Foi publicada a Nota Técnica Conjunta nº 255/2026-MS, que orienta sobre a nova funcionalidade de Estratificação de Vulnerabilidade Familiar integrada diretamente ao Prontuário Eletrônico (e-SUS APS). A ferramenta automatiza e organiza o acompanhamento das famílias no território, ajudando as equipes a planejarem visitas, consultas e prioridades de forma mais ágil e justa.
Como funciona a classificação no sistema?
Critérios Inequívocos: Condições objetivas que, isoladamente, já classificam a família como em situação de vulnerabilidade (ex.: pessoas indígenas, sem escolaridade, crianças de 0 a 9 anos sem cuidador, domicílios sem energia ou saneamento básico, entre outros).
Critérios Sugestivos + Escala Coelho-Savassi (EVF-CS): Quando não há critério inequívoco, o sistema analisa marcadores sugestivos e calcula automaticamente o grau de vulnerabilidade familiar via EVF-CS, categorizando em: Habitual (0-4 pts), Baixa (5-6 pts), Média (7-8 pts) ou Máxima (9+ pts).
Principais destaques para a rotina da equipe:
Onde consultar: A aba Acompanhamento de Vulnerabilidade fica visível no Módulo de Cadastro Individual (Folha de Rosto, SOAP, Prontuário Familiar e Acompanhamentos).
Qualidade dos dados é tudo: A classificação depende das informações do Cadastro Individual (MICI), Cadastro Domiciliar (MICDT) e Lista de Problemas (LPC). Cadastros atualizados garantem que nenhuma família prioritária fique invisível!
Apoio à decisão: A ferramenta orienta a organização da agenda, busca ativa, visitas e Projetos Terapêuticos Singulares (PTS), mas não substitui a avaliação clínica e territorial feita pelos profissionais.