiro de 2014.

A previsão é que os profissionais comecem a trabalhar nos municípios a partir de março de 2014. Os enfermeiros serão direcionados para o Programa Saúde na Escola em capitais, regiões metropolitanas e municípios com população superior a 100 mil habitantes. Os dentistas, por sua vez, serão alocados em municípios com população rural e pobreza intermediária ou elevada, dentro do Programa Brasil Sorridente, iniciativa do Governo Federal para promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal. Os profissionais interessados devem se inscrever pelo endereço eletrônico http://provab2013.saude.gov.br.

Os profissionais que se inscreverem e forem convocados firmarão contrato de um ano. Durante esse período, eles serão avaliados mensalmente pelo gestor local e poderão ser desligados do programa em caso de descumprimento de regras do edital, entre elas o descumprimento da carga horária obrigatória. Para receber a bolsa, os participantes do programa cumprem 32 horas semanais de atividades práticas e oito horas semanais de atividades acadêmicas. Além de bolsa, todos os profissionais terão acesso a um curso a distância de especialização com foco na Atenção Básica com duração de 12 meses, através da Universidade Aberta para o SUS – UNASUS.

Suporte – Os participantes têm acesso às ferramentas do Telessaúde Brasil Redes, programa do Ministério da Saúde que promove a orientação dos profissionais da Atenção Básica, por meio de teleconsultorias com núcleos especializados localizados em instituições formadoras e órgãos de gestão. Outra ferramenta disponível é o Portal Saúde Baseada em Evidências, plataforma que disponibiliza gratuitamente um banco de dados composto por documentos científicos, publicações sistematicamente revisadas e outras ferramentas (como calculadoras médicas e de análise estatística) que auxiliam a tomada de decisão no diagnóstico, tratamento e gestão.

Provab – Além de enfermeiros e dentistas, o programa também conta com a participação de médicos. Atualmente, há 3.357 profissionais atuando pelo Provab, sob supervisão de universidades e hospitais de ensino em 1.177  municípios. Para os médicos, além da bolsa mensal de R$ 10 mil, outro atrativo é a possibilidade da pontuação adicional de 10% na prova de residência médica, caso o profissional cumpra todos os requisitos, a carga horária do programa e seja aprovado na avaliação final.

MAPA DA DENGUE APONTA 157 MUNICÍPIOS EM SITUAÇÃO DE RISCO

NÚMERO DE PESSOAS COM DIABETES AUMENTAM 40% EM SEIS ANOS

No Dia Mundial do Diabetes, comemorado nesta quinta-feira (14), o Ministério da Saúde divulga dados inéditos sobre a doença no Brasil e revela que o número de casos está crescendo. A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012) revelou um aumento de 40% entre 2006, primeiro ano do levantamento, e ano passado. O percentual de pessoas que se declararam diabéticas passou de 5,3% para 7,4% no período. 

O avanço da diabetes está relacionado ao excesso de peso, à falta de exercícios físicos, à má alimentação e o envelhecimento da população. O Vigitel aponta que 75% do grupo de brasileiros convivendo com a diabetes estão acima do peso. Em 2012, pela primeira vez na história o número de pessoas com sobrepeso superou a metade da população, chegando a 51%. 

“Os hábitos de vida dos brasileiros sofreram uma profunda mudança nos últimos anos, que estão provocando o aumento de doenças crônicas como o diabetes. Temos trabalhado para preparar o sistema de saúde para lidar com este novo quadro, com ações como a ampliação do acesso aos medicamentos para controle das doenças. Por isso lançamos o Saúde Não Tem Preço, que distribui remédios de graça para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma, desde fevereiro de 2011”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Depois que a distribuição dos remédios se tornou gratuita, mais que quintuplicou o número de pessoas beneficiadas, saltando de 306,8 mil beneficiários em de janeiro de 2011, mês anterior ao início do Saúde Não Tem Preço, para 1,7 milhão em setembro deste ano. Ao longo do período, já foram 5,7 milhões de diabéticos que recorreram às unidades próprias do Farmácia Popular e às drogarias privadas conveniadas ao Aqui Tem Farmácia Popular para obter o tratamento gratuitamente. 

A expansão do acesso aos medicamentos contribuiu decisivamente para evitar uma escalada no número de complicações da doença. O número de brasileiros internados pela doença nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) caiu 17,4% – de 172,1 mil, em 2010, para 142,1 mil, em 2012. Com isso, a taxa de pacientes internados teve redução de 19%, de 90,26 internações para cada 100 mil habitantes para 73,3 atendimentos hospitalares a cada 100 mil. 

EXPANSÃO DO DIABETES – Pelo Vigitel 2012, o diabetes é mais comum em mulheres (8,1%) do que em homens (6,5%). O estudo revela também a educação é um fator importante de prevenção: 3,8% dos brasileiros com mais de 12 anos de estudo declararam ser diabéticos, enquanto 12,1% dos que têm até oito anos de escolaridade dizem ter a doença. 

O crescimento ocorreu em todas as faixas etárias, porém na faixa de 35 a 44 anos o aumento foi mais significativo: 26,6% de 2006 a 2012. No ano passado, o percentual de pessoas nessa faixa etária, que declararam ter diabetes, foi de 3,9%, enquanto em 2006 o dado foi 2,9%. Outra faixa etária de destaque foi a de 65 anos e mais que passou de 19,2% para 22,9%, de 2006 a 2012, respectivamente. 

O Vigitel 2012 coletou dados nas 26 capitais e no Distrito Federal, ouvindo 45.448 pessoas. A capital com maior percentual de diabéticos é São Paulo (9,3%), seguido de Curitiba (8,4%), Natal (8%) e Porto Alegre (8%0). Os menores índices estão em Palmas (4,3), Macapá (4,9), Manaus (4,9%) e Porto Velho (5,0%). 

ACADEMIA DA SAÚDE – Para estimular a prática de exercícios físicos nas cidades brasileiras, o Ministério da Saúde incentiva municípios a implantar de polos com infraestrutura, equipamentos e quadro de pessoal qualificado para a orientação de práticas corporais e atividade física e de lazer e modos de vida saudáveis. Atualmente, 308 academias já foram concluídas, um total de 2.866 projetos previstos para beneficiar a população de 2.259 municípios. Já foram repassados R$ 173 milhões.

Nos polos, os participantes têm acesso a práticas corporais e atividade física com orientação, promoção de atividades de segurança alimentar e nutricional, promoção da alimentação saudável; práticas artísticas e culturais (teatro, música, pintura e artesanato), práticas integrativas e complementares; educação em saúde; mobilização da comunidade. 

SOBRE A DOENÇA – A diabetes é uma doença crônica resultante do desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Isso ocorre quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente nas células devido a uma resistência do corpo à ação dela (diabetes tipo 2). Quando um destes problemas com a insulina ocorre, a glicose deixa de ser absorvida pelas células, o que provoca a elevação dos níveis de glicose no sangue. 

A principal característica da diabetes é a hiperglicemia (elevação dos níveis de glicose no sangue), que pode se manifestar por sintomas como poliúria (excesso de urina), polidipsia (sede aumentada), perda de peso, polifagia (fome aumentada) e visão turva. Esses sinais e sintomas são mais evidentes no diabetes tipo 1. O diabetes tipo 2 em geral é mais “silencioso” e é mais comum na faixa etária dos adultos.

Fonte: www.conasems.org.br